
A Advocacia da Câmara dos Deputados disse ter enviado, nesta segunda-feira (20), ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino informações que comprovaram a regularidade de “cada indicação” de emendas de comissões.
Em nota, a Advocacia da Câmara afirmou que anexou toda a documentação do Sistema de indicação de emendas de comissão (Sinec) nos autos para demonstrar “que cada indicação foi regularmente deliberada e aprovada, com dados e registro individualizados”.
A Câmara sustenta que “os beneficiários indicados coincidem com os que receberam os recursos, o que evitaria a configuração de peculato-desvio”.
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Na semana passada, Dino deu prazo de 30 dias para que as comissões de Saúde da Câmara e do Senado expliquem as medidas adotadas para garantir a transparência na execução dos repasses.
Dino também bloqueou R$ 119 milhões do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, após a Polícia Federal apontar que ele teria influenciado a destinação de recursos mesmo sem ter um mandato. A decisão também atingiu o ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos-RJ).
No último dia 14, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a Casa proposta demonstra que “está cumprindo a lei” em relação às emendas.
“Temos a certeza de que a Câmara está cumprindo a lei acerca da aplicabilidade, da execução das emendas de comissão. E nós vamos demonstrar isso dentro do processo, contando o devido processo legal e fazendo todos os esclarecimentos necessários”, afirmou Motta aos jornalistas.
Nesta segunda, o ministro encaminhou à PF as manifestações de Valdemar e do presidente do PSD, Gilberto Kassab, sobre a suposta participação deles na destinação de emendas.
Valdemar disse ao STF que apenas faz sugestões sobre uma possível alocação de valores. Já Kassab negou qualquer interferência na destinação das emendas.











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