O ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito, Márcio Canella (União Brasil), foi preso nesta quinta-feira, 15, pela Polícia Federal (PF). Ele foi detido em casa, na Barra da Tijuca, no âmbito da oitava fase da Operação Unha e Carne, que tem como objetivo desarticular uma organização criminosa armada suspeita de utilizar de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro como plataforma de lavagem de dinheiro.
A PF cumpriu seis mandados de prisão preventiva nos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo. Entre os alvos, também estão delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil e Pablo Russo, inspetor da Polícia Civil, além dos policiais Christiano Gaspar Fernandes, Giovanni Gaspar Fernandes e José Carlos Alves de Souza Júnior.
Em julho, Canella foi preso em flagrante na sexta fase da Operação Unha e Carne por porte de arma de uso restrito. Na ocasião, os agentes encontraram um fuzil .556 no carro dele durante as buscas. Ele foi eleito deputado estadual pelo Rio nas eleições deste ano, com 197.178 votos.
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O que as investigações apontaram?
As prisões foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também ordenou o sequestro de bens e valores e a a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede de lavagem de dinheiro. Delas, 96 são postos de combustíveis usados para camuflar e legalizar os recursos de origem criminosa, de acordo com a Polícia Federal.
Segundo o Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), enviado à PF, o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. Além do crime de organização criminosa armada, os investigados responderão por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel.
A operação está ligada à Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela Polícia Federal no estado do Rio que visa desmantelar organizações criminosas e redes de lavagem de dinheiro, corrupção e desvio de conduta. A ação desta quarta, segundo a PF, foi tema de uma reunião entre a direção-geral da instituição policial e Moraes em 6 de outubro.
Fonte: Abril

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