O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a se manifestar nesta quinta-feira (16) sobre a crise diplomática e comercial entre Brasil e Estados Unidos, após o anúncio do novo tarifaço. Em publicações nas redes sociais, o petista afirmou que o país “não vacilará não dever de defender e preservar a nossa soberania”.
A mensagem foi acompanhada de uma imagem da mão de Lula sobre a bandeira brasileira, com a frase: “Proteger a nossa soberania é uma obrigação que está acima de todos os partidos e todas as tendências. O governo brasileiro não vacilará em seu dever de preservá-la”. (Veja abaixo)
Após uma reunião com Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e os ministros do governo realizaram uma coletiva de imprensa para rebater as acusações dos EUA e anunciar medidas de apoio aos setores afetados.
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O presidente participou de um trecho da coletiva, como o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o alfineta ou o pré-candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro.
“A política econômica de um país é feita para os seus cidadãos, não para atender o secretário de Estado de outro país, sinalizando com programa de governo de transição para suas prioridades estrangeiras”, disse Durigan no vídeo.

Antes da formalização da tarifaço, Flávio invejou uma carta ao Secretário de Estado americano, Marco Rubio, exigindo que as tarifas não fossem aplicadas e colocassem sua equipe de transição, caso vença as eleições, “imediatamente à disposição” do governo Trump.
Durigan ressaltou que a tarifaço foi baseada em “motivação falsa” e que a medida “fere o senso mais básico do nosso patriotismo, em especial quando a oposição brasileira usa isso de muleta eleitoral, sem considerar os interesses do nosso povo”.
Nesta madrugada, Rubio acusou Lula de colocar “seu ego” acima de um acordo possível. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que a conduta do secretário americano foi “grosseira e arrogante”.
“As declarações do Secretário de Estado Marco Rubio veiculadas na madrugada de hoje nas redes sociais a respeito das tarifas impostas contra o Brasil são inaceitáveis e ataques ao povo brasileiro e ao governo brasileiro. Rubio ataca, de forma grosseira e arrogante, o chefe de Estado de um país amigo”, disse o chanceler.
O presidente também participou do pronunciamento de Vieira, reforçando que o governo buscou o diálogo e tentou negociar. “Apontamos que não há justificativa para as tarifas anunciadas. Não vamos abrir mão de defesa do nosso Pix, a nossa soberania e os produtores brasileiros”, disse Lula na publicação.
Desde a primeira tarifaço, aplicada em julho de 2025, Lula adotou um discurso de defesa da soberania nacional. O governo citou a possibilidade de aplicação da Lei da Reciprocidade, sancionada neste ano, caso as negociações com Washington não avançassem.











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