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hackers asiáticos podem ter mirado o Brasil por minerais estratégicos

Por Redação
10 de fevereiro de 2026
Em Notícias
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hackers asiáticos podem ter mirado o Brasil por minerais estratégicos
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com


O Ministério de Minas e Energia (MME) do Brasil pode ter sido alvo de uma operação internacional de ciberespionagem que teria como pano de fundo a disputa global por minerais críticos – as chamadas “terras raras” –, segundo a investigação de uma empresa privada de segurança digital. O relatório aponta que um grupo de hackers se aproximou dos interesses estatais asiáticos pode ter tentado acessar sistemas do governo brasileiro em meio ao avanço das negociações comerciais envolvendo os minérios em uma disputa principalmente entre os Estados Unidos e a China.

Segundo apuração divulgada inicialmente pelo site Tecmundo e confirmado pela Gazeta do Povoque teve acesso ao relatório (veja na íntegra), a chamada “Unit 42”, uma divisão de inteligência de ameaças da Palo Alto Networks, colabora a atuação de um grupo denominado TGR-STA-1030 contra governos e infraestruturas críticas de pelo menos 37 países nos últimos 12 meses.

O relatório aponta que, entre novembro e dezembro de 2025, os pesquisadores observaram o escaneamento sistemático de infraestruturas governamentais em 155 países, em busca de vulnerabilidades e pontos de entrada em sistemas estratégicos. No caso do Brasil, o MME negou qualquer tentativa de invasão.

“Sobre o referido relatório internacional, o Ministério de Minas e Energia (MME) informa que não foi identificado qualquer tráfego anormal ou tentativa suspeita de invasão em sistemas, conexões e plataformas digitais da massa. […] Mesmo que você tenha tido um acesso indevido ao ambiente tecnológico do ministério, não resultaria no acesso a informações estratégicas, estratégicas ou estratégicas ainda não divulgadas”, afirmou o ministério ressaltando que acionou as instâncias competentes para investigar o caso (veja na íntegra mais abaixo).

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De acordo com a Unit 42, há um “alto grau de confiança” de que o grupo atua alinhado a interesses estatais e opera a partir da Ásia, com base em padrões técnicos, uso de ferramentas regionais, preferências de idioma e alvos escolhidos. A investigação também inclui conexões diretas de infraestrutura originadas da mesma região geográfica.

“Avaliamos que o grupo tinha como alvo o Ministério de Minas e Energia do Brasil. O Brasil é considerado o segundo maior detentor de reservas de minerais de terras raras do mundo”, afirma o relatório ressaltando que esses minerais são considerados estratégicos para setores como tecnologia, energia e defesa, o que aumenta o interesse internacional sobre o país.

Segundo o levantamento, “as exportações desses minerais triplicaram no primeiro semestre de 2025”, movimento que ocorre em paralelo ao esforço de países ocidentais para reduzir a dependência da Ásia. Nesse contexto, os Estados Unidos passaram a buscar no Brasil fontes alternativas de terras raras.

O relatório cita que, em outubro, o encarregado de negócios dos Estados Unidos no Brasil se reuniu com executivos do setor de mineração e que, no início de novembro, a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA investiu US$ 465 milhões na Serra Verde, produtora brasileira de terras raras. A iniciativa foi interpretada como uma tentativa de diversificar a cadeia global desses minerais essenciais.

Para os analistas da Unidade 42, o suposto comprometimento do ministério brasileiro coincide com esse período de intensificação das negociações comerciais, o que reforça a suspeita de espionagem com motivação econômica e estratégica. O grupo teria concentrado esforços principalmente em ministérios e departamentos governados voltados para a economia, recursos naturais e relações diplomáticas.

Entre as vítimas confirmadas em outros países estão entidades nacionais de aplicação da lei, controle de fronteiras, ministérios da Fazenda, parlamentos, autoridades eleitas, empresas estatais de telecomunicações e organizações policiais e de contraterrorismo. Diante da gravidade dos casos, a Unidade 42 informou ter notificado as entidades afetadas e oferecido apoio técnico para mitigar os danos.

