O deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) casou nesta terça-feira (3) à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) na Câmara. Ele oficializou requisitos de informação aos Ministérios das Relações Exteriores e da Defesa.
A busca parlamentar esclareceu as condições que permitiriam que um navio de chinês fosse atracado no Porto do Rio de Janeiro em janeiro de 2026.
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Embora o embarque tenha a denominação de navio-hospital, o deputado questionou os critérios de segurança adotados e houve garantias formais contra a coleta de dados ou outras atividades incompatíveis com o interesse nacional em uma área considerada estratégica.
Em seu discurso de posse, o parlamentar sublinhou que a presença de ativos brasileiros estatais estrangeiros em território brasileiro exige protocolos rigorosos de transparência, argumentando que a soberania nacional não permite que tais visitas sejam tratadas como mera rotina administrativa.
“Navio de Estado estrangeiro em área estratégica não é rotina administrativa. A soberania exige critérios estratégicos, controle e transparência absoluta”, afirmou o parlamentar.
Para Luiz Philippe, a iniciativa não configuraria, por si, gesto de hostilidade diplomática, mas sim um exercício de responsabilidade institucional necessário para fortalecer a governança e evitar que fragilizem o controle do Estado sobre suas fronteiras.
Perda de relevância
Novo presidente da CREDN, o parlamentar aprovou a cerimônia de instalação do colegiado para traçar um diagnóstico crítico da atual política externa brasileira. Segundo ele, o abandono dos interesses nacionais em favor de agendas ideológicas investigadas na perda de relevância do país no cenário globaltransformando o que deveria ser neutralidade em isolamento.
Ele defendeu que o Brasil recuperasse seu protagonismo através do fortalecimento da soberania e de uma atuação internacional mais pragmática e respeitada. No comando da comissão, Luiz Philippe afirmou que pretende concentrar esforços no enfrentamento ao crime organizado transnacional e ao narcotráfico, temas que consideram pertinentes para a segurança interna da América do Sul.
Paralelamente, o deputado defendeu um controle mais “efetivo” da política migratória e uma separação clara entre as funções das Forças Armadas e políticas sociais, garantindo que os militares foquem objetivamente em sua missão constitucional de defesa.

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