Cariocas relatam tensão no Oriente Médio após escalada do conflito: ‘Nossa vida virou de cabeça pra baixo’
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Cariocas relatam tensão no Oriente Médio após escalada do conflito: ‘Nossa vida virou de cabeça pra baixo’ Cariocas que estão no Oriente Médio vivem momentos de apreensão com a escalada do conflito na região. Relatos falam de explosões no céu, alertas para buscar abrigo e outras alterações no cotidiano das cidades em diferentes países. No Catar, o estudante de jornalismo Thales de Albuquerque gravou imagens que, segundo ele, jamais imaginou registrar. Nos últimos dias, ele flagrou mísseis arriscando o céu e explosões ao longo. “Os mercados foram ordenados a ficar abertos 24h, aqui na casa das minhas amigas estamos estocando comida porque a situação é imprevisível. Não estou dormindo direito, hoje de manhã acordei com muitos barulhos de mísseis. Às vezes consegui ver as explosões, muita fumaça no céu”, contornou. Thales mora em uma cidade ao lado de Doha, a cerca de meia hora de uma base militar dos Estados Unidos. Em busca de mais segurança, ele foi para outro município, mais ao norte do país, e está na casa de colegas. Segundo o estudante, a rotina mudou completamente desde o início do conflito. “As ruas estão completamente vazias, só vê policiais circulando, ambulância.” “Nós começamos a receber muitos alarmes nos telefones, alarmes bem altos pra procurar abrigo, [orientando a quem] Estive na rua para procurar prédio próximo, se já tive em casa ficar em casa.” Se os ataques se intensificarem, ele estará disponível para atravessar a fronteira terrestre para a Arábia Saudita, que fica na próxima. Brasileiros na região mantêm um grupo de mensagens com mais de 500 pessoas para trocar informações. Thales resume o sentimento: “Tá sendo bem difícil, muita ansiedade envolvida, muita angústia. A gente está no meio dessa situação hoje” “É muito triste que nossa vida tenha virado de cabeça pra baixo da noite pro dia e, estando, 3 anos aqui eu sei que esse não é o Catar que eu conheço”, acrescentou Passageiros impedidos de sair de navio Já a carioca Mariana está com a família em um navio de cruzeiro. Eles chegaram a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, na última sexta-feira, com planos de visitar a cidade e viagem para Abu Dhabi, Catar e Bahrein. transcorreria normalmente até receber a notícia da guerra “A gente chegou no dia 27 e à noite na madrugada do dia 28, mais ou menos meia-noite. (…) Foi muito especial conhecer a cidade e quando a gente voltou (…) a minha mãe, umas 6, 7 horas bateu no meu quarto desesperada falando começou a guerra.” Todos os passeios foram cancelados. A orientação é permanecer dentro do navio e evitar circular por Dubai. “Eles pedem para a gente tentar não ir para a cidade. Se quiser sair pode sair, mas eles estão aconselhando a não sair e continuar aqui porque a gente tem controle, né?” Mariana diz que a frustração é grande. “A gente nunca tinha imaginado vir para cá (…) tava muito animada conhecer vários países (…) e do nada tudo parar porque normalmente não pode fazer nada nem conhecer a cidade direito.” O navio está lotado e os serviços funcionam normalmente, mas há uma incerteza preocupante. A família tinha voo de volta marcado para 7 de março. “A gente não sabe exatamente como vai ser (…) a gente tem coisas de trabalho. Eu tenho que fazer matrícula para o meu mestrado. Então, a gente fica meio desesperada e começa a querer organizar tudo.” Voos cancelados INFOGRÁFICO – Mapa mostra locais dos ataques no Irã e a retaliação. Arte/g1 Cariocas que estão no Oriente Médio ainda não sabem quando poderão retornar ao Brasil. Não há previsão de reabertura do espaço aéreo em parte da região. O Aeroporto Internacional do Galeão informou que os voos com origem ou destino para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, estão temporariamente cancelados. Carioca filme projetado no céu de Dubai LEIA TAMBÉM ‘Procure abrigo imediato’: carioca em cruzeiro em Dubai filme rastro de fogo no céu e recebe alerta no celular Voo para Dubai retorna ao Rio após ataques de EUA e Israel ao Irã
