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Sexta-feira 13: conheça a lenda da Bruxa do Arco do Teles, que se alimenta de sangue de crianças no Centro do Rio

Por Redação
13 de março de 2026
Em Notícias
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Sexta-feira 13: conheça a lenda da Bruxa do Arco do Teles, que se alimenta de sangue de crianças no Centro do Rio
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



Sexta-feira 13: conheça a lenda da Bruxa do Arco do Teles, que se alimenta de sangue de crianças no Centro do Rio
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Conheça a lenda de Bárbara dos Prazeres Uma história que mistura documentos históricos, tradição oral e folclore urbano resiste há séculos no Centro do Rio de Janeiro: a lenda de Bárbara dos Prazeres, personagem associada à chamada “Bruxa do Arco do Teles”. Parte dessa narrativa começa com documentos históricos preservados no Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro. Segundo o historiador Pedro Higino, gerente de comunicação da instituição, há registros de processos por feitiçaria na cidade ainda no século XVIII. “Esse é um documento produzido em 1770. São autos de feitiçaria no Rio de Janeiro, denúncias feitas na Câmara de Vereadores da cidade”, explica. Higino destaca que, naquele período, as acusações de feitiçaria atingiam principalmente mulheres. “O papel feminino nesse período da feitiçaria, como a gente vê ao longo da história, é muito estigmatizado. As mulheres são frequentemente apontadas como feiticeiras”, afirma. Para o historiador, isso ajuda a entender que personagens femininas acabaram sendo associadas a histórias sobrenaturais. “Mulheres que tinham algum tipo de autonomia, que circulavam pela cidade ou que fugiam do comportamento esperado para a época, muitas vezes acabavam sendo alvo dessas acusações”, diz. Um dos processos no arquivo é contra uma mulher começa em 1770 e tem data de término em 1790, justamente quando a lenda de Bárbara dos Prazeres começa. O que diz a lenda? Imagem associada ao abandono de crianças no Centro do Rio Reprodução/RJ2 Diz a lenda que, no final do século XVIII, chegou ao Brasil uma portuguesa de beleza estonteante e fama terrível. Ela teria envenenado a própria irmã e assassinado dois maridos antes de desembarcar no Arco do Teles. Na região, teria passado a viver como meretriz e adotada o nome Bárbara dos Prazeres, tornando-se conhecida e cortejada pelos homens mais ricos da cidade. Com o passar do tempo, porém, a história conta que ela adoeceu e envelheceu. Para tentar recuperar a beleza e a juventude, teria recorrido a uma feitiçaria macabra: beber sangue de crianças. Depois de desaparecer misteriosamente, o personagem teria voltado apenas na forma de lenda urbana — a Bruxa do Arco do Teles, que, segundo o imaginário popular, ainda ronda o local. Elementos comprovados na história Processo sobre bruxaria preservado no Arquivo Geral do Rio Reprodução/RJ2 Além dos documentos sobre bruxaria, a história de Bárbara dos Prazeres se mistura com outros elementos comprovados da história do Rio. A tradição popular diz que a bruxa teria adotado o nome Bárbara dos Prazeres, possivelmente inspirado em uma antiga imagem de Nossa Senhora dos Prazeres que existia na região. Segundo pesquisadores, essa imagem foi construída no próprio Arco do Teles e hoje está preservada na Igreja de Santo Antônio dos Pobres. Alguns relatos associaram a personagem ao desaparecimento de crianças na cidade naquele período. Essa parte da narrativa costuma ser ligada a uma instituição real do Brasil colonial: a chamada roda dos expostos. Segundo o historiador Paulo Knauss, do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, o mecanismo permitiu o abandono anônimo de bebês. “A roda dos expostos era uma instituição do período colonial. As pessoas deixavam os bebês ali e o mecanismo girava para dentro do recolhimento dos órfãos, onde eram recebidos por padres e freiras”, explica. Um desses equipamentos do século XVIII está preservado no museu do instituto. “A bruxa tá solta” O medo espalhado pela cidade acabou dando origem a uma expressão que permanece viva até hoje. “Daí surge o termo ‘a bruxa tá solta’. Significava que alguma coisa ruim poderia acontecer, que as crianças precisassem ser protegidas e que as pessoas estivessem em perigo”, afirma Pedro Higino. Com o tempo, a frase passou a ser usada de forma mais ampla para indicar momentos de azar ou acontecimentos negativos em sequência. Apesar da força da narrativa, não existem registros documentais que comprovem a existência de Bárbara dos Prazeres. “Hoje, aqui no arquivo da cidade, não temos registro dela”, afirma a historiadora Luciene Carris, do Arquivo Geral da Cidade. “Essa mulher pode ter existido ou pode representar muitas outras mulheres naquele período colonial.” Cena da curta “A Bruxa do Arco do Telles” Reprodução Para a atriz Carol Faxas, que interpretou a personagem na curta “A Bruxa do Arco do Teles”, uma figura histórica pode ter existido — ainda que de forma diferente da lenda. “Eu acredito que ela existe, talvez de uma forma diferente do que é contado nas histórias. Mas acredito que foi uma mulher que teve liberdade e presença na cidade”, diz.
