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Samba-enredo será o critério de desempate na apuração do Grupo Especial do Rio

Redação Por Redação
18 de fevereiro de 2026
Em Notícias
A A
Samba-enredo será o critério de desempate na apuração do Grupo Especial do Rio
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



Samba-enredo será o critério de desempate na apuração do Grupo Especial do Rio[/gpt3]
Liesa sorteio ordem dos quesitos da apuração do carnaval de 2026 do Grupo Especial
Rafael Nascimento / g1
No começo da tarde desta quarta-feira (18), a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa) sorteou a ordem da leitura dos quesitos da apuração do Carnaval 2026 no Rio de Janeiro.
Samba-enredo será o critério de desempate utilizado para definir as campeãs, e Comissão de Frente será o primeiro quesito a ser lido.
Primeiro, a Liesa soma as notas descartadas para critério de desempate. Depois, usa samba-enredo como critério.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça
Grupo Especial do Rio ganha subquesitos na apuração
A apuração dos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial acontecerá nesta quarta, na Cidade do Samba, na Zona Portuária do Rio.
A TV Globo, o g1 e o Globoplay vão transmitir a apuração ao vivo, a partir das 15h50.
Veja a ordem da abertura dos envelopes:
Comissão de frente
Bateria
Mestre-sala e Porta-bandeira
Alegorias e Adereços
Harmonia
Fantasias
Enredo
Evolução
Samba-enredo
O desempate será nessa ordem:
Samba-enredo
Evolução
Enredo
Fantasias
Harmonia
Alegorias e Adereços
Mestre-sala e Porta-bandeira
Bateria
Comissão de Frente
A previsão é de um pódio com as 6 primeiras colocadas na apuração. As escolas retornarão no sábado (21), no Desfile das Campeãs.
‘Cadência’, ‘Funcionalidade’, ‘Fluência’: os 26 subquesitos na apuração
Todos os 9 quesitos que definirão a escola de samba campeã do carnaval carioca de 2026 foram divididos em subquesitos. Os velhos conhecidos “Bateria”, “Harmonia”, “Samba-enredo” e afins ganharam 26 detalhamentos como “Cadência”, “Fluência” e “Funcionalidade”.
A novidade consta do Manual do Julgador, que o g1 esmiúça a partir de agora.
Até o ano passado, apenas 5 dos 9 quesitos eram fracionados — e ao meio, quase sempre somando “concepção” e “realização”. Essa separação considerava a ideia proposta no texto do enredo e a forma como foi executada na Avenida no escopo avaliado.
Agora, os 9 fundamentos passam a ter até 4 partes distintas. Caberá aos 54 jurados somar os critérios e lançar o total no envelope.
O cálculo é complicado porque não há como dar uma nota menor do que 9,0 pelo regulamento — o zero é previsto, mas só se a escola não apresentar o quesito, o que é praticamente impossível.
Na matemática do carnaval, então, há subquesitos em que há apenas 1,8, 1,9 e 2,0 como possibilidades de nota.

E a apuração?
Pelo menos a apuração, na Quarta-Feira de Cinzas, não muda: as notas serão lidas já somadas, com a tradicional corrida décimo a décimo.
Antes da abertura dos envelopes, a Liesa realizará 2 sorteios. Um vai definir os critérios de desempate — a última bolinha a sair indicará qual quesito será o tira-teima.
Outro sorteio vai descartar 2 das 6 notas de cada quesito. Os 54 julgadores foram distribuídos em 4 módulos: 1 no começo da Avenida, 2 no meio — e esses são espelhados, de frente para o outro, obrigando as escolas a pensar numa apresentação 360º — e 1 no fim.
Os módulos das extremidades são duplos, com 2 julgadores por quesito, mas o sorteio vai tirar 1 deles por módulo.
Vão sobrar 36 notas, que serão lidas, e a menor será descartada.
Laíla representado em carro da Beija-Flor: escola é a atual campeã
Alex Ferro/Riotur
Por que mudou?
Segundo Thiago Farias, coordenador de Jurados da Liesa, a novidade no regulamento foi aprovada em plenária pelas 12 agremiações.
