Tarifaço: Lula diz que quer travar ‘guerra da verdade’ e que Trump vai ter que aprender a usar ‘arma da palavra’
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Tarifaço: Lula diz que quer travar ‘guerra da verdade’ contra Trump O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta sexta-feira (17) que quer fazer com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, uma “guerra da narrativa, guerra da verdade”. Lula afirmou que quer provar ao mundo “quem está falando a verdade” sobre a nova tarifa de 25% imposta pelos EUA ao Brasil na última quarta-feira (15). “Eu já falei três vezes para o presidente Trump que o Brasil não tem nenhum interesse de fazer guerra, nós aqui somos da paz. Agora a guerra que quero fazer com ele é a guerra da narrativa, é a guerra da verdade. Eu quero provar ao mundo quem está falando a verdade nessa guerra tarifária entre Brasil e EUA. Ele vai ter que aprender a fazer guerra com outra arma, que nós é a arma da palavra. Isso vamos ter que.” Essa foi a segunda declaração que Lula fala sobre a nova ofensiva do governo de Trump contra o Brasil desde o anúncio da nova medida. Mais cedo, o presidente afirmou que só comentará a nova tarifa depois que o presidente norte-americano Donald Trump se manifestar sobre o assunto. ➡️ Os Estados Unidos confirmaram nesta semana a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, ampliando a pressão comercial sobre o Brasil. LEIA TAMBÉM: Tarifaço deve atingir 36,5% das exportações do agro para os EUA, diz CNA Lula disse também que não permitirá que a sociedade seja enganada pelos Estados Unidos. “Porque nós vamos mostrar que contra o Brasil ninguém ganha mentindo. Ou é mais verdadeiro que nós ou não vai enganar a sociedade brasileira”, prosseguiu. No outro momento do seu pronunciamento, o presidente enfatizou a posição de soberania do Brasil. “Esse país precisa estar de cabeça erguida, porque esse país não aceita que nenhum outro país do mundo faça desaforo para o Brasil. Queremos da mesma forma que damos respeito para todo mundo”, emendou. Trump e Lula durante encontro na Casa Branca, em 7 de maio de 2026 Presidência da República Tarifaço O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou nessa quarta-feira (15) a proposta de um novo “tarifaço” com uma extensa lista de isenções. Itens como petróleo, café e carne bovina ficarão fora da nova tarifa de 25%. A medida entra em vigor em 22 de julho. 🔎 A decisão é resultado de uma investigação comercial do USTR que levou um ano, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo americano apurar e impedir possíveis barreiras comerciais em outros países. O governo Trump utilizou uma série de argumentos para aplicar a nova tarifação contra o Brasil. Os fatores indicados pelo USTR variam entre os aspectos econômicos, jurídicos e até ambientais. LEIA TAMBÉM: Governo rejeita críticas e diz que fez mais de 30 contatos com os EUA para negociar tarifas PIX, STF, redes sociais: governo Lula contesta argumentos dos EUA para novo tarifaço contra o Brasil Apesar da tarifaço ser uma medida econômica, o governo Trump indicou que a medida tem caráter político. Em resposta, o governo brasileiro passou a discutir medidas para reduzir os impactos sobre os setores mais afetados e acelerar a diversificação dos mercados de destino das exportações nacionais. O chanceler Mauro Vieira afirmou que o Brasil busca uma solução por meio do diálogo, mas ressaltou que o país contestará restrições consideradas incompatíveis com as regras do comércio internacional. Paralelamente, os membros do governo avaliam instrumentos de apoio às empresas exportadoras e estratégias para ampliar as vendas a outros mercados, incluindo parceiros da Ásia, da Europa e do Oriente Médio. O governo também estuda aplicar a Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado. 🔎A Lei de Reciprocidade é um mecanismo que permite a um país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreram por parte dela. Na prática, se um governo estrangeiro impõe avaliações ou barreiras unilaterais “injustas”, o Brasil usa uma norma para reagir à mesma moeda, adotando restrições equivalentes para reequilibrar as relações e proteger a economia.
