O senador Magno Malta (PL-ES) protocolou nesta quarta (14) um pedido para que a CPMI do INSS convoque a ministra Verônica Abdalla Sterman, do Superior Tribunal Militar (STM), para prestar esclarecimentos sobre pagamentos recebidos antes de sua nomeação ao cargo por serviços prestados a uma empresa que teria ligação com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS” e suspeito de ser o principal operador de fraude contra aposentados e pensionistas.
De acordo com o requerimento, a convocação busca precisa dos serviços jurídicos prestados por Verônica antes de assumir a cadeira no STM, no início de março de 2025. A consulta foi indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e teve seu nome aprovado pelo Senado em agosto, por 51 votos a 16.
“Não se trata de prejudicar ninguém, mas de cumprir o dever constitucional de investigar. Quando há pagamentos violentos feitos por empresa investigada, o silêncio não é uma opção”, afirmou o senador.
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UM Gazeta do Povoo STM informou que a ministra “desconhece que a empresa mencionou pertença ao empresário citado e que não mantém qualquer relação com ele”. A Corte afirmou ainda que, após consulta, houve proposta de honorários aceitados pela empresa e que os pareceres foram revisados e entregues dentro dos prazos, encerrando inicialmente-se ali a relação profissional.
“A magistrada esclarece ainda que, à época em que exercia a advocacia, foi consultada por essa empresa exclusivamente sobre a possibilidade de elaboração de três pareceres jurídicos, todos relacionados a temas de natureza criminal vinculados às atividades então elaboradas pela contratante”, pontuou.
O pedido de Magno Malta se baseia em uma reportagem do Metrópoles que aponta que o escritório de advocacia da ministra teria recebido R$ 700 mil da empresa ACX ITC, reportados na CPMI do INSS como envolvidos ao empresário. A reportagem encontrada na empresa, mas não obteve retorno.
No documento emitido à comissão, o senador autoriza que o próprio ministro já se manifestou publicamente sobre o assunto. Segundo ele, Verônica informou que os valores recebidos receberam honorários relativos à elaboração de três pareceres jurídicos e que não possuem qualquer vínculo com investigados na CPMI.
“Somente o esclarecimento pessoal, sob compromisso com a verdade, pode evitar qualquer dúvida. O rastro do dinheiro é a espinha dorsal de uma investigação séria”, declarou.
Magno Malta também enfatizou que o pedido tem caráter institucional e não pessoal. Segundo ele, a iniciativa está alinhada à função fiscalizadora do Poder Legislativo diante de suspeitas de que envolva recursos e empresas sob investigação parlamentar. A CPMI do INSS retoma as sessões após o fim do recesso parlamentar, a partir de 2 de fevereiro.

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