“O que motivou a subdivisão dos quesitos foi a mudança do método de julgamento, que deixou de ser comparativo, e passou a ser fechado no mesmo dia”, explicou.
Desde o ano passado, no fim de cada noite de desfile o jurado precisa preencher o envelope com as notas das 4 escolas que se apresentaram e lacrá-lo.
Antes, esse processo só era feito depois que a 12ª agremiação terminasse de desfilar.
Então, o julgamento deixou de ser sobre “quem foi a melhor” para ser sobre “quem errou menos” — e os 26 subquesitos orientam o júri a olhar com lupa cada pormenor da avaliação.
Alguns novos critérios — como “Criatividade” ou “Espontaneidade” —, à primeira vista, podem parecer “subjetivos” demais. Mas Thiago afirma não haver preocupação sobre isso. “A entrada desses critérios foi apenas para dar mais clareza e explicação para os quesitos”, disse.
“O novo modelo continua como sempre foi: técnico e transparente”, destaca Thiago.
Como era antes?
Cinco quesitos eram fracionados.
Alegorias e adereços: divididos em concepção e realização;
Comissão de frente: indumentária e apresentação;
Enredo: concepção e realização;
Fantasias: concepção e realização;
Samba-enredo: letra e melodia.
Como ficou?
Veja agora todos os 26 subquesitos, quanto cada um vale e o que pode custar décimos à escola.
Desfile da escola Beija-Flor, durante a segunda noite do Carnaval em 4 de março de 2025
Tata Barreto | Riotur
1. Alegorias e Adereços
Segundo a Liesa, o quesito “avalia a criatividade, o impacto visual, a harmonia e a qualidade plástica das estruturas cenográficas e ornamentos utilizados no desfile”.
“Considera o acabamento, a originalidade e a adequação das alegorias e adereços à proposta do enredo, valorizando a capacidade da escola de transformar ideias em grandes obras visuais que encantam e comunicam com força estética na Avenida”, detalha o manual.
“Esses elementos são essenciais para dar grandiosidade e teatralidade ao espetáculo.”
Subdivisões:
Concepção (de 4,5 a 5,0 pontos): as alegorias e os adereços cumprem a função de representar as diversas partes do enredo? A criatividade plástica possui significado?
Realização (de 4,5 a 5,0 pontos): qual a impressão causada pelas formas? Há entrosamento entre materiais e cores? Como são os acabamentos na confecção e decoração? Tem alguma ponta solta, alguma coisa fora do lugar? Tem gerador aparente?
Bateria da Unidos da Tijuca
Reprodução
2. Bateria
Para a Liesa, “é um dos elementos mais vibrantes e fundamentais do desfile”. “A bateria dita o andamento do samba-enredo e influencia diretamente a evolução da escola na Avenida. É considerada o coração de uma escola de samba”, define.
Subquesitos:
Manutenção da cadência (de 3,6 a 4,0 pontos): a bateria sustenta o samba-enredo? Houve alterações bruscas que comprometeram o andamento? Os ritmistas “desandaram”?
Conjugação dos instrumentos (de 2,7 a 3,0 pontos): os sons estão casando? As “paradinhas” e bossas foram perfeitamente executadas?
Criatividade e versatilidade (de 2,7 a 3,0 pontos): como foram as bossas, paradinhas e convenções? Qual o grau de dificuldade?
Ator representou Exu no desfile da Grande Rio, campeã do carnaval de 2022
Alexandre Durão/g1
3. Comissão de frente
Único quesito com 4 subdivisões, avalia a 1ª apresentação artística da escola ao público e aos jurados. O grupo deve demonstrar “criatividade, teatralidade, sincronia e impacto visual, além de estabelecer uma conexão com o enredo”.
“A comissão de frente tem a missão de causar uma forte 1ª impressão e introduzir, de forma cênica e envolvente, a história que será contada na Avenida”, diz a Liesa.
Subquesitos:
Indumentária e tripé (de 1,8 a 2,0 pontos): a roupa da comissão de frente e o possível tripé (ou elemento cênico) são adequados? Houve perda de parte das fantasias?
Concepção (de 1,8 a 2,0 pontos): a mensagem passada foi fácil de entender? Houve impacto positivo?
