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SuperVia encerra operações no Rio após quase 30 anos; novo consórcio assume sistema ferroviário

Redação Por Redação
29 de maio de 2026
Em Notícias
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SuperVia encerra operações no Rio após quase 30 anos; novo consórcio assume sistema ferroviário
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



SuperVia encerra operações no Rio após quase 30 anos; novo consórcio assume sistema ferroviário
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SuperVia encerra operações no Rio após quase 30 anos A SuperVia deixa de operar, nesta sexta-feira (29), o sistema ferroviário da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, encerrando uma concessão que durou quase três décadas. A partir de sábado (30), a administração dos trens passa para o consórcio Nova Via Mobilidade, que assume a operação de quase 300 milhas de malha ferroviária, distribuídas em cinco ramais e responsáveis ​​por conectar a capital a outros municípios. A troca de comando ocorre após um período de crise na concessão anterior. Em 2023, a SuperVia informou ao governo estadual que não tinha mais condições financeiras de manter o serviço, alegando prejuízos sucessivos, furtos de cabos e o congelamento da tarifa. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça O novo operador foi escolhido em leilão judicial, que ocorreu sem concorrentes. Malha tem quase 300 quilômetros Reprodução/TV Globo Antes da transição completa, será realizada uma fase de operação assistida de 90 dias, durante a qual a antiga engenharia e o consórcio atuarão em conjunto. A mudança também inclui um novo modelo de pagamentos: em vez de depender do número de passageiros, a empresa passa a receber por milhas rodadas, numa tentativa de dar mais previsibilidade ao sistema. Atualmente, a rede transporta cerca de 270 mil passageiros por dia — número que chegou a 350 mil, segundo a SuperVia, após recuperação da demanda nos últimos dois anos. Problemas acumulados marcados como fim da concessão A saída da SuperVia ocorre após anos de críticas à qualidade do serviço prestado. A gestão foi marcada por uma crise de infraestrutura que afetou diretamente o dia a dia dos passageiros. Cemitério de trens da Supervia Reprodução/TV Globo Entre os principais problemas estão o sucateamento de trens e da via permanente, falhas em sistemas elétricos e de sinalização, além de descarrilamentos. O vandalismo e o furto de cabos agravavam o cenário, retirando composições de circulação e provocando paralisações recorrentes. A acessibilidade é outro ponto crítico. Das 104 estações da malha, apenas 23 são consideradas acessíveis — e mesmo nessas, equipamentos muitas vezes não funcionam adequadamente. Levantamento recente indicou que ao menos 17 estações não possuem qualquer estrutura para cadeirantes, dificultando o acesso de pessoas com mobilidade reduzida. Nas plataformas, a falta de manutenção também era constante. Segundo relatório da Agetransp, de 2024, apenas 40% das escadas rolantes estavam em funcionamento. Elevadores frequentemente quebrados obrigavam os passageiros a usar escadas, cenário ainda mais complicado para idosos, pessoas com deficiência e quem carrega peso. Outra deficiência recorrente é a ausência de banheiros. Em uma vistoria, 13 de 38 estações testadas não oferecem sanitários, situação considerada restrita para um serviço essencial que atende milhares de pessoas diariamente. Impacto direto para passageiros Os problemas de infraestrutura tiveram reflexos diretos na rotina dos usuários. A redução da frota e as falhas constantes provocaram superlotação e atrasos frequentes. Em alguns ramos, como o de Japeri, o tempo de viagem aumentou em quase 20 minutos nos últimos anos. Interrupções causadas por falhas elétricas ou furtos de cabos eram comuns, alimentando uma sensação de insegurança e abandono. O cenário também gerou protestos e perda de confiança por parte dos passageiros que dependem do transporte ferroviário para trabalhar e estudar. Os cinco ramais e três extensões dos trens do RJ têm 270 km de trilhos e 104 estações Reprodução/TV Globo Novo modelo e promessa de investimentos Com a nova operadora, o governo do estado pretende promover uma restrição do sistema. O contrato vigente será de concessão, com duração inicial de cinco anos. Segundo a Secretaria Estadual de Transporte e Mobilidade Urbana, o governo terá maior participação na gestão, enquanto o consórcio ficará responsável pela operação comercial. A previsão é de mais de R$ 600 milhões em investimentos ao longo desse período, voltados para a recuperação gradual da malha. A expectativa é que o novo modelo permita maior controle público e melhoria contínua dos serviços — embora os especialistas apontem que os desafios são importantes, especialmente diante do histórico de transferência. Atualmente, a rede transporta cerca de 270 mil passageiros por dia Reprodução/TV Globo O que dizem as partes Em nota, a SuperVia afirmou que orientou os usuários a procurar a Secretaria de Transporte para informações e transações. A empresa agradece aos passageiros e parceiros pelos anos de operação. A agência revelou ainda que, desde 2024, houve uma recuperação no número de passageiros, com um aumento médio de 60 mil usuários por dia, passando de 270 mil para cerca de 350 mil viagens diárias em dois anos. Já o governo estadual confirmou o início da operação do novo consórcio, após o período inicial de transição assistida. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode acompanhar o palco do g1 Rio para não perder nenhum detalhe. Baixe o GloboPop.
