Júri condena Jairinho por homicídio qualificado e tortura, e desclassifica acusação de homicídio contra Monique
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Julgamento Henry Borel O 2º Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou, nesta quinta-feira (4), Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, pelos crimes de homicídio duplamente qualificados, tortura e coação no curso do processo no caso Henry Borel. Já Monique Medeiros sofreu a acusação de homicídio doloso desclassificada pelos jurados, que entenderam haver negligência em sua conduta e a condenaram por omissão em relação à tortura sofrida pelo filho. A decisão foi tomada após dez dias de julgamento, considerada a mais longa da história recente do Tribunal do Júri fluminense. O padrasto de Henry pegou XX anos de prisão; a mãe do garoto, xx anos. O Ministério Público e a defesa de Jairinho informaram que vão recorrer à decisão. Os jurados também condenaram o médico Jefferson Evangelista Corrêa, assistente da defesa de Jairinho, pelo crime de falsa perícia. O profissional foi responsável por apresentar laudos e prestar depoimento em plenário sustentando teses contestadas pela acusação e pelos peritos oficiais do caso. A sentença foi lida às 01h43 pela juíza Elizabeth Machado Louro após 10 dias de julgamento — o mais longo da história recente do Judiciário fluminense. Da madrugada da morte, em 8 de março de 2021, até o encerramento da sessão, neste 4 de junho de 2026, foram 1.915 dias. Nesse período, padrasto e mãe foram de aliados rivais; Monique foi presa e solta várias vezes; A defesa de Jairinho tentou diferentes estratégias para adiar o júri, como o abandono da sala. O caso baseou-se na criação da Lei Henry Borel, sancionada em maio de 2022, que torna crime hediondo todo homicídio de criança e adolescente. Henry Borel Jornal Nacional/ Reprodução Relembre o crime Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, aos 4 anos de idade. No dia anterior, ele havia sido entregue por pai, Leniel Borel, a Monique, no apartamento onde ela morava com Jairinho, na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. Horas depois, na madrugada do dia 8, o então casal levou o garoto ao Hospital Barra D’Or. Eles alegaram que ele tinha “caído da cama” e não estava respirando. Mas Henry já estava sem vida. Jairinho e Monique Medeiros, em fotos feitas no ingresso do casal no sistema penitenciário Reprodução Um laudo daquele dia informava que a causa da morte foi hemorragia interna e laceração hepática causada por uma ação contundente — o fígado do menino se rompeu após uma pancada. À época, peritos ouvidos na TV Globo disseram que, pelo exame de necropsia, era possível afirmar que Henry morreu por uma ação violenta. A reconstituição simulada daquela noite apresentou 23 lesões por ação violenta e descartou qualquer possibilidade de acidente doméstico. A polícia afirma que o menino morreu por conta das agressões de Jairinho e pela omissão de Monique. “Houve um homicídio por espancamento”, declarou ao Tribunal do Júri perito Luiz Carlos Leal Prestes, responsável por investigar o corpo do menino. “Esse menor chegou sem vida a esse hospital. A multiplicidade de lesões em locais diferentes fez com que, inequivocamente, se concluísse que essa criança foi agredida e por isso houve uma hemorragia interna”, detalhou. Casal preso Exatamente 1 mês depois da morte de Henry, em 8 de abril de 2021, Jairinho e Monique foram presos. A linha investigativa, naquele momento, já estava consolidada em torno de homicídio e tortura, e não de acidente doméstico. Jairinho está preso desde então; Monique chegou a ser solta 2 vezes, mas voltou para a cadeia.
Julgamento Henry Borel O 2º Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou, nesta quinta-feira (4), Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, pelos crimes de homicídio duplamente qualificados, tortura e coação no curso do processo no caso Henry Borel. Já Monique Medeiros sofreu a acusação de homicídio doloso desclassificada pelos jurados, que entenderam haver negligência em sua conduta e a condenaram por omissão em relação à tortura sofrida pelo filho. A decisão foi tomada após dez dias de julgamento, considerada a mais longa da história recente do Tribunal do Júri fluminense. O padrasto de Henry pegou XX anos de prisão; a mãe do garoto, xx anos. O Ministério Público e a defesa de Jairinho informaram que vão recorrer à decisão. Os jurados também condenaram o médico Jefferson Evangelista Corrêa, assistente da defesa de Jairinho, pelo crime de falsa perícia. O profissional foi responsável por apresentar laudos e prestar depoimento em plenário sustentando teses contestadas pela acusação e pelos peritos oficiais do caso. A sentença foi lida às 01h43 pela juíza Elizabeth Machado Louro após 10 dias de julgamento — o mais longo da história recente do Judiciário fluminense. Da madrugada da morte, em 8 de março de 2021, até o encerramento da sessão, neste 4 de junho de 2026, foram 1.915 dias. Nesse período, padrasto e mãe foram de aliados rivais; Monique foi presa e solta várias vezes; A defesa de Jairinho tentou diferentes estratégias para adiar o júri, como o abandono da sala. O caso baseou-se na criação da Lei Henry Borel, sancionada em maio de 2022, que torna crime hediondo todo homicídio de criança e adolescente. Henry Borel Jornal Nacional/ Reprodução Relembre o crime Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, aos 4 anos de idade. No dia anterior, ele havia sido entregue por pai, Leniel Borel, a Monique, no apartamento onde ela morava com Jairinho, na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. Horas depois, na madrugada do dia 8, o então casal levou o garoto ao Hospital Barra D’Or. Eles alegaram que ele tinha “caído da cama” e não estava respirando. Mas Henry já estava sem vida. Jairinho e Monique Medeiros, em fotos feitas no ingresso do casal no sistema penitenciário Reprodução Um laudo daquele dia informava que a causa da morte foi hemorragia interna e laceração hepática causada por uma ação contundente — o fígado do menino se rompeu após uma pancada. À época, peritos ouvidos na TV Globo disseram que, pelo exame de necropsia, era possível afirmar que Henry morreu por uma ação violenta. A reconstituição simulada daquela noite apresentou 23 lesões por ação violenta e descartou qualquer possibilidade de acidente doméstico. A polícia afirma que o menino morreu por conta das agressões de Jairinho e pela omissão de Monique. “Houve um homicídio por espancamento”, declarou ao Tribunal do Júri perito Luiz Carlos Leal Prestes, responsável por investigar o corpo do menino. “Esse menor chegou sem vida a esse hospital. A multiplicidade de lesões em locais diferentes fez com que, inequivocamente, se concluísse que essa criança foi agredida e por isso houve uma hemorragia interna”, detalhou. Casal preso Exatamente 1 mês depois da morte de Henry, em 8 de abril de 2021, Jairinho e Monique foram presos. A linha investigativa, naquele momento, já estava consolidada em torno de homicídio e tortura, e não de acidente doméstico. Jairinho está preso desde então; Monique chegou a ser solta 2 vezes, mas voltou para a cadeia.[/gpt3]

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