Por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) rejeitou, nesta quarta-feira (11), duas denúncias de 2022 da então candidata ao Senado por Minas Gerais Sara Rayane Azevedo (PSOL) contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Ainda cabe recurso, e uma eventual reversão contra o parlamentar poderia cassar seu mandato e torná-lo inelegível por oito anos.
A candidatura acusou o deputado de utilizar suas redes sociais para “atacar as urnas eletrônicas e as instituições democráticas”. Ao acusá-lo, a política de esquerda colocou Nikolas como peça central no que nomeou como “ecossistema de desinformação bolsonarista.”
Em sua defesa, o parlamentar alegou espontaneidade nas postagens e disse que estaria apenas defendendo que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) investigasse denúncias sobre irregularidades no sistema eletrônico de votação.
Ao longo da investigação, o X e o Google foram intimados e forneceram informações sobre o impulso ao pagamento das postagens sobre as urnas. Outro pedido foi pela quebra dos sigilos bancário e fiscal do deputado, mas este foi negado.
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Para o relator, desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga, não há elementos suficientes para caracterização de ilícito eleitoral nas falas que, no máximo, podem ser consideradas politicamente reprováveis.
Em suas redes sociais, Nikolas atribuiu uma decisão à “tecnicidade e autorização” do TRE-MG e parabenizou os magistrados.
O parlamentar pretende concorrer novamente à Câmara, embora já tenha sido apontado como um nome potencial para uma candidatura ao governo de Minas Gerais. Tanto para o Senado quanto para a Presidência da República, a idade é um impeditivo: atualmente com 29 anos, ele precisaria ter 35 para registrar sua candidatura a essas cargas.
A vem decisão em meio ao crescimento da popularidade do deputado na direita, na razão da Caminhada da Liberdade. Nikolas percorreu cerca de 260 km pela BR-040, entre as cidades de Paracatu (MG) e Brasília, conseguindo apoio de políticos e populares em seu pedido por anistia aos presos de 8 de janeiro e pela liberdade ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ao final, recebeu elogios do próprio presidente de sua legenda, Valdemar Costa Neto. O líder partidário anunciou a possibilidade do PL ter Nikolas como candidato ao Planalto no futuro.

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