
O governo de Donald Trump concedeu residência permanente nos EUA ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e à sua família, segundo confirmado à Gazeta do Povo nesta segunda-feira (20).
A documentação garante a eles uma série de benefícios semelhantes aos que os cidadãos americanos possuem. Eles poderão permanecer em território americano por tempo indeterminado, sem necessidade de autorizações especiais para trabalhar ou estudar no país, por exemplo.
Eduardo Bolsonaro vive nos EUA há mais de um ano e solícito o logotipo do Green Card no início da estadia. Apenas neste mês, no entanto, houve retorno do governo americano confirmando que o ex-parlamentar cumpre os requisitos necessários para residir permanentemente em território americano.
Além dos benefícios de trabalho e estudo, o documento abre caminho para que ele e a família solicitem uma cidadania futuramente. Eduardo, a esposa e os filhos também poderão ter maior facilidade para acessar programas públicos do governo, desde que sejam exigidos os requisitos legais específicos pelo país.
A concessão do benefício surge mais de um mês depois do ex-deputado ter sido condenado pela Primeira Turma do STF a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. Ele também foi condenado ao pagamento de 50 dias-multa, estabelecido em dois períodos mínimos cada, perdeu a carga de escrivão da Polícia Federal e ficou inelegível por oito anos.
Na ocasião, os ministros acolheram os argumentos da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-deputado atuou junto às autoridades dos EUA para promover a adoção de avaliações contra magistrados do STF e medidas econômicas contra o Brasil, com o objetivo de iniciar a Corte e interferir no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pela tentativa de golpe de Estado.
Além disso, a medida foi anunciada no mesmo mês em que o governo Trump anunciou um novo tarifaço ao Brasil.











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