PEC que acaba com a escala 6×1 de trabalho. O texto já chegou ao Senado e ainda está aguardando o encaminhamento do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, para a CCJ, que é a Comissão de Constituição e Justiça. A mobilização agora será por lá. O líder do governo, senador Randolfe Rodrigues, quer que tudo seja aprovado até junho, ou seja, antes do recesso parlamentar, que começa no dia 17 de julho.

“Assim como vencemos anteriormente, estamos acreditando na mobilização do povo brasileiro, sobretudo do povo pobre trabalhador. Daquele que pega ônibus às 4 horas da manhã, daquelas que trabalham nas caixas de supermercado, aqueles que trabalham nos balcões de farmácias. Então, a nossa mobilização vai ser para, agora em junho, aprovarmos o fim da escala 6×1, em definitivo, no Congresso Nacional”.
Enquanto isso, a oposição já reagiu. Na semana passada, 36 senadores aprovaram uma PEC prevendo uma jornada ilimitada de horas, ou seja, contra o 6×1. E aí a gente fala de 16 senadores do PL, 5 do Republicanos e do PP, mas tem senador também do PSD, do Novo, do Podemos, do Avante e do PSDB assinando. O senador Rogério Marinho, do PL, que está encabeçando a proposta, comentou:
“E quem quiser trabalhar num determinado dia do ano e num determinado horário, tenha a possibilidade de fazer livre negociação com os patrões ou por ocasião da sua contratação ou através do seu sindicato. E que seja remunerado também por horas trabalhadas. Se você quiser trabalhar 20 horas, 30 horas, 40 horas, é possível”.
Essa PEC, ao contrário da 6×1, já teve andamento: foi encaminhada para a Comissão de Constituição e Justiça e aguarda relator. Uma reunião de líderes esta semana pode tratar do assunto, definir os próximos passos. Lembrando que uma semana é mais curta por conta do feriado de Corpus Christi na quinta-feira.
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