A Primeira Turma do STF manteve por unanimidade a prisão de Jair Bolsonaro e o cerco se fechou sobre seus aliados, com a perda de mandato do deputado Ramagem e Eduardo Bolsonaro tornando-se réu. Em meio ao avanço das ações judiciais, a relação entre o governo Lula e o Congresso vive um momento de “estremecimento”, com ameaças de judicialização de “pautas-bomba” por parte do Executivo. O cenário político é completo com os primeiros obstáculos à indicação de Jorge Messias para a vaga no Supremo, que já enfrentou uma ação na Corte e pode ter sua sabatina adiada.
STF mantém prisão de Bolsonaro e amplia ações contra aliados
A Primeira Turma do STF manteve, por unanimidade, a prisão de Jair Bolsonaro. Ele e outros membros do chamado “Núcleo 1” passaram por audiência de custódia. A Corte considerou uma vigilância de apoiadores o estopim para a decisão. O ato foi relacionado ao risco de um novo 8 de janeiro. A pena de Bolsonaro é descrita como tendo mais rigor que a de Lula em 2018. Um habeas corpus pede o fim da restrição de comunicação imposta a ele.
O ministro Alexandre de Moraes determinou a perda do mandato do deputado Ramagem. Além disso, o julgamento que Eduardo Bolsonaro fez foi concluído. Moraes também deu 24h para a defesa de Bolsonaro explicar o uso de um celular pelo deputado Nikolas Ferreira durante uma visita. Nikolas classificou a medida como “teatro”.
O Presidente Lula declarou-se “feliz” um dia após as prisões. Já os Clubes Militares convocaram as detenções de oficiais de “injustas”. O general Heleno revelou ter Alzheimer após sua prisão. Apesar do cenário, Bolsonaro segue apontado como grande eleitor para 2026.
Indicação de Messias ao STF gera reações e pode ser adiada
A sabatina de Jorge Messias para a vaga no STF pode ser adiada. A possibilidade foi levantada pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Messias anunciou que irá conversar com todos os senadores para buscar apoio.
Enquanto isso, o deputado Kim Kataguiri acionou o STF contra o indicado. A ação alega suposta omissão de Messias em fraudes no INSS. O senador Alcolumbre, por sua vez, negou retaliação ao governo pela indicação.
Governo e Congresso vivem “estremecimento”
A relação entre o governo Lula e o Congresso enfrentou um momento de tensão. O governo ameaçou acionar o STF para barrar as chamadas “pautas-bomba”. Há também um apelo do Executivo para que o Congresso mantenha vetos presidenciais. O ministro Fernando Haddad, no entanto, negou um rompimento. Ele classifica a crise como um “estremecimento momentâneo”.
A tensão ficou evidente na sanção da autorização do IR até R$ 5 mil. O Presidente Lula assinou uma lei sem a presença dos presidentes do Senado e da Câmara. O senador Alcolumbre também expôs o governo ao pautar vetos que podem ser derrubados.
Outros destaques na política
O governador Tarcísio de Freitas afirmou acreditar em uma “reorganização da direita”. Ele projetou que o campo político irá se unir. O objetivo, segundo ele, é “livrar o Brasil do PT” nas próximas eleições.
Em outro tema, ruralistas acusaram o governo Lula de crime. Eles convocaram o ministro Ricardo Lewandowski após novas demarcações de terras indígenas. Já o governador do Rio, Cláudio Castro, retomou críticas ao STF. As críticas são sobre as limitações das operações policiais nas favelas.
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