O Conselho de Ética da Câmara aprovou uma suspensão de mandato por 60 dias de três deputados: Marcos Pollon e Zé Trovão, do PL, e Marcel van Hattem, do Novo.

A fuga veio oito meses depois da ocupação por um grupo de parlamentares da Mesa da Câmara, retirando a votação da proposta da anistia e protestando contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Com isso, foram mais de 30 horas de suspensão das votações na Casa com direito à bate boca, briga e empurra empurra.
O deputado Marcos Pollon sentou-se na cadeira do presidente e impediu o retorno de Hugo Motta ao lugar. Marcel Van Hatten ocupou outra cadeira do lado dele e Zé Trovão fez uma barreira, impedindo com o corpo a chegada de Motta ao seu lugar.
Na defesa, os três falaram em perseguição políticadisseram que não puderam se omitir naquele momento e criticaram aspectos técnicos do processo. Também disseram que acredito na reversão da proteção quando o recurso for votado em plenário.
A proteção sugerida pela Mesa Diretora era de 30 dias, mas o relator, deputado Moisés Rodrigues (União-CE), entendeu que houve quebra de decoro e aumentou a pena para 60 dias. A suspensão não é a perda do mandato, é apenas a permissão para que eles participem de votações e discussões. Eles também ficaram sem salário durante esse período.
Ainda cabe recurso à Comissão de Constituição e Justiça e posterior análise pelo plenário.











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