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O senador Carlos Viana (PSD-MG), presidente da extinta CPMI do INSS, afirmou nesta sexta-feira (8) que a comissão já tinha conhecimento de informações relacionadas às investigações que atingiram o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e pessoas ligadas ao Banco Master.
A declaração foi feita em vídeo e também em publicação nas redes sociais, um dia após a Polícia Federal cumprir mandato de busca e apreensão contra o presidente nacional dos Progressistas, no âmbito de uma nova fase da Operação Compliance Zero.
Segundo Viana, a CPMI reuniu documentos, diálogos e conexões que apontaram a existência de “uma rede de influência, poder e corrupção que operava nos bastidores de Brasília”. O senador afirmou ainda que o material foi enviado, semanas atrás, ao ministro André Mendonça, ao Supremo Tribunal Federal (STF), e à Procuradoria-Geral da República (PGR).
“A CPMI do INSS alertou. Eles tentaram silenciar. Eles queriam bloquear. Eles queriam desacreditar. Agora as operações da Polícia Federal começam a mostrar ao Brasil aquilo que já havíamos entregue ao STF e à Procuradoria-Geral da República: uma rede de influência, poder e corrupção que agia nos de Brasília”, escreveu.
Na publicação, Carlos Viana também declarou que integrantes do Centrão, partidos políticos e setores do governo federal foram atuados para impedir o avanço das investigações conduzidas pela comissão parlamentar. O senador afirmou ainda que ele, o relator Alfredo Gaspar e outros membros da CPMI sofreram “pressões, ataques e tentativas de sabotagem” durante os trabalhos.
“Agora vocês vão entender com mais clareza por que o Centrão e os partidos se juntaram com o PT para barrar a CPMI”, disse. Viana também afirmou que as investigações deverão continuar avançando e indicou que novos interessados poderão surgir nos próximos meses. “As investigações continuam. Mais nomes surgem. A verdade leva tempo, mas chega”, declarou.
Operação contra Ciro Nogueira
Na quinta-feira (7), a Polícia Federal cumpriu o mandato de busca e apreensão contra Ciro Nogueira em mais uma etapa da Operação Compliance Zero. A investigação apura suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro.
Segundo informações da investigação, diálogos interceptados indicavam supostos repasses mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil para Ciro Nogueira. A Polícia Federal também apura a suspeita de que uma emenda parlamentar apresentada por Ciro Nogueira à PEC de autonomia do Banco Central teria sido elaborada pela assessoria do banco.
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