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O presidente Lula defendeu, nesta quarta-feira (28), a neutralidade do canal do Panamá, principal ponto de conexão entre os oceanos Atlântico e Pacífico. Após reunião com o presidente Panaminho, José Raúl Mulino, o líder brasileiro afirmou que defender a neutralidade é preservar o comércio internacional justo:

“Nosso país apoia integralmente a soberania do Panamá sobre o canal. Encaminhei ao Congresso Nacional brasileiro a proposta de adesão formal ao protocolo de neutralidade do canal. Há quase três décadas, o Panamá administra de forma eficiente, segura e não discriminatória essa via fundamental para a economia mundial. Defender a neutralidade do canal é defender um comércio internacional justo, equilibrado e baseado em regras multilaterais.”
Ameaça
Em 1999, o Panamá passou a administrar sozinho o canal, que, desde a estreia, em 1914, era controlado pelos Estados Unidos. No último ano o local passou a ser cobiçado pelo presidente estadunidense Donald Trump, que ameaçou retomar pela força a operação do canal. O Brasil é o 15º na lista de países que mais fazem a travessia.
Homenagem
Ó presidente Lula também foi homenageado pelo Panamá com a Ordem Manuel Amador Guerreroa mais altaria concedida pelo país. O mandatário participou ainda da abertura do Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe.
O presidente brasileiro reforçou a importância da relação bilateral com o Panamá:
“Essa é a sexta vez que nos encontramos. Isso é sinal do nosso compromisso em divulgar vínculos econômicos e de cooperação entre nossos povos. O Panamá é o principal parceiro comercial do Brasil na América Central.”
O Panamá é o primeiro país da América Central a se associar ao Mercosul. A relação comercial com o Brasil cresceu 78% em 2025, alcançando valor recorde de US$ 1,6 bilhão.
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