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Sob a lua de Copacabana, Shakira encontra sua alcateia em noite histórica

Por Redação
3 de maio de 2026
Em Notícias
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Sob a lua de Copacabana, Shakira encontra sua alcateia em noite histórica
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



Sob a lua de Copacabana, Shakira encontra sua alcateia em noite histórica
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Shakira se declara para o público e uiva no palco de Copacabana Antes de subir ao palco da Praia de Copacabana neste sábado (2), Shakira já sabia a dimensão do que encontraria no Rio. Depois de um show histórico no Zócalo, no México, ela chegou a Copacabana para mais um capítulo marcante de sua trajetória. O roteiro era familiar para os fãs brasileiros, mas não idêntico. Depois de trazer a turnê “Las Mujeres Ya No Lloran” ao país em 2025, a cantora promoveu ajustes no repertório para a escala monumental de Copacabana. Na passagem das passagens de Lady Gaga e Madonna, Shakira sabia o peso simbólico dessa apresentação. Nas semanas que antecederam o programa, alimentou a expectativa dos fãs nas redes sociais, definindo a noite como um sonho e escreveu um artigo para o jornal O Globo em homenagem à força das mulheres latinas. Apesar do atraso de mais de uma hora, o público não desanimou. O maior trunfo da apresentação esteve na energia física da artista: ela converteu a placa com tanta intensidade que era difícil resistir ao impulso de dançar. Shakira na abertura do show no Rio de Janeiro REUTERS/Ricardo Moraes A abertura com “La Fuerte” já antecipou o clima do espetáculo: uma faixa eletrônica pulsante que serviu como declaração de interesse. Na sequência, “Girl Like Me” reforçou uma das marcas da noite: uma celebração das mulheres, especialmente das latinas. O ritmo acelerado com “Las de la Intuición” e “Estoy Aquí”, embora esta última tenha aparecido em versão reduzida — breve demais para um dos hits mais queridos pelo público brasileiro. Shakira se apresenta na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. REUTERS/Ricardo Moraes “Eu não posso acreditar que estou com vocês. Pensar que cheguei aqui com 18 anos… e agora olha isso. A vida é mágica. Não existe melhor do que uma lobinha encontrar sua alcateia brasileira”, disse Shakira, antes de engatar “Empire” e “Inevitable”, faixa em que exibe sua potência vocal. A emoção tomou conta quando imagens de seus filhos, Milan e Sasha, surgiram nos telões durante o “Acróstico”. Escrita como uma carta de amor para os dois, a faixa transformou o espetáculo em um raro momento de intimidade. O clima esquentou com o medley de “Copa Vacía”, “La Bicicleta” e “La Tortura”, uma síntese da latinidade que atravessa sua obra. São sucessos que sustentavam performances inteiras, mas um repertório tão extenso exige concessões. Como era esperado, o ápice da dança veio com “Hips Don’t Lie”, quando suas quadris caíram por causa da fama construída ao longo de décadas. Para alegria dos fãs, a colombiana inseriu “Loca” e “Can’t Remember to Forget You”, músicas que não são muito frequentes nos setlists dos shows mais recentes. Homenagens às mães solos “No Brasil existem mais de 20 milhões de mães solteiras, eu sou umas delas. Eu dedico esse show a todas elas”, falou na introdução de “Soltera”. Quando chegou a vez de apresentar Anitta, Shakira chamou de “rainha”. Essa foi a primeira vez que elas se cantaram juntas ao vivo “Choka Choka”. Shakira e Anitta no Todo Mundo no Rio 2026 TV Globo Antes da loba, existia uma roqueira de cabelos pretos e, em um show desse porte, era impossível deixar os clássicos dos anos 90 de fora. Foi nesse momento que a cantora apostou na memória afetiva dos fãs, exibindo nos telões imagens do início de sua carreira. Ela engatou “Pies Descalzos, Sueños Blancos” e “Antología”, em uma versão acústica. Ela até