Como Trump dribla a Suprema Corte e mantém tarifação



Impedido pela Suprema Corte de manter sua política tarifária nos moldes originais, o governo de Donald Trump tem recorrido a novos instrumentos legais para preservar sua estratégia de elevar tarifas sobre importações e implementar parceiros comerciais.

O movimento mais recente ocorreu nesta quinta-feira (23), quando os Estados Unidos anunciaram uma tarifa adicional de até 12,5% sobre importações de bens produzidos com trabalho solicitado. A medida, que afeta 60 economias e entra em vigor já nesta sexta-feira (24), atinge o Brasil dias depois de Washington confirmar outra sobretaxa ao país, de 25%, por supostas práticas comerciais injustas.

A Casa Branca começou a buscar alternativas para manter sua política tarifária enquanto as primeiras ações contra o tarifaço anunciado em abril do ano passado – no chamado “Dia da Libertação” – chegavam à Justiça americana.

Em fevereiro deste ano, a Suprema Corte acabou derrubando parte das medidas. Os magistrados americanos consideraram que o governo Trump não possuía poderes, em tempos de paz, para importar tarifas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) de 1977, invocada pelo presidente como pilar de sua guerra comercial.