Conheça a lenda de Bárbara dos Prazeres Uma história que mistura documentos históricos, tradição oral e folclore urbano resiste há séculos no Centro do Rio de Janeiro: a lenda de Bárbara dos Prazeres, personagem associada à chamada “Bruxa do Arco do Teles”. Parte dessa narrativa começa com documentos históricos preservados no Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro. Segundo o historiador Pedro Higino, gerente de comunicação da instituição, há registros de processos por feitiçaria na cidade ainda no século XVIII. “Esse é um documento produzido em 1770. São autos de feitiçaria no Rio de Janeiro, denúncias feitas na Câmara de Vereadores da cidade”, explica. Higino destaca que, naquele período, as acusações de feitiçaria atingiam principalmente mulheres. “O papel feminino nesse período da feitiçaria, como a gente vê ao longo da história, é muito estigmatizado. As mulheres são frequentemente apontadas como feiticeiras”, afirma. Para o historiador, isso ajuda a entender que personagens femininas acabaram sendo associadas a histórias sobrenaturais. “Mulheres que tinham algum tipo de autonomia, que circulavam pela cidade ou que fugiam do comportamento esperado para a época, muitas vezes acabavam sendo alvo dessas acusações”, diz. Um dos processos no arquivo é contra uma mulher começa em 1770 e tem data de término em 1790, justamente quando a lenda de Bárbara dos Prazeres começa. O que diz a lenda? Imagem associada ao abandono de crianças no Centro do Rio Reprodução/RJ2 Diz a lenda que, no final do século XVIII, chegou ao Brasil uma portuguesa de beleza estonteante e fama terrível. Ela teria envenenado a própria irmã e assassinado dois maridos antes de desembarcar no Arco do Teles. Na região, teria passado a viver como meretriz e adotada o nome Bárbara dos Prazeres, tornando-se conhecida e cortejada pelos homens mais ricos da cidade. Com o passar do tempo, porém, a história conta que ela adoeceu e envelheceu. Para tentar recuperar a beleza e a juventude, teria recorrido a uma feitiçaria macabra: beber sangue de crianças. Depois de desaparecer misteriosamente, o personagem teria voltado apenas na forma de lenda urbana — a Bruxa do Arco do Teles, que, segundo o imaginário popular, ainda ronda o local. Elementos comprovados na história Processo sobre bruxaria preservado no Arquivo Geral do Rio Reprodução/RJ2 Além dos documentos sobre bruxaria, a história de Bárbara dos Prazeres se mistura com outros elementos comprovados da história do Rio. A tradição popular diz que a bruxa teria adotado o nome Bárbara dos Prazeres, possivelmente inspirado em uma antiga imagem de Nossa Senhora dos Prazeres que existia na região. Segundo pesquisadores, essa imagem foi construída no próprio Arco do Teles e hoje está preservada na Igreja de Santo Antônio dos Pobres. Alguns relatos associaram a personagem ao desaparecimento de crianças na cidade naquele período. Essa parte da narrativa costuma ser ligada a uma instituição real do Brasil colonial: a chamada roda dos expostos. Segundo o historiador Paulo Knauss, do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, o mecanismo permitiu o abandono anônimo de bebês. “A roda dos expostos era uma instituição do período colonial. As pessoas deixavam os bebês ali e o mecanismo girava para dentro do recolhimento dos órfãos, onde eram recebidos por padres e freiras”, explica. Um desses equipamentos do século XVIII está preservado no museu do instituto. “A bruxa tá solta” O medo espalhado pela cidade acabou dando origem a uma expressão que permanece viva até hoje. “Daí surge o termo ‘a bruxa tá solta’. Significava que alguma coisa ruim poderia acontecer, que as crianças precisassem ser protegidas e que as pessoas estivessem em perigo”, afirma Pedro Higino. Com o tempo, a frase passou a ser usada de forma mais ampla para indicar momentos de azar ou acontecimentos negativos em sequência. Apesar da força da narrativa, não existem registros documentais que comprovem a existência de Bárbara dos Prazeres. “Hoje, aqui no arquivo da cidade, não temos registro dela”, afirma a historiadora Luciene Carris, do Arquivo Geral da Cidade. “Essa mulher pode ter existido ou pode representar muitas outras mulheres naquele período colonial.” Cena da curta “A Bruxa do Arco do Telles” Reprodução Para a atriz Carol Faxas, que interpretou a personagem na curta “A Bruxa do Arco do Teles”, uma figura histórica pode ter existido — ainda que de forma diferente da lenda. “Eu acredito que ela existe, talvez de uma forma diferente do que é contado nas histórias. Mas acredito que foi uma mulher que teve liberdade e presença na cidade”, diz.[/gpt3]

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