SuperVia encerra operações no Rio após quase 30 anos A SuperVia deixa de operar, nesta sexta-feira (29), o sistema ferroviário da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, encerrando uma concessão que durou quase três décadas. A partir de sábado (30), a administração dos trens passa para o consórcio Nova Via Mobilidade, que assume a operação de quase 300 milhas de malha ferroviária, distribuídas em cinco ramais e responsáveis ​​por conectar a capital a outros municípios. A troca de comando ocorre após um período de crise na concessão anterior. Em 2023, a SuperVia informou ao governo estadual que não tinha mais condições financeiras de manter o serviço, alegando prejuízos sucessivos, furtos de cabos e o congelamento da tarifa. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça O novo operador foi escolhido em leilão judicial, que ocorreu sem concorrentes. Malha tem quase 300 quilômetros Reprodução/TV Globo Antes da transição completa, será realizada uma fase de operação assistida de 90 dias, durante a qual a antiga engenharia e o consórcio atuarão em conjunto. A mudança também inclui um novo modelo de pagamentos: em vez de depender do número de passageiros, a empresa passa a receber por milhas rodadas, numa tentativa de dar mais previsibilidade ao sistema. Atualmente, a rede transporta cerca de 270 mil passageiros por dia — número que chegou a 350 mil, segundo a SuperVia, após recuperação da demanda nos últimos dois anos. Problemas acumulados marcados como fim da concessão A saída da SuperVia ocorre após anos de críticas à qualidade do serviço prestado. A gestão foi marcada por uma crise de infraestrutura que afetou diretamente o dia a dia dos passageiros. Cemitério de trens da Supervia Reprodução/TV Globo Entre os principais problemas estão o sucateamento de trens e da via permanente, falhas em sistemas elétricos e de sinalização, além de descarrilamentos. O vandalismo e o furto de cabos agravavam o cenário, retirando composições de circulação e provocando paralisações recorrentes. A acessibilidade é outro ponto crítico. Das 104 estações da malha, apenas 23 são consideradas acessíveis — e mesmo nessas, equipamentos muitas vezes não funcionam adequadamente. Levantamento recente indicou que ao menos 17 estações não possuem qualquer estrutura para cadeirantes, dificultando o acesso de pessoas com mobilidade reduzida. Nas plataformas, a falta de manutenção também era constante. Segundo relatório da Agetransp, de 2024, apenas 40% das escadas rolantes estavam em funcionamento. Elevadores frequentemente quebrados obrigavam os passageiros a usar escadas, cenário ainda mais complicado para idosos, pessoas com deficiência e quem carrega peso. Outra deficiência recorrente é a ausência de banheiros. Em uma vistoria, 13 de 38 estações testadas não oferecem sanitários, situação considerada restrita para um serviço essencial que atende milhares de pessoas diariamente. Impacto direto para passageiros Os problemas de infraestrutura tiveram reflexos diretos na rotina dos usuários. A redução da frota e as falhas constantes provocaram superlotação e atrasos frequentes. Em alguns ramos, como o de Japeri, o tempo de viagem aumentou em quase 20 minutos nos últimos anos. Interrupções causadas por falhas elétricas ou furtos de cabos eram comuns, alimentando uma sensação de insegurança e abandono. O cenário também gerou protestos e perda de confiança por parte dos passageiros que dependem do transporte ferroviário para trabalhar e estudar. Os cinco ramais e três extensões dos trens do RJ têm 270 km de trilhos e 104 estações Reprodução/TV Globo Novo modelo e promessa de investimentos Com a nova operadora, o governo do estado pretende promover uma restrição do sistema. O contrato vigente será de concessão, com duração inicial de cinco anos. Segundo a Secretaria Estadual de Transporte e Mobilidade Urbana, o governo terá maior participação na gestão, enquanto o consórcio ficará responsável pela operação comercial. A previsão é de mais de R$ 600 milhões em investimentos ao longo desse período, voltados para a recuperação gradual da malha. A expectativa é que o novo modelo permita maior controle público e melhoria contínua dos serviços — embora os especialistas apontem que os desafios são importantes, especialmente diante do histórico de transferência. Atualmente, a rede transporta cerca de 270 mil passageiros por dia Reprodução/TV Globo O que dizem as partes Em nota, a SuperVia afirmou que orientou os usuários a procurar a Secretaria de Transporte para informações e transações. A empresa agradece aos passageiros e parceiros pelos anos de operação. A agência revelou ainda que, desde 2024, houve uma recuperação no número de passageiros, com um aumento médio de 60 mil usuários por dia, passando de 270 mil para cerca de 350 mil viagens diárias em dois anos. Já o governo estadual confirmou o início da operação do novo consórcio, após o período inicial de transição assistida. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode acompanhar o palco do g1 Rio para não perder nenhum detalhe. Baixe o GloboPop.[/gpt3]

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