A sargento Graciele de Oliveira Santos Ramos, de 41 anos, descrita por amigos e conhecidos como amável, dedicada e generosa, faleceu em um acidente na MGC-135. Ela era uma figura proeminente na Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica em Januária, onde seu trabalho impactou positivamente a vida de diversas mulheres.
Detalhes do Acidente Fatal
O incidente ocorreu na MGC-135, na cidade de Mirabela, envolvendo o carro em que Graciele viajava com outros dois homens, sendo um deles também militar. A sargento e o condutor do veículo, de 36 anos, morreram no local do acidente. O outro policial, de 55 anos, sofreu ferimentos graves e foi prontamente socorrido por helicóptero para a Santa Casa de Montes Claros.
Legado Profissional e Luto Oficial
Com aproximadamente 18 anos de serviço na Polícia Militar, Graciele atuava no 30º Batalhão de Polícia Militar (BPM) em Januária há cerca de dois anos. Ela deixa marido e dois filhos. A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) manifestou profundo pesar e solidariedade à família e amigos. A Prefeitura de Januária também lamentou a perda, destacando os relevantes serviços prestados por Graciele à comunidade local e seu reconhecimento por dedicação e compromisso.
O Impacto Transformador de Sua Atuação Social
Apoio Essencial a Vítimas de Violência
Uma vítima de violência doméstica, acompanhada pela sargento em 2025, relatou a profunda empatia de Graciele. Ela acompanhava as mulheres, encorajando-as a sair das situações de violência, verificando o cumprimento de medidas protetivas e incentivando a busca por programas sociais. A sargento pessoalmente levava vítimas à delegacia para solicitar medidas protetivas e realizava visitas semanais, demonstrando um cuidado genuíno com o bem-estar das pessoas. Sua dedicação à causa da violência doméstica em Januária deixou uma lacuna insubstituível.
Sua Personalidade: Uma Alma Boa e Guerreira
Ellen Tanuri, amiga e colega de profissão, descreveu Graciele como “uma alma boa de coração generoso”. Elas trabalharam juntas em Montes Claros e Januária, e Ellen destacou a trajetória de Graciele como uma mulher guerreira que conciliou a vida familiar em Montes Claros com o trabalho nas estradas. Sua calmaria nas palavras, serenidade e personalidade pacífica e bondosa marcaram a vida de todos que a conheceram. Graciele será lembrada por sua presença forte como mãe dedicada, esposa amável e profissional exemplar, que fez a diferença no combate à violência doméstica.
Fonte: https://g1.globo.com












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