Apresentação (de 3,6 a 4,0 pontos): os integrantes saudaram o público e apresentaram a escola? Os componentes foram sincronizados? Como foi a interação com o tripé?
Criatividade (de 1,8 a 2,0 pontos): o que o tripé acrescentou? Houve efeitos especiais na evolução?
Carro alegórico “Cosmos”, da Mocidade Independente de Padre Miguel
João Salles | Riotur
4. Enredo
O quesito avalia a maneira como o tema escolhido pela escola é desenvolvido e apresentado ao longo do desfile.
“Esse critério considera a clareza, a criatividade e a coerência narrativa da história contada na Avenida, além da integração com fantasias e alegorias”, explica a Liesa.
“O enredo é o fio condutor da apresentação e tem papel fundamental na construção da identidade do desfile, sendo essencial para envolver o público e transmitir a proposta artística e cultural da escola.”
Subdivisões:
Concepção (de 2,7 a 3,0 pontos): a ideia apresentada pela escola foi desenvolvida com clareza, coerência e coesão? A roteirização do desfile ajudou a entender o tema?
Realização (de 4,5 a 5,0 pontos): de que forma o assunto foi “carnavalizado”? Como foi a adaptação do tema através das fantasias e alegorias? Como a sequência das alas contou essa história? Faltou alguma coisa prevista no roteiro fornecido pela escola?
Criatividade (de 1,8 a 2,0 pontos): como foram as soluções apresentadas?
Buraco se abriu no desfile da Mocidade na Sapucaí
Reprodução/TV Globo
5. Evolução
É a forma como a escola se movimenta pela Avenida. “Deve ocorrer de maneira natural e contínua, sem correria, interrupções ou buracos que comprometam a apresentação”, define a Liesa.
Pelo regulamento, cada agremiação tem entre 70 e 80 minutos para fazer seu carnaval e perde ponto se não observar esses limites, para mais ou para menos.
A Liga ressalta que o começo do desfile tende a ser mais lento, pois a comissão de frente e o casal principal de mestre-sala e porta-bandeira precisam se apresentar para os jurados em 3 pontos na Sapucaí.
Como cada ciclo demora de 2 a 3 minutos, a escola deve “calibrar” a velocidade dos demais componentes para compensar essas paradas.
Quando o abre-alas chega à Apoteose, todos “aceleram”. “É importante que a escola mantenha o equilíbrio entre animação e disciplina, garantindo que todos os setores desfilem com harmonia e sincronia, transmitindo ao público a energia e a emoção do espetáculo.”
Subquesitos:
Fluência (de 4,5 a 5,0 pontos): teve correria? A escola soube alternar corretamente as fases do desfile? As alas estavam coesas? Houve buraco entre as alas e ao redor das alegorias? Alguém andou para trás?
Espontaneidade (de 2,7 a 3,0 pontos): teve ala coreografada? Como foi? Houve criatividade dos desfilantes?
Evolução do componente (de 1,8 a 2,0 pontos): os foliões estão empolgados? Tem alguém sem sambar? As alam sambam com leveza, ou a fantasia atrapalha?
Desfile da Mangueira na Sapucaí.
Alex Ferro/Riotur
6. Fantasias
Analisa a beleza, a criatividade, a diversidade e o acabamento dos trajes. “As fantasias são fundamentais para transmitir visualmente a narrativa proposta, contribuindo para a coesão estética e o impacto artístico do espetáculo na Avenida”, diz a Liesa.
Subquesitos:
Concepção (de 4,5 a 5,0 pontos): as fantasias estão adequadas ao enredo? As alas cumprem a função de representar as diversas partes do conteúdo? São criativas? Possuem significado?
Realização (de 4,5 a 5,0 pontos): qual foi a impressão causada pelas formas? Como foi a distribuição de materiais e cores? A fantasia permite ao folião sambar? Em cada ala, os foliões têm rigorosamente a mesma roupa, dos pés à cabeça? Tem fantasia quebrada ou capenga?
