
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou atrás e determinou que o material apreendido pela Polícia Federal na segunda fase da Operação Compliance Zero contra o Banco Master, realizada nesta quarta-feira (4), seja armazenado na Procuradoria-Geral da República (PGR).
Inicialmente, Toffoli havia ordenado que todos os bens e dispositivos apreendidos fossem lacrados e mantidos sob custódia na sede do STF. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, apontou que a manutenção das provas na Corte poderia causar danos irreparáveis à investigação.
A autoridade policial defendeu que a realização “imediata” de perícia nos dispositivos apreendidos. Segundo a PF, foram apreendidos na segunda fase do Compliance Zero: 39 celulares; 31 computadores; 30 armas; R$ 645 mil de dinheiro em espécie; e 23 veículos avaliados em R$ 16 milhões.
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A PGR entregou com o pedido de reconsideração de Rodrigues, mas solicitou autorização para fazer a revisão e análise direta de todo o acervo probatório colhido na operação. Toffoli destacou que a medida permitirá à PGR ter uma “visão sistêmica dos supostos crimes de grandes proporções” identificados até o momento.
Com a nova decisão, o material deve ser enviado diretamente à PGR, sem a necessidade de passar pela guarda do Supremo. Para garantir a integridade das provas, o magistrado determinou cautelas específicas para a custódia dos aparelhos eletrônicos apreendidos.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, deve garantir que os dispositivos sejam mantidos:
- Eletricamente carregado;
- Desacoplados de redes telefônicas e de Wi-Fi (modo avião), atualizando a preservação do conteúdo para uma futura perícia.
A investigação apura o suposto esquema de gestão fraudulenta, desvio de valores e lavagem de dinheiro que teria sido operado pelo Banco Master. De acordo com os automóveis, a instituição teria que aproveitar sistematicamente as vulnerabilidades do mercado de capitais e do sistema de regulação e fiscalização.












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