tentou pedir ajuda para o público cantar, mas o público demorou a responder, e o clima esfriou por alguns instantes. Santo Amaro no palco Ter participações especiais em megashows não é novidade. Mas a presença de Caetano Veloso e Maria Bethânia pegou o público de surpresa já nos ensaios. O sonho de Shakira de cantar com Caetano Veloso se realiza diante de milhões quase 30 anos após entrevista. Dilson Silva/Agnews Ao lado de Bethânia e dos integrantes da bateria da Unidos da Tijuca, Shakira cantou “O Que É, O Que É?” (1982), um dos maiores sucessos de Gonzaguinha. Já o encontro com Caetano emocionou ao cantar “Leãozinho”, música que a colombiana entoa para o filho Milan dormir. Shakira e Maria Bethânia no Todo Mundo no Rio TV Globo Repetindo o Rock in Rio de 2011, Shakira voltou a dividir o palco com Ivete Sangalo cantando “Pais Tropical”. Claro que a baiana transformou uma breve participação em uma mini micareta. Ivete Sangalo e Shakira no Todo Mundo no Rio TV Globo Embora tenham ocupado o principal palco da história do evento, isso não significou apoio em grandes cenários. Muito pelo contrário: a grandiosidade foi sustentada por elementos simples e pela força da performance. Superadas as baladas e a carga emocional, a reta final elevou novamente a temperatura com “Whenever, Wherever” e o hino da Copa do Mundo FIFA 2010, “Waka Waka (This Time for Africa)”, com o influenciador do Complexo da Maré Raphael Vicente. Shakira veste look com bandeira do Brasil TV Globo As areias de Copacabana se transformaram em uma floresta de lobas, uivando em coro enquanto os mandamentos da loba eram projetados nos telões e uma estrutura gigante de lobo invadia o palco. Até que a loba-mor surgiu para cantar “She Wolf” e “Bzrp Music Sessions, Vol. 53”. Após mais de duas horas de show, ficou a certeza de que Shakira mantém um domínio de palco impressionante e uma voz que ainda carrega a força da jovem de 19 anos que conquistou o Brasil há quase três décadas. Se Copacabana é, como a própria artista definindo, um altar da Terra, essa noite ela ocupou o centro dele, reverenciada por uma multidão de súditos da loba. Cartela revisão crítica g1 Arte/g1
Shakira se declara para o público e uiva no palco de Copacabana Antes de subir ao palco da Praia de Copacabana neste sábado (2), Shakira já sabia a dimensão do que encontraria no Rio. Depois de um show histórico no Zócalo, no México, ela chegou a Copacabana para mais um capítulo marcante de sua trajetória. O roteiro era familiar para os fãs brasileiros, mas não idêntico. Depois de trazer a turnê “Las Mujeres Ya No Lloran” ao país em 2025, a cantora promoveu ajustes no repertório para a escala monumental de Copacabana. Na passagem das passagens de Lady Gaga e Madonna, Shakira sabia o peso simbólico dessa apresentação. Nas semanas que antecederam o programa, alimentou a expectativa dos fãs nas redes sociais, definindo a noite como um sonho e escreveu um artigo para o jornal O Globo em homenagem à força das mulheres latinas. Apesar do atraso de mais de uma hora, o público não desanimou. O maior trunfo da apresentação esteve na energia física da artista: ela converteu a placa com tanta intensidade que era difícil resistir ao impulso de dançar. Shakira na abertura do show no Rio de Janeiro REUTERS/Ricardo Moraes A abertura com “La Fuerte” já antecipou o clima do espetáculo: uma faixa eletrônica pulsante que serviu como declaração de interesse. Na sequência, “Girl Like Me” reforçou uma das marcas da noite: uma celebração das mulheres, especialmente das latinas. O ritmo acelerado com “Las de la Intuición” e “Estoy Aquí”, embora esta última tenha aparecido em versão reduzida — breve demais para um dos hits mais queridos pelo público brasileiro. Shakira se apresenta na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. REUTERS/Ricardo Moraes “Eu não posso acreditar que estou com vocês. Pensar que cheguei aqui com 18 