Neguinho da Beija-Flor no seu último ano como intérprete da Beija Flor
Stephanie Rodrigues/g1
7. Harmonia
Avalia a integração entre o canto dos componentes e o ritmo da bateria. “A escola deve manter um entrosamento consistente, com seus integrantes cantando o samba-enredo de forma coesa e contínua”, ensina a Liesa.
“A harmonia é essencial para garantir que o desfile tenha fluidez, emoção e unidade, refletindo o trabalho de preparação e o espírito coletivo da escola na Avenida.”
Subquesitos:
Canto da escola (de 3,6 a 4,0 pontos): todo mundo está cantando o samba, do chão aos carros alegóricos? Cada verso é cantado, ou só o refrão?
Harmonia instrumental (de 2,7 a 3,0 pontos): como os músicos estão tocando? Estão casados com a bateria?
Harmonia vocal (de 2,7 a 3,0 pontos): o intérprete principal está em harmonia com os intérpretes de apoio? Dá para entender cada palavra do que eles cantam?
Casal de mestre-sala e porta-bandeira Matheus André e Lucinha Nobre, desfilando pela Unidos da Tijuca, em 4 de março de 2025
Alex Ferro | Riotur
8. Mestre-Sala e Porta-Bandeira
É o casal que conduz e apresenta o pavilhão da escola, “e essa função precisa ter elegância, graça e respeito”.
“Esse julgamento considera a harmonia do par, a correção dos movimentos, a fluidez da dança, a indumentária e o entrosamento entre ambos”, teoriza a Liesa.
“É uma das tradições mais emblemáticas do carnaval, um momento de destaque no desfile, simbolizando a alma e o orgulho da escola de samba.”
Subquesitos:
Indumentária (de 2,7 a 3,0 pontos): como é a fantasia do casal? Ajuda ou atrapalha a dança? Tem beleza e bom gosto? Faz sentido com o enredo? Alguma parte caiu ou quebrou?
Coreografia (de 2,7 a 3,0 pontos): como foi a dança? Teve improvisações ou inspirações positivas? Houve alguma descaracterização? O casal evoluiu bem no espaço?
Sincronismo e harmonia (de 3,6 a 4,0 pontos): o casal estava integrado? O mestre-sala cortejou a porta-bandeira e protegeu o pavilhão da escola? A porta-bandeira manteve o pavilhão sempre desfraldado ou deixou enrolar? Alguém tropeçou ou caiu?
Milton Nascimento foi homenageado pela Portela
Marcelo Sá Barreto/AgNews
9. Samba-enredo
Tem a função de traduzir, em letra e melodia, a narrativa proposta. Precisa ser claro, coerente e bem estruturado.
“A melodia precisa ser envolvente, adequada ao canto coletivo e capaz de sustentar o ritmo ao longo de toda a apresentação. Já a letra deve ser fiel ao enredo, apresentando criatividade poética e fácil compreensão para o público e os jurados”, explica a Liesa.
“Esse quesito é fundamental, pois une todos os setores da escola e contribui diretamente para a harmonia e emoção do desfile. É considerado o pulmão de uma escola de samba.”
Subquesitos:
Desenvolvimento do enredo (de 3,6 a 4,0 pontos): a letra é adequada ao enredo? Foi forçada e espremeu todos os elementos presentes no desfile? Ficou presa na ordem cronológica ou nos setores do desfile?
Riqueza poética e melódica (de 3,6 a 4,0 pontos): tem beleza e bom gosto? Usou vocabulário próprio e adequado? Como foram as rimas, ricas ou forçadas?
Funcionalidade (de 1,8 a 2,0 pontos): o samba-enredo cresceu na execução? Ajudou o folião a desfilar?
Liesa sorteio ordem dos quesitos da apuração do carnaval de 2026 do Grupo Especial
Rafael Nascimento / g1
No começo da tarde desta quarta-feira (18), a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa) sorteou a ordem da leitura dos quesitos da apuração do Carnaval 2026 no Rio de Janeiro.
Samba-enredo será o critério de desempate utilizado para definir as campeãs, e Comissão de Frente será o primeiro quesito a ser lido.
