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Vereador Salvino Oliveira, preso em operação contra o Comando Vermelho, é solto: ‘Não pense que vai ficar assim’

Redação Por Redação
13 de março de 2026
Em Notícias
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Vereador Salvino Oliveira, preso em operação contra o Comando Vermelho, é solto: ‘Não pense que vai ficar assim’
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



Vereador Salvino Oliveira, preso em operação contra o Comando Vermelho, é solto: ‘Não pense que vai ficar assim’
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‘Não pense que vai ficar assim’, diz vereador Salvino após ser solto O vereador Salvino Oliveira (PSD) deixou a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio, na tarde desta sexta-feira (13), após decisão da Justiça que determinou a revogação da prisão temporária decretada durante uma operação contra o Comando Vermelho. “Não pense que vai ficar assim”, disse o vereador na saída do presídio. A soltura foi autorizada pelo desembargador Marcus Henrique Basílio, do Tribunal de Justiça do Rio, após a defesa do parlamentar entrar com um pedido de habeas corpus no fim da noite de quinta-feira (12). Na decisão, o magistrado afirmou que os elementos apresentados até agora na investigação são insuficientes para explicar a manutenção da prisão do vereador. “Especificamente, porém, com relação ao paciente, atento exclusivamente ao que consta nos autos, o fundamento da prisão quanto ao compromisso do seu envolvimento na organização é bastante precário”, escreveu o desembargador. O magistrado destacou que a principal referência ao nome de Salvino na investigação é uma conversa entre terceiros registrados há mais de 1 ano. O vereador Salvino Oliveira deixou o presídio Raoni Alves/g1 Rio Segundo Basílio, não há indicação concreta de que a prisão do vereador seja indispensável para o andamento das investigações. “Não pode se confundir a prisão cautelar (instrumental) com a definitiva (punição). Essa reclamação expressa transitada em julgada, não podendo aquela ser decretada sem que haja mínimo elemento informativo do envolvimento do indiciado na organização criminosa em apuração”, afirmou. Medidas cautelares apesar da soltura, o vereador terá que cumprir duas medidas cautelares determinadas pela Justiça: não poderá se ausentar do Estado por mais de 15 dias sem autorização judicial; é proibido manter contato com os demais investigados. Na decisão, o desembargador também ressaltou que Salvino tem residência fixa e atividade profissional conhecida, o que reduz o risco de fuga ou de prejuízo à investigação. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Preso em operação Polícia prende 7 em operação contra o Comando Vermelho O vereador carioca Salvino Oliveira (PSD) Reprodução/TV Globo O vereador foi um dos 7 presos na Operação Contenção Red Legacy, deflagrada na quarta-feira (11) contra a estrutura nacional do Comando Vermelho (CV). O delegado Vinicius Miranda, titular da Delegacia de Combate ao Crime Organizado do Departamento de Combate à Lavagem de Dinheiro, afirmou que a prisão de Salvino foi solicitada após a polícia encontrar uma “série de declarações” de ligação dele com a facção criminosa. Sem citar as provas, o delegado afirmou que “maiores detalhes serão apurados na investigação”. “Essas declarações foram apresentadas à Justiça, que entendiam que havia prisão temporária para que se buscasse até mais elementos, mais provas, para que se entendesse melhor qual seria a participação exata dele dentro da facção”, disse Miranda. O vereador negou todas as acusações (veja o que ele disse abaixo nesta reportagem). As acusações contra Salvino No pedido de prisão, a Polícia Civil afirma ter identificada “tentativas de interferência política em áreas dominadas pelo tráfico”, com o objetivo de transformar esses territórios em bases eleitorais. Segundo a corporação, as investigações indicam que o vereador Salvino Oliveira teria buscado autorização do traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, para fazer campanha na comunidade da Gardênia Azul, área dominada pelo Comando Vermelho. “Segundo os elementos reunidos pela investigação, o vereador Salvino Oliveira teria negociado diretamente