anos… e agora olha isso. A vida é mágica. Não existe melhor do que uma lobinha encontrar sua alcateia brasileira”, disse Shakira, antes de engatar “Empire” e “Inevitable”, faixa em que exibe sua potência vocal. A emoção tomou conta quando imagens de seus filhos, Milan e Sasha, surgiram nos telões durante o “Acróstico”. Escrita como uma carta de amor para os dois, a faixa transformou o espetáculo em um raro momento de intimidade. O clima esquentou com o medley de “Copa Vacía”, “La Bicicleta” e “La Tortura”, uma síntese da latinidade que atravessa sua obra. São sucessos que sustentavam performances inteiras, mas um repertório tão extenso exige concessões. Como era esperado, o ápice da dança veio com “Hips Don’t Lie”, quando suas quadris caíram por causa da fama construída ao longo de décadas. Para alegria dos fãs, a colombiana inseriu “Loca” e “Can’t Remember to Forget You”, músicas que não são muito frequentes nos setlists dos shows mais recentes. Homenagens às mães solos “No Brasil existem mais de 20 milhões de mães solteiras, eu sou umas delas. Eu dedico esse show a todas elas”, falou na introdução de “Soltera”. Quando chegou a vez de apresentar Anitta, Shakira chamou de “rainha”. Essa foi a primeira vez que elas se cantaram juntas ao vivo “Choka Choka”. Shakira e Anitta no Todo Mundo no Rio 2026 TV Globo Antes da loba, existia uma roqueira de cabelos pretos e, em um show desse porte, era impossível deixar os clássicos dos anos 90 de fora. Foi nesse momento que a cantora apostou na memória afetiva dos fãs, exibindo nos telões imagens do início de sua carreira. Ela engatou “Pies Descalzos, Sueños Blancos” e “Antología”, em uma versão acústica. Ela até tentou pedir ajuda para o público cantar, mas o público demorou a responder, e o clima esfriou por alguns instantes. Santo Amaro no palco Ter participações especiais em megashows não é novidade. Mas a presença de Caetano Veloso e Maria Bethânia pegou o público de surpresa já nos ensaios. O sonho de Shakira de cantar com Caetano Veloso se realiza diante de milhões quase 30 anos após entrevista. Dilson Silva/Agnews Ao lado de Bethânia e dos integrantes da bateria da Unidos da Tijuca, Shakira cantou “O Que É, O Que É?” (1982), um dos maiores sucessos de Gonzaguinha. Já o encontro com Caetano emocionou ao cantar “Leãozinho”, música que a colombiana entoa para o filho Milan dormir. Shakira e Maria Bethânia no Todo Mundo no Rio TV Globo Repetindo o Rock in Rio de 2011, Shakira voltou a dividir o palco com Ivete Sangalo cantando “Pais Tropical”. Claro que a baiana transformou uma breve participação em uma mini micareta. Ivete Sangalo e Shakira no Todo Mundo no Rio TV Globo Embora tenham ocupado o principal palco da história do evento, isso não significou apoio em grandes cenários. Muito pelo contrário: a grandiosidade foi sustentada por elementos simples e pela força da performance. Superadas as baladas e a carga emocional, a reta final elevou novamente a temperatura com “Whenever, Wherever” e o hino da Copa do Mundo FIFA 2010, “Waka Waka (This Time for Africa)”, com o influenciador do Complexo da Maré Raphael Vicente. Shakira veste look com bandeira do Brasil TV Globo As areias de Copacabana se transformaram em uma floresta de lobas, uivando em coro enquanto os mandamentos da loba eram projetados nos telões e uma estrutura gigante de lobo invadia o palco. Até que a loba-mor surgiu para cantar “She Wolf” e “Bzrp Music Sessions, Vol. 53”. Após mais de duas horas de show, ficou a certeza de que Shakira mantém um domínio de palco impressionante e uma voz que ainda carrega a força da jovem de 19 anos que conquistou o Brasil há quase três décadas. Se Copacabana é, como a própria artista definindo, um altar da Terra, essa noite ela ocupou o centro dele, reverenciada por uma multidão de súditos da loba. Cartela revisão crítica g1 Arte/g1[/gpt3]

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