Cariocas relatam tensão no Oriente Médio após escalada do conflito: ‘Nossa vida virou de cabeça pra baixo’ Cariocas que estão no Oriente Médio vivem momentos de apreensão com a escalada do conflito na região. Relatos falam de explosões no céu, alertas para buscar abrigo e outras alterações no cotidiano das cidades em diferentes países. No Catar, o estudante de jornalismo Thales de Albuquerque gravou imagens que, segundo ele, jamais imaginou registrar. Nos últimos dias, ele flagrou mísseis arriscando o céu e explosões ao longo. “Os mercados foram ordenados a ficar abertos 24h, aqui na casa das minhas amigas estamos estocando comida porque a situação é imprevisível. Não estou dormindo direito, hoje de manhã acordei com muitos barulhos de mísseis. Às vezes consegui ver as explosões, muita fumaça no céu”, contornou. Thales mora em uma cidade ao lado de Doha, a cerca de meia hora de uma base militar dos Estados Unidos. Em busca de mais segurança, ele foi para outro município, mais ao norte do país, e está na casa de colegas. Segundo o estudante, a rotina mudou completamente desde o início do conflito. “As ruas estão completamente vazias, só vê policiais circulando, ambulância.” “Nós começamos a receber muitos alarmes nos telefones, alarmes bem altos pra procurar abrigo, [orientando a quem] Estive na rua para procurar prédio próximo, se já tive em casa ficar em casa.” Se os ataques se intensificarem, ele estará disponível para atravessar a fronteira terrestre para a Arábia Saudita, que fica na próxima. Brasileiros na região mantêm um grupo de mensagens com mais de 500 pessoas para trocar informações. Thales resume o sentimento: “Tá sendo bem difícil, muita ansiedade envolvida, muita angústia. A gente está no meio dessa situação hoje” “É muito triste que nossa vida tenha virado de cabeça pra baixo da noite pro dia e, estando, 3 anos aqui eu sei que esse não é o Catar que eu conheço”, acrescentou Passageiros impedidos de sair de navio Já a carioca Mariana está com a família em um navio de cruzeiro. Eles chegaram a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, na última sexta-feira, com planos de visitar a cidade e viagem para Abu Dhabi, Catar e Bahrein. transcorreria normalmente até receber a notícia da guerra “A gente chegou no dia 27 e à noite na madrugada do dia 28, mais ou menos meia-noite. (…) Foi muito especial conhecer a cidade e quando a gente voltou (…) a minha mãe, umas 6, 7 horas bateu no meu quarto desesperada falando começou a guerra.” Todos os passeios foram cancelados. A orientação é permanecer dentro do navio e evitar circular por Dubai. “Eles pedem para a gente tentar não ir para a cidade. Se quiser sair pode sair, mas eles estão aconselhando a não sair e continuar aqui porque a gente tem controle, né?” Mariana diz que a frustração é grande. “A gente nunca tinha imaginado vir para cá (…) tava muito animada conhecer vários países (…) e do nada tudo parar porque normalmente não pode fazer nada nem conhecer a cidade direito.” O navio está lotado e os serviços funcionam normalmente, mas há uma incerteza preocupante. A família tinha voo de volta marcado para 7 de março. “A gente não sabe exatamente como vai ser (…) a gente tem coisas de trabalho. Eu tenho que fazer matrícula para o meu mestrado. Então, a gente fica meio desesperada e começa a querer organizar tudo.” Voos cancelados INFOGRÁFICO – Mapa mostra locais dos ataques no Irã e a retaliação. Arte/g1 Cariocas que estão no Oriente Médio ainda não sabem quando poderão retornar ao Brasil. Não há previsão de reabertura do espaço aéreo em parte da região. O Aeroporto Internacional do Galeão informou que os voos com origem ou destino para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, estão temporariamente cancelados. Carioca filme projetado no céu de Dubai LEIA TAMBÉM ‘Procure abrigo imediato’: carioca em cruzeiro em Dubai filme rastro de fogo no céu e recebe alerta no celular Voo para Dubai retorna ao Rio após ataques de EUA e Israel ao Irã[/gpt3]

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