Primeiro, a Liesa soma as notas descartadas para critério de desempate. Depois, usa samba-enredo como critério.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça
Grupo Especial do Rio ganha subquesitos na apuração
A apuração dos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial acontecerá nesta quarta, na Cidade do Samba, na Zona Portuária do Rio.
A TV Globo, o g1 e o Globoplay vão transmitir a apuração ao vivo, a partir das 15h50.
Veja a ordem da abertura dos envelopes:
Comissão de frente
Bateria
Mestre-sala e Porta-bandeira
Alegorias e Adereços
Harmonia
Fantasias
Enredo
Evolução
Samba-enredo
O desempate será nessa ordem:
Samba-enredo
Evolução
Enredo
Fantasias
Harmonia
Alegorias e Adereços
Mestre-sala e Porta-bandeira
Bateria
Comissão de Frente
A previsão é de um pódio com as 6 primeiras colocadas na apuração. As escolas retornarão no sábado (21), no Desfile das Campeãs.
‘Cadência’, ‘Funcionalidade’, ‘Fluência’: os 26 subquesitos na apuração
Todos os 9 quesitos que definirão a escola de samba campeã do carnaval carioca de 2026 foram divididos em subquesitos. Os velhos conhecidos “Bateria”, “Harmonia”, “Samba-enredo” e afins ganharam 26 detalhamentos como “Cadência”, “Fluência” e “Funcionalidade”.
A novidade consta do Manual do Julgador, que o g1 esmiúça a partir de agora.
Até o ano passado, apenas 5 dos 9 quesitos eram fracionados — e ao meio, quase sempre somando “concepção” e “realização”. Essa separação considerava a ideia proposta no texto do enredo e a forma como foi executada na Avenida no escopo avaliado.
Agora, os 9 fundamentos passam a ter até 4 partes distintas. Caberá aos 54 jurados somar os critérios e lançar o total no envelope.
O cálculo é complicado porque não há como dar uma nota menor do que 9,0 pelo regulamento — o zero é previsto, mas só se a escola não apresentar o quesito, o que é praticamente impossível.
Na matemática do carnaval, então, há subquesitos em que há apenas 1,8, 1,9 e 2,0 como possibilidades de nota.

E a apuração?
Pelo menos a apuração, na Quarta-Feira de Cinzas, não muda: as notas serão lidas já somadas, com a tradicional corrida décimo a décimo.
Antes da abertura dos envelopes, a Liesa realizará 2 sorteios. Um vai definir os critérios de desempate — a última bolinha a sair indicará qual quesito será o tira-teima.
Outro sorteio vai descartar 2 das 6 notas de cada quesito. Os 54 julgadores foram distribuídos em 4 módulos: 1 no começo da Avenida, 2 no meio — e esses são espelhados, de frente para o outro, obrigando as escolas a pensar numa apresentação 360º — e 1 no fim.
Os módulos das extremidades são duplos, com 2 julgadores por quesito, mas o sorteio vai tirar 1 deles por módulo.
Vão sobrar 36 notas, que serão lidas, e a menor será descartada.
Laíla representado em carro da Beija-Flor: escola é a atual campeã
Alex Ferro/Riotur
Por que mudou?
Segundo Thiago Farias, coordenador de Jurados da Liesa, a novidade no regulamento foi aprovada em plenária pelas 12 agremiações.
“O que motivou a subdivisão dos quesitos foi a mudança do método de julgamento, que deixou de ser comparativo, e passou a ser fechado no mesmo dia”, explicou.
Desde o ano passado, no fim de cada noite de desfile o jurado precisa preencher o envelope com as notas das 4 escolas que se apresentaram e lacrá-lo.
Antes, esse processo só era feito depois que a 12ª agremiação terminasse de desfilar.
Então, o julgamento deixou de ser sobre “quem foi a melhor” para ser sobre “quem errou menos” — e os 26 subquesitos orientam o júri a olhar com lupa cada pormenor da avaliação.
Alguns novos critérios — como “Criatividade” ou “Espontaneidade” —, à primeira vista, podem parecer “subjetivos” demais. Mas Thiago afirma não haver preocupação sobre isso. “A entrada desses critérios foi apenas para dar mais clareza e explicação para os quesitos”, disse.
