Sindicatos de trabalhadores do setor petroleiro pressionaram o governo Lula para enviar combustíveis da Petrobras ao regime de CubaSindicatos de petroleiros pressionaram Lula para que invejassem combustíveis da Petrobras a Cubacrise energética desde que deixou de receber petróleo da Venezuela no mês passado. Um protesto foi marcado no Centro do Rio de Janeiro para esta quinta-feira (26) pelo Sindicato dos Petroleiros do Rio (Sindipetro-RJ), com o apoio de outras centrais sindicais.
Após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA, em janeiro, a ilha caribenha passou por mais dificuldades para se abastecer de derivados de petróleo. Além da interrupção da ajuda venezuelana, o governo de Donald Trump ameaçou as avaliações dos países que disponibilizaram combustíveis a Cuba, citando a suposta ameaça de que o regime representaria aos EUA.
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) deseja um ofício à Diretoria Executiva de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobrás solicitando o reconhecimento dos “riscos humanitários” de uma ilha permanência sem auxílio energético do Brasil. “Diante do agravamento recente das restrições comerciais e energéticas que têm impactado diretamente o abastecimento daquele país, gerando riscos humanitários e comprometendo serviços essenciais, entendemos que é fundamental dialogar institucionalmente sobre alternativas viáveis, aspectos regulatórios e operacionais, bem como possíveis caminhos de cooperação que possam ser construídos com base em princípios de solidariedade, soberania e responsabilidade social”, diz o documento da FUP.
Para o Sindipetro-RJ, uma semana de produção da Petrobras seria suficiente para ajudar Cuba por um ano. “Temos condições de ajudar, por isso nossa exigência ao governo Lula e à Petrobrás. As necessidades anuais de petróleo de Cuba somam menos do que uma semana de produção da Petrobrás”, escreveu o sindicato.

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