O presidente Lula voltou a criticar as medidas dos Estados Unidos contra o Brasil e adiantou que vai mandar uma nova carta ao presidente norte-americano Donald Trump; e também afirmou que vai à reunião do G7, em junho, na França. Ele falou, nesta quarta-feira (3), na abertura da segunda reunião ministerial do ano.

Foi um encontro de alinhamento de discurso e ações, com vistas ao defeso eleitoral, que começa no dia 3 de julho.
Lula pediu aos ministros que as entregas que faltam cheguem prontas até lá, porque a partir dessa data o presidente não poderá participar de inaugurações e outras iniciativas. O presidente disse que não quer novidades; mas, foco nos projetos já anunciados.
Sobre o anúncio da possibilidade de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, Lula disse que ficou surpreso; já que, após a reunião com Donald Trump, ele estava confiante em uma nova lógica para a relação entre os dois países.
Nós somos um momento decisivo para que a sociedade brasileira, e eu diria até uma parte da sociedade mundial, reconheça o fortalecimento da democracia no nosso país, a nossa luta para o fortalecimento do multilateralismo, para que esse país não seja tratado em nenhum momento como se fosse uma republica insignificante. Nós somos muito grandes, temos muita história e não podemos aceitar o tratamento que os Estados Unidos deram ao Brasil essa semana.
Sem citar nomes, Lula criticou ações de algumas pessoas, que segundo ele, estimularam a decisão do governo norte-americano.
Pedir uma proteção ao país na perspectiva de derrotar uma candidatura ou de levar vantagem é de uma grosseria que eu não posso encontrar outro nome a não ser dizer em qualquer outro país do mundo, em qualquer outro momento histórico, isso seria chamado de traição da pátria.
O presidente Lula adiantou que vai mandar outra carta a Donald Trump e disse que se os Estados Unidos não quiserem, o Brasil vai fazer comércio com outros países.
Agora, nós não vamos ficar chorando. Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quiser comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. A gente não vai ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, vamos procurar outros. O que tem que saber é que o Brasil é dono do seu nariz.
Ainda em seu pronunciamento, Lula disse que vai para o encontro do G7 em defesa do multilateralismo e da reforma do Conselho de Segurança da ONU.
Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e dar um paradeiro nesta coisa que está acontecendo de desmonte do multilateralismo, desmonte da democracia e de desvalorização das instituições.
Após o discurso do presidente, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, apresentou resultados de políticas públicas e projetos do governo neste ano. Falou de Educação, Infraestrutura, Saúde e Meio Ambiente. Ela destacou também a queda do desmatamento, o terceiro menor desde 1988, um dos argumentos para a tributação sobre o Brasil.











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