O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido como “inflação do aluguel”, subiu 1,47% em outubro, após avançar 1,57% em setembro. O resultado ficou abaixo da expectativa do mercado financeiro, que projetava alta de 1,59%, segundo levantamento da agência Reuters. Divulgado nesta quinta-feira, 29, pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o indicador acumula elevação de 4,97% em 2026 e de 5,24% nos últimos 12 meses. Em outubro do ano passado, o índice havia recuado 0,36%.
A desaceleração mensal foi acompanhada por variações menores nos preços ao produtor e ao consumidor. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) avançou 1,93%, ante 2,08% em setembro, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,45%, abaixo dos 0,50% registrados no mês anterior. No IPA, os produtos agropecuários tiveram alta de 1,29%, contra 3,07% em setembro. Já no IPC, o grupo Alimentação acelerou de 0,51% para 1,02%, com destaque para o tomate, que encareceu 19,44%, e a cebola, cuja alta chegou a 15,38%. A gasolina automotiva também pressionou os preços ao produtor, com avanço de 10,14%.
Segundo Matheus Dias, economista do FGV IBRE, a redução das tarifas de energia elétrica residencial ajudou a conter a inflação ao consumidor. A tarifa recuou 1,52% em outubro. Em sentido contrário, o grupo de hortaliças e legumes registrou alta de 10,6%, influenciado por condições climáticas desfavoráveis e restrições de oferta. Para os próximos meses, a instituição prevê a continuidade da volatilidade desses preços e aponta que os efeitos do El Niño podem intensificar as pressões sobre os alimentos.
Na construção civil, o movimento foi diferente: o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) acelerou de 0,25% em setembro para 0,35% em outubro. A alta foi impulsionada pelos materiais e equipamentos, cuja variação passou de 0,17% para 0,41%, e pelos serviços, que avançaram de 0,15% para 0,31%. O custo da mão de obra, por sua vez, desacelerou de 0,37% para 0,27%.
Fonte: Abril













Deixe o Seu Comentário