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Dino pede vista para formato de eleição para mandato-tampão no RJ

Por Redação
9 de abril de 2026
Em Notícias
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Dino pede vista para formato de eleição para mandato-tampão no RJ
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com


O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista no processo que definirá o formato de eleição para um mandato-tampão para o governo do Rio de Janeiro. O julgamento foi retomado na tarde desta quinta-feira (9) e já tinha um placar de 1 a 1.

Dino pediu mais tempo para analisar se a eleição de um novo governador será direta ou diretamente. Duas ações do PSD sobre isso pedem que a escolha seja pelo voto direto (veja mais abaixo).

O ministro alegou que precisa aguardar a publicação do acórdão da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que cassou o mandato do governador Cláudio Castro (PL), que renunciou ao cargo dias antes do julgamento.

VEJA TAMBÉM:

  • Crise sucessória no Rio tem ingerência no STF e disputa antecipada entre PL e Eduardo Paes

Na mesma sessão, após o pedido de Dino, o ministro André Mendonça pediu para antecipar seu voto por conta da situação eleitoral de indefinição presente no estado do Rio de Janeiro. Uma parte do voto já foi proferida, em que o magistrado afirma que se a eleição por indireta pelos deputados da Assembleia Legislativa, que seja secreta.

Até então, o julgamento tinha um voto do ministro Cristiano Zanin, para que a eleição fosse direta pela população, possivelmente unificada com o pleito de outubro, e que, até lá, continuasse o presidente do Tribunal de Justiça fluminense no cargo de governador.

Já o outro voto foi de Luiz Fux, que defendeu a eleição indireta pelos deputados da Assembleia Legislativa por conta do tempo exíguo e dos custos para a Justiça Eleitoral para organizar um pleito agora e outro em outubro.

Ações em análise

Uma das ações em análise questiona trechos de lei estadual que prevê eleição indireta, com voto aberto e prazo de apenas 24 horas para que particulares deixem suas cargas e possam concorrer. O caso chegou a ser julgado parcialmente no plenário virtual do STF, onde a maioria dos ministros indicou que, caso indireto, a votação deveria ser secreta.

Apesar disso, ministros como Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin abriram divergências ao defensor de eleição direta. Para esse grupo, houve um desvio de finalidade na renúncia de Castro, que ocorreu na véspera de julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que se tornou inelegível por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

Após os votos iniciais, Zanin retirou o voto para que o caso fosse analisado em conjunto com uma segunda ação, apresentada pelo PSD.

Na outra ação, o PSD contesta o entendimento do TSE que determinou eleição indireta após a cassação de Castro.

O partido sustenta que houve uma política de manobra para manter o grupo do ex-governador no poder e argumenta que a decisão contrária à precedente do STF que prevê eleição direta quando a vacância ocorrer a mais de seis meses do fim do mandato.

PGR defende eleição direta

Na última terça-feira (7), a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que a eleição de um novo governador do Rio de Janeiro seja de forma direta pela população, afirmando que “houve uma vacância por consequência de decisão da Justiça Eleitoral”.

“Esse quadro, a toda evidência, não se coaduna com a determinação de realização de eleições indiretas, a qual – por isso mesmo – torna-se passível de adequação pela via reclamatória”, afirmou Paulo Gonet na manifestação.

Atualmente, o governo fluminense está sob comando interino do presidente do Tribunal de Justiça, o desembargador Ricardo Couto, desde a saída de Castro.

Mais informações em instantes.

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Tags: BrasilDinoeleiçãoformatoGazeta do PovomandatotampãomundoNotíciasparapedepolíticaVista
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