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Senadores da oposição concorreram nesta quarta-feira (14) a um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli por suposto crime de responsabilidade. Assinaram o pedido dos senadores Magno Malta (PL-ES), Eduardo Girão (Novo-CE) e Damares Alves (Republicanos-DF).
Segundo eles, as supostas “relações extraprocessuais e possíveis vínculos indiretos entre familiares do ministro” com a investigação do Banco Master podem configurar “violação da imparcialidade”. Toffoli é o relator do caso no Supremo.
Em nota, Malta afirmou que o pedido aponta possível “conflito de interesses e conduta incompatível com o decoro do cargo”, considerando como “relações extraprocessuais e possíveis vínculos indiretos envolvendo familiares do ministro” com o Mestre.
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No último final de semana, o jornal Folha de S.Paulo revelou que duas empresas ligadas a irmãos e um primo de Toffoli permaneceram como sócios, até meados de 2025, um dos vários fundos de investimentos associados a suspeitas de fraudes cometidas pelo Banco Master.
Para os senadores, “o conjunto de episódios exige a revisão institucional do Supremo e exige apuração pelo Senado, órgão constitucionalmente responsável por julgar e julgar ministros da Corte em casos de crime de responsabilidade”.
As investigações que resultaram na Operação Compliance Zero tramitaram na 10ª Vara Federal de Brasília. A defesa do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, acionou o STF, solicitando que o processo fosse analisado pela Corte para envolver uma pessoa com foro privilegiado.
O pedido teve como base a menção ao nome do deputado João Carlos Bacelar (PL-BA) em documentos encontrados pela PF durante a investigação. O parlamentar nega qualquer irregularidade.
Toffoli concluiu e decretou sigilo elevado na tramitação dos automóveis no início de dezembro. Em 15 de dezembro, o ministro autorizou a realização de “diligências urgentes” pela PF no prazo de 30 dias.
Nesta quarta-feira (14), a PF deflagrou a segunda fase do Compliance Zero. Ao autorizar a ação, Toffoli criticou a “falta de compromisso” e a demora da autoridade policial para cumprir suas ordens. Na reprimenda pública, o ministro afirmou que eventualmente haverá falhas na investigação de “inteira responsabilidade” da PF.















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