Chappell Roan usou prótese para vestido que a deixou seminua no Grammy 2026 Chappell Roan vestiu um look ousado, criativo e conceitual no tapete vermelho do Grammy Awards 2026, deste domingo (1º). A cantora fez apenas sua extravagância fashion e, com um vestido de Mugler, se tornou uma das celebridades mais comentadas nas redes durante a estreia. A repercussão do visual de Chappell tem a ver com os seios da cantora, que ficaram à mostra. Mas ao contrário do que muita gente pensa, o artista usava uma prótese sobre eles, explicou Andrew Dahling, maquiador da cantora, à revista “Elle”. Uma referência de Chappell O look de Chappell se trata de uma releitura de um vestido icônico da marca francesa Mugler. O original foi criado em 1998, sendo apresentado em um desfile de alta costura e vestido por Erica Vanbrel. Em 2025, esse mesmo vestido serviu de inspiração para outro look de Mugler. Assinada por Miguel Castro Freita, uma peça compõe a coleção de primavera-verão 2026 da marca. Agora, Chappell Roan recria o look uma vez. Diferentemente dos modelos anteriores, o tecido dela ficou sustentado em um piercing que perfura próteses em vez de mamilos reais — o que evitou acidentes, caso alguém pisasse na longa calda do seu vestido. Transparente, sua peça traz linhas delineantes. O tom vermelho-vinho harmonizava com seu cabelo ruivo. “É uma fantasia medieval da Mugler para o tapete vermelho. Queríamos uma maquiagem sensual e esfumada, com um toque dos anos 90 para homenagear a época de onde vem este vestido”, afirmou Dahling a “Elle”. Diferentes modelos de um vestido icônico da Mugler. À esquerda, uma peça de 1998; ao centro, uma peça de 2025; e à direita, a peça de 2026 Reprodução/Getty Images/AFP Da sensualidade à vestimenta apesar de sua seminudez, o look de Chappell vai na contramão do visual de Bianca Censori no Grammy em 2025. A empresária, que foi totalmente pelada à premiação, estava interessada apenas em polemizar — ou pelo menos, era o que ela e seu marido Kanye West deram a entender. Já a cantora, que também apostou no naked dress, se dedicou a escolher qual conceito por trás do look. Os seios (e próteses) à mostra têm apelo sexual, de sofisticação, provocação e moda. Tudo isso ao mesmo tempo. O propósito estético da peça usada por Chappell se alinha à intenção Thierry Mugler, estilista do vestido original. “Eu tinha piercings nos mamilos e acho que a notícia se tornou muito rápida. De repente, o Thierry disse: ‘Tenho um vestido para você e vou pendurá-lo nos seus mamilos’. O Thierry ficou super empolgado, e eu também. Ele achou a ideia ótima e queria um estilo de deusa grega”, contou a modelo Erica Vanbrel em uma entrevista. Mesmo com todas as adaptações em relação à peça original, o vestido de Chappell deixou a artista com ar de mítica, intocável e poderosa. É como se ela fosse a própria vestimenta de si mesma. Chappell Roan no Grammy 2026 Mario Anzuoni/Reuters/Amy Sussman/Getty Images/AFP Nudez no Grammy Após a passagem de Bianca Censori pelo tapete vermelho do Grammy 2025, clame-se o questionamento: Afinal, existe um código de vestimenta no Grammy? Na época, o g1 reuniu representantes de artistas brasileiros que já foram indicados na premiação para saber se o Grammy envia algum tipo de comunicado com o convite. E alguns deles informaram que nunca souberam de nada que fosse proibido, mas que devido à importância do evento, o traje oficial é de gala. Essa informação não está escrita no convite, mas entre eles, “é algo que já é óbvio”. E dentro disso, os estilistas já trabalham nos figurinos, pensando tanto no tapete vermelho quanto na cerimônia de estreia. As páginas internacionais reforçam o que foi dito por esses representantes e explicam que a Recording Academy nunca divulgou publicamente um código de vestimenta para a cerimônia de estreia. Mas, em 2013, um suposto documento sobre o assunto teria sido enviado aos convidados pela CBS, emissora que transmite o evento. Este memorando (publicado pelo site Deadline na época), nunca foi confirmado pela CBS. Mas, segundo o site, o documento fazia um alerta sobre figurinos, citando, por exemplo, que “as nádegas e os seios femininos tinham que estar confortáveis cobertos”. Além disso, “trajes do tipo tanga” e como as curvas dos seios à vista também foram listadas como problemáticas. Outro tópico disse que bumbuns visíveis através de roupas transparentes estavam desaconselhados. E órgãos genitais à vista eram proibidos. Esse mesmo documento também proibia acessórios de campanhas, como aqueles broches de lapela que se tornavam tão comuns em tapetes vermelhos. No Grammy deste ano, vários artistas criaram um pin azul em formato de coração que fez parte de uma campanha de apoio às vítimas dos incêndios na Califórnia. Depois de toda repercussão com o vestido transparente de Bianca, um produtor executivo responsável pela transmissão do Grammy informou à revista People que o código de vestimenta indicado para os convidados é “black-tie artístico”, mas que, se tratando da indústria da música, ele acha que isso fica aberto a interpretações. Resta saber se agora as premiações vão aderir a algum código que assinale de forma mais explícita se há algo proibido para a passagem no tapete vermelho.

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