Tarifaço: Lula diz que quer travar ‘guerra da verdade’ contra Trump O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta sexta-feira (17) que quer fazer com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, uma “guerra da narrativa, guerra da verdade”. Lula afirmou que quer provar ao mundo “quem está falando a verdade” sobre a nova tarifa de 25% imposta pelos EUA ao Brasil na última quarta-feira (15). “Eu já falei três vezes para o presidente Trump que o Brasil não tem nenhum interesse de fazer guerra, nós aqui somos da paz. Agora a guerra que quero fazer com ele é a guerra da narrativa, é a guerra da verdade. Eu quero provar ao mundo quem está falando a verdade nessa guerra tarifária entre Brasil e EUA. Ele vai ter que aprender a fazer guerra com outra arma, que nós é a arma da palavra. Isso vamos ter que.” Essa foi a segunda declaração que Lula fala sobre a nova ofensiva do governo de Trump contra o Brasil desde o anúncio da nova medida. Mais cedo, o presidente afirmou que só comentará a nova tarifa depois que o presidente norte-americano Donald Trump se manifestar sobre o assunto. ➡️ Os Estados Unidos confirmaram nesta semana a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, ampliando a pressão comercial sobre o Brasil. LEIA TAMBÉM: Tarifaço deve atingir 36,5% das exportações do agro para os EUA, diz CNA Lula disse também que não permitirá que a sociedade seja enganada pelos Estados Unidos. “Porque nós vamos mostrar que contra o Brasil ninguém ganha mentindo. Ou é mais verdadeiro que nós ou não vai enganar a sociedade brasileira”, prosseguiu. No outro momento do seu pronunciamento, o presidente enfatizou a posição de soberania do Brasil. “Esse país precisa estar de cabeça erguida, porque esse país não aceita que nenhum outro país do mundo faça desaforo para o Brasil. Queremos da mesma forma que damos respeito para todo mundo”, emendou. Trump e Lula durante encontro na Casa Branca, em 7 de maio de 2026 Presidência da República Tarifaço O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou nessa quarta-feira (15) a proposta de um novo “tarifaço” com uma extensa lista de isenções. Itens como petróleo, café e carne bovina ficarão fora da nova tarifa de 25%. A medida entra em vigor em 22 de julho. 🔎 A decisão é resultado de uma investigação comercial do USTR que levou um ano, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo americano apurar e impedir possíveis barreiras comerciais em outros países. O governo Trump utilizou uma série de argumentos para aplicar a nova tarifação contra o Brasil. Os fatores indicados pelo USTR variam entre os aspectos econômicos, jurídicos e até ambientais. LEIA TAMBÉM: Governo rejeita críticas e diz que fez mais de 30 contatos com os EUA para negociar tarifas PIX, STF, redes sociais: governo Lula contesta argumentos dos EUA para novo tarifaço contra o Brasil Apesar da tarifaço ser uma medida econômica, o governo Trump indicou que a medida tem caráter político. Em resposta, o governo brasileiro passou a discutir medidas para reduzir os impactos sobre os setores mais afetados e acelerar a diversificação dos mercados de destino das exportações nacionais. O chanceler Mauro Vieira afirmou que o Brasil busca uma solução por meio do diálogo, mas ressaltou que o país contestará restrições consideradas incompatíveis com as regras do comércio internacional. Paralelamente, os membros do governo avaliam instrumentos de apoio às empresas exportadoras e estratégias para ampliar as vendas a outros mercados, incluindo parceiros da Ásia, da Europa e do Oriente Médio. O governo também estuda aplicar a Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado. 🔎A Lei de Reciprocidade é um mecanismo que permite a um país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreram por parte dela. Na prática, se um governo estrangeiro impõe avaliações ou barreiras unilaterais “injustas”, o Brasil usa uma norma para reagir à mesma moeda, adotando restrições equivalentes para reequilibrar as relações e proteger a economia.[/gpt3]











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