Além do Brasil, também foram monitoradas as estruturas governamentais do Canadá, República Dominicana, Guatemala, Honduras, Jamaica, México, Panamá e Trinidad e Tobago. Parte disso ocorreu durante a paralisação orçamentária do governo dos Estados Unidos, entre outubro e novembro.

O relatório aponta, ainda, o comprometimento provável de entidades governamentais na Bolívia, Brasil, México, Panamá e Venezuela. Neste último, a Unidade 42 faz um paralelo à captura do ditador Nicolás Maduro, em janeiro deste ano, e o acesso a um endereço eletrônico de uma indústria de tecnologia construída em parceria com a China em outubro de 2005.

MME tem tecnologias contra invasão

Além de impedir a invasão aos sistemas críticos do governo brasileiro, o Ministério de Minas e Energia informou que realiza monitoramento contínuo de segurança, adota tecnologias alinhadas às normas nacionais e internacionais e atualizou sua Política de Segurança da Informação em conformidade com o Decreto nº 12.572/2025. Segundo a pasta, mesmo na hipótese de um acesso indevido, não haveria risco de exposição de informações estratégicas, estratégicas ou estratégicas ainda não divulgadas.

“[O MME] Conta com contratos de prestação de serviços de segurança cibernética avançados usuais no governo e no mercado, suficientes para apoiar a operação e o reforço contínuo de controles de proteção de acesso e integridade de dados”, pontual.

Apesar de afirmar que nenhum incidente foi registrado, o MME declarou ter acionado instâncias competentes do governo como medida preventiva de reforço da segurança cibernética. O ministério reforçou o compromisso com a transparência, a gestão profissional e a proteção das informações públicas.

“O MME reforça seu compromisso com a transparência na condução de suas atribuições ao adotar as melhores práticas e tecnologias, para a melhoria contínua, a gestão profissional e o zelo com as informações públicas”, completou.

Veja a resposta na íntegra do MME sobre a suspeita de espionagem relacionada pela Unidade 42:

Sobre o referido relatório internacional, o Ministério de Minas e Energia (MME) informa que não foi identificado qualquer tráfego anormal ou tentativa suspeita de invasão nos sistemas, redes e plataformas digitais da Pasta. Ainda sobre este tema, o MME destaca que:

1. Realizar inspeção, monitoramento e tratamento de eventos de segurança dos ambientes tecnológicos de forma contínua, garantindo a integridade e proteção das informações;

2.O sistema do MME é seguro, com adoção de tecnologias de ponta e atendimento às normas e recomendações nacionais e internacionais de segurança da informação;

3. Atualizou a Política de Segurança da Informação, a qual está em conformidade com a Política Nacional de Segurança da Informação, instituída pelo Decreto 12.572/2025;

4. Implementar medidas e controles de defesa cibernética previstos no Programa de Privacidade e Segurança da Informação da administração pública federal, instituído pela Portaria SGD/MGI nº 9.511/2025;

5. Conta com contratos de prestação de serviços de segurança cibernética avançados usuais no governo e no mercado, suficientes para apoiar a operação e o reforço contínuo de controles de proteção de acesso e integridade de dados;

Essas demais e estruturas de proteção de dados utilizadas no MME permitem que, mesmo que você tenha tido um acesso indevido ao ambiente tecnológico do ministério, não resultaria em acesso a informações estratégicas, estratégicas ou estratégicas ainda não divulgadas. De toda forma, mesmo não tendo sido registrado nenhum incidente, como medida de reforço da segurança da informação, o MME atuou como instâncias competentes, no âmbito governamental, para conhecimento e execução de ações estratégicas de inteligência.

O MME reforça seu compromisso com a transparência na condução de suas atribuições ao adotar as melhores práticas e tecnologias, para a melhoria contínua, a gestão profissional e o zelo com as informações públicas.

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Tags: asiáticosBrasilestratégicosHackersIndústriainfraestruturamineraismiradopodemporTecnologiater
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