com o traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, autorização para realizar campanha eleitoral na comunidade da Gardênia Azul, área sob domínio do Comando Vermelho”, afirmou a polícia no pedido de prisão. Entre as provas apresentadas está a imagem de uma conversa no WhatsApp que mostraria um diálogo entre uma comparação conhecida como Dom e Doca. No documento, no entanto, não há registro de conversa direta entre Salvino e o traficante. Na mensagem, Dom escreve a Doca: “Chefe, acabou de me ligar ao Landerson, sobrinho da Tia Márcia, falando que o Pé e você autorizaram o Salvino a trabalhar e que é para eu dar suporte e ajudar nos projetos dele. Procede?” Conversa interceptada e usada como prova contra Salvino no pedido de prisão Reprodução/TV Globo Logo depois da troca de mensagens, Doca liga para Dom, e os dois permanecem ao telefone por mais de 11 minutos. Segundo a polícia, Dom atuou como elo entre o núcleo operacional do Comando Vermelho e agentes externos, incluindo policiais. Dom foi executado em maio de 2025 e a principal suspeita é de queima de arquivo. O g1 apurou que a polícia acredita que a própria facção está por trás do crime. Quiosques em contrapartida, segundo a investigação De acordo com a investigação, em troca da autorização para entrar na comunidade, o vereador teria articulado benefícios ao grupo de crime, apresentado publicamente como ações externas para moradores da região. O secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, afirmou que Salvino se comunicou com o comando da facção por meio de Dom, que era conhecido como “síndico” da associação local. Segundo Curi, o parlamentar teria atuado para liberar parte dos quiosques construídos na Gardênia Azul. “Foram construídos alguns quiosques, cerca de 100, se não me engano, e metade desses quiosques, 50 desses quiosques, tiveram um processo completamente divulgado”, disse o secretário. De acordo com as investigações, a definição de parte dos beneficiários teria sido feita diretamente pelos membros da facção, sem processo público transparente. O que diz Salvino Vereador Salvino Oliveira (PSD) Reprodução/ Rio TV Câmara Salvino negou qualquer ligação com o traficante Doca, afirmou não ter envolvimento com a instalação de quiosques na Gardênia Azul e disse não conhecer o sobrinho do traficante Marcinho VP. “Estou sendo vítima de uma briga política que não é minha”, declarou.
‘Não pense que vai ficar assim’, diz vereador Salvino após ser solto O vereador Salvino Oliveira (PSD) deixou a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio, na tarde desta sexta-feira (13), após decisão da Justiça que determinou a revogação da prisão temporária decretada durante uma operação contra o Comando Vermelho. “Não pense que vai ficar assim”, disse o vereador na saída do presídio. A soltura foi autorizada pelo desembargador Marcus Henrique Basílio, do Tribunal de Justiça do Rio, após a defesa do parlamentar entrar com um pedido de habeas corpus no fim da noite de quinta-feira (12). Na decisão, o magistrado afirmou que os elementos apresentados até agora na investigação são insuficientes para explicar a manutenção da prisão do vereador. “Especificamente, porém, com relação ao paciente, atento exclusivamente ao que consta nos autos, o fundamento da prisão quanto ao compromisso do seu envolvimento na organização é bastante precário”, escreveu o desembargador. O magistrado destacou que a principal referência ao nome de Salvino na investigação é uma conversa entre terceiros registrados há mais de 1 ano. O vereador Salvino Oliveira deixou o presídio Raoni Alves/g1 Rio Segundo Basílio, não há indicação concreta de que a prisão do vereador seja indispensável para o andamento das investigações. “Não pode se confundir a prisão cautelar (instrumental) com a definitiva (punição). Essa reclamação expressa transitada em julgada, não podendo aquela ser decretada sem que haja mínimo elemento informativo do envolvimento do indiciado na organização criminosa em apuração”, afirmou. Medidas cautelares apesar da soltura, o vereador terá que cumprir duas medidas cautelares determinadas pela Justiça: não poderá se ausentar do Estado por mais de 15 dias sem autorização judicial; é proibido manter contato com os demais investigados. Na decisão, o desembargador também ressaltou que Salvino tem residência fixa e atividade profissional conhecida, o que reduz o risco de fuga ou de prejuízo à investigação. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Preso em operação Polícia prende 7 em operação contra o Comando Vermelho O vereador carioca Salvino Oliveira (PSD) Reprodução/TV Globo O vereador foi um dos 7 presos na Operação Contenção Red Legacy, deflagrada na quarta-feira (11) contra a estrutura nacional do Comando Vermelho (CV). O delegado Vinicius Miranda, titular da Delegacia de Combate ao Crime Organizado do Departamento de Combate à Lavagem de Dinheiro, afirmou que a prisão de Salvino foi solicitada após a polícia encontrar uma “série de declarações” de ligação dele com a facção criminosa. Sem citar as provas, o delegado afirmou que “maiores detalhes serão apurados na investigação”. “Essas declarações foram apresentadas à Justiça, que entendiam que havia prisão temporária para que se buscasse até mais elementos, mais provas, para que se entendesse melhor qual seria a participação exata dele dentro da facção”, disse Miranda. O vereador negou todas as acusações (veja o que ele disse abaixo nesta reportagem). As acusações contra Salvino No pedido de prisão, a Polícia Civil afirma ter identificada “tentativas de interferência política em áreas dominadas pelo tráfico”, com o objetivo de transformar esses territórios em bases eleitorais. Segundo a corporação, as investigações indicam que o vereador Salvino Oliveira teria buscado autorização do traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, para fazer campanha na comunidade da Gardênia Azul, área dominada pelo Comando Vermelho. “Segundo os elementos reunidos pela investigação, o vereador Salvino Oliveira teria negociado diretamente com o traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, autorização para realizar campanha eleitoral na comunidade da Gardênia Azul, área sob domínio do Comando Vermelho”, afirmou a polícia no pedido de prisão. Entre as provas apresentadas está a imagem de uma conversa no WhatsApp que mostraria um diálogo entre uma comparação conhecida como Dom e Doca. No documento, no entanto, não há registro de conversa direta entre Salvino e o traficante. Na mensagem, Dom escreve a Doca: “Chefe, acabou de me ligar ao Landerson, sobrinho da Tia Márcia, falando que o Pé e você autorizaram o Salvino a trabalhar e que é para eu dar suporte e ajudar nos projetos dele. Procede?” Conversa interceptada e usada como prova contra Salvino no pedido de prisão Reprodução/TV Globo Logo depois da troca de mensagens, Doca liga para Dom, e os dois permanecem ao telefone por mais de 11 minutos. Segundo a polícia, Dom atuou como elo entre o núcleo operacional do Comando Vermelho e agentes externos, incluindo policiais. Dom foi executado em maio de 2025 e a principal suspeita é de queima de arquivo. O g1 apurou que a polícia acredita que a própria facção está por trás do crime. Quiosques em contrapartida, segundo a investigação De acordo com a investigação, em troca da autorização para entrar na comunidade, o vereador teria articulado benefícios ao grupo de crime, apresentado publicamente como ações externas para moradores da região. O secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, afirmou que Salvino se comunicou com o comando da facção por meio de Dom, que era conhecido como “síndico” da associação local. Segundo Curi, o parlamentar teria atuado para liberar parte dos quiosques construídos na Gardênia Azul. “Foram construídos alguns quiosques, cerca de 100, se não me engano, e metade desses quiosques, 50 desses quiosques, tiveram um processo completamente divulgado”, disse o secretário. De acordo com as investigações, a definição de parte dos beneficiários teria sido feita diretamente pelos membros da facção, sem processo público transparente. O que diz Salvino Vereador Salvino Oliveira (PSD) Reprodução/ Rio TV Câmara Salvino negou qualquer ligação com o traficante Doca, afirmou não ter envolvimento com a instalação de quiosques na Gardênia Azul e disse não conhecer o sobrinho do traficante Marcinho VP. “Estou sendo vítima de uma briga política que não é minha”, declarou.[/gpt3]

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