O presidente da França, Emmanuel Macron, disse nesta terça-feira (10) que o governo do mandatário americano, Donald Trump, tem uma postura “antieuropeia” e deve tomar mais medidas contra a União Europeia (UE), devido às ações do bloco de regulação de big techs dos Estados Unidos.
Segundo informações da agência Reuters, Macron fez os comentários durante entrevistas a diversos jornais europeus, como o francês Le Monde e o britânico Financial Times.
“Quando há um claro ato de agressão, acho que o que devemos fazer não é nos curvar ou tentar chegar a um acordo”, disse o presidente francês. “Tentamos essa estratégia por meses. Não está funcionando.”
Em janeiro, Trump anunciou que iria aplicar tarifas sobre importações de oito países europeus (entre eles a França) que se opõem ao seu plano de anexação americana da Groenlândia, um território independente da Dinamarca.
Dias depois, Trump anunciou que Washington e Otan combinaram a “estrutura” de um acordo a respeito da Groenlândia, mas sem detalhar como seria esse compromisso. Por essa razão, Washington suspendeu as tarifas aplicadas a partir de fevereiro. A UE também suspendeu por agora os planos de uma “bazuca comercial” em resposta a Washington.
Nesta terça-feira, Macron disse que o governo Trump tem sido “abertamente antieuropeu” e buscou o “desmembramento” da UE e anterior mais transferido com a Casa Branca este ano.
“Os EUA, nos próximos meses — isso é certo —, nos atacarão por causa da regulamentação digital”, afirmou o presidente francês, que também citou as ameaças representadas pela China.
“Temos o tsunami chinês na frente comercial e uma instabilidade constante do lado americano. Essas duas crises representam um choque profundo — uma ruptura para os europeus”, acrescentou.
Por outro lado, Macron disse que a UE deve aproveitar o momento de tensão entre os Estados Unidos e outros países para se apresentar como uma alternativa à hegemonia americana.
“Os mercados mundiais estão cada vez mais cautelosos com o dólar americano. Eles estão buscando alternativas. Vamos oferecer a eles [títulos da] a União Europeia”, sugeriu.

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