
Um avião de pequena porta se chocou contra o China Zun, o edifício mais alto de Pequim, nesta sexta-feira (26). Testemunhas confirmaram à Agência EFE o impacto, sem que até o momento se conheçam as causas do incidente.
O episódio ocorreu na região de Guomao, o principal centro financeiro de Pequim, no distrito de Chaoyang e ao lado de outros imóveis emblemáticos da capital chinesa, entre eles a sede da emissora estatal CCTV.
Imagens feitas no local e que circulam pelas redes sociais mostram um buraco na fachada de vidro do arranha-céu e fragmentos de uma aeronave caída em uma via próxima ao edifício, além de danos no vidro traseiro de um táxi que circulava ou estava parado na região.
Um espanhol residente em Pequim, que preferiu não ter sido identificado, explicou à Agência EFE que se deparou com a operação de emergência: “Dezenas de carros de polícia. Muitas ambulâncias e ambos os sentidos da ruas bloqueadas”, relatou a testemunha.
Até ao momento, as autoridades chinesas não informaram sobre as vítimas nem ofereceram uma versão oficial sobre as denúncias do incidente, ocorrido numa das áreas de maior actividade empresarial de Pequim.
Também não se sabe se a aeronave estava realizando um voo privado, comercial ou de outro tipo, nem se o impacto contra o edifício foi consequência de uma falha mecânica, de uma perda de controle ou de outras causas.
As imagens do ocorrido circularam nesta sexta-feira na rede social X, que está bloqueada na China, enquanto buscas realizadas em plataformas chinesas como Weibo e Douyin não apresentaram resultados recentes sobre o incidente, apesar da magnitude do fato e da localização central do impacto, o que aponta para uma censura por parte das autoridades.
O China Zun, também conhecido como CITIC Tower, domina o horizonte do distrito financeiro de Pequim e é um dos edifícios mais famosos da capital.
A torre, de 528 metros de altura, foi inaugurada em 2018 e se tornou, na época, o arranha-céu mais alto da cidade.
Três anos após sua inauguração, em 2021, a China proibiu a construção de novos arranha-céus com mais de 500 metros de altura e limitou “estritamente” os de mais de 250 metros, em meio a preocupações com a segurança estrutural dessas construções e com as dificuldades de algumas incorporadoras para atrair inquilinos.

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