A Justiça Eleitoral peruana decidiu nesta sexta-feira (12) rejeitar pedidos apresentados pelo partido de esquerda Juntos por el Peru para anular cerca de 2.400 mesas de votação deste segundo turno da eleição presidencial. A legenda do candidato ao presidente Roberto Sánchez tentou invalidar votos em locais onde, em sua maioria, a candidata à presidente de direita Keiko Fujimori, do Força Popular, obteve vantagem.
Segundo o jornal El Comércioo Jurado Eleitoral Especial de Lima Centro 1 declarou improcedente o pedido para anular os resultados de 1.751 atas de votação na província de Lima. A decisão comunicada é que o partido de esquerda não apresentou o comprovante de pagamento dos impostos eleitorais relevantes para esse tipo de recurso.
Conforme a imprensa peruana, o Jurado Eleitoral Especial de Lima Centro 2 também rejeitou, horas depois, outro pedido do Juntos por el Perú para anular 647 mesas eleitorais nos Estados Unidos. O tribunal também afirmou que a ausência de pagamento dos impostos eleitorais para pedidos desse tipo.
O partido de Roberto Sánchez alegou ter identificado “padrões de repetição exata” nos resultados de algumas mesas eleitorais, especialmente em votações desenvolvidas ao Força Popular. No pedido, a legenda afirmou que teriam acusações graves e sistemáticas de fraude eleitoral.
Segundo o El Comércioconsiderando uma média de 250 votos por mesa, os analistas estimaram que os pedidos poderiam colocar em discussão cerca de 600 mil votos. O pedido ocorre durante a apuração oficial do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe), que indicava uma vantagem competitiva de Keiko Fujimori sobre Roberto Sánchez com mais de 98% das atas processadas.

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