“O novo modelo continua como sempre foi: técnico e transparente”, destaca Thiago.
Como era antes?
Cinco quesitos eram fracionados.
Alegorias e adereços: divididos em concepção e realização;
Comissão de frente: indumentária e apresentação;
Enredo: concepção e realização;
Fantasias: concepção e realização;
Samba-enredo: letra e melodia.
Como ficou?
Veja agora todos os 26 subquesitos, quanto cada um vale e o que pode custar décimos à escola.
Desfile da escola Beija-Flor, durante a segunda noite do Carnaval em 4 de março de 2025
Tata Barreto | Riotur
1. Alegorias e Adereços
Segundo a Liesa, o quesito “avalia a criatividade, o impacto visual, a harmonia e a qualidade plástica das estruturas cenográficas e ornamentos utilizados no desfile”.
“Considera o acabamento, a originalidade e a adequação das alegorias e adereços à proposta do enredo, valorizando a capacidade da escola de transformar ideias em grandes obras visuais que encantam e comunicam com força estética na Avenida”, detalha o manual.
“Esses elementos são essenciais para dar grandiosidade e teatralidade ao espetáculo.”
Subdivisões:
Concepção (de 4,5 a 5,0 pontos): as alegorias e os adereços cumprem a função de representar as diversas partes do enredo? A criatividade plástica possui significado?
Realização (de 4,5 a 5,0 pontos): qual a impressão causada pelas formas? Há entrosamento entre materiais e cores? Como são os acabamentos na confecção e decoração? Tem alguma ponta solta, alguma coisa fora do lugar? Tem gerador aparente?
Bateria da Unidos da Tijuca
Reprodução
2. Bateria
Para a Liesa, “é um dos elementos mais vibrantes e fundamentais do desfile”. “A bateria dita o andamento do samba-enredo e influencia diretamente a evolução da escola na Avenida. É considerada o coração de uma escola de samba”, define.
Subquesitos:
Manutenção da cadência (de 3,6 a 4,0 pontos): a bateria sustenta o samba-enredo? Houve alterações bruscas que comprometeram o andamento? Os ritmistas “desandaram”?
Conjugação dos instrumentos (de 2,7 a 3,0 pontos): os sons estão casando? As “paradinhas” e bossas foram perfeitamente executadas?
Criatividade e versatilidade (de 2,7 a 3,0 pontos): como foram as bossas, paradinhas e convenções? Qual o grau de dificuldade?
Ator representou Exu no desfile da Grande Rio, campeã do carnaval de 2022
Alexandre Durão/g1
3. Comissão de frente
Único quesito com 4 subdivisões, avalia a 1ª apresentação artística da escola ao público e aos jurados. O grupo deve demonstrar “criatividade, teatralidade, sincronia e impacto visual, além de estabelecer uma conexão com o enredo”.
“A comissão de frente tem a missão de causar uma forte 1ª impressão e introduzir, de forma cênica e envolvente, a história que será contada na Avenida”, diz a Liesa.
Subquesitos:
Indumentária e tripé (de 1,8 a 2,0 pontos): a roupa da comissão de frente e o possível tripé (ou elemento cênico) são adequados? Houve perda de parte das fantasias?
Concepção (de 1,8 a 2,0 pontos): a mensagem passada foi fácil de entender? Houve impacto positivo?
Apresentação (de 3,6 a 4,0 pontos): os integrantes saudaram o público e apresentaram a escola? Os componentes foram sincronizados? Como foi a interação com o tripé?
Criatividade (de 1,8 a 2,0 pontos): o que o tripé acrescentou? Houve efeitos especiais na evolução?
Carro alegórico “Cosmos”, da Mocidade Independente de Padre Miguel
João Salles | Riotur
4. Enredo
O quesito avalia a maneira como o tema escolhido pela escola é desenvolvido e apresentado ao longo do desfile.
“Esse critério considera a clareza, a criatividade e a coerência narrativa da história contada na Avenida, além da integração com fantasias e alegorias”, explica a Liesa.
“O enredo é o fio condutor da apresentação e tem papel fundamental na construção da identidade do desfile, sendo essencial para envolver o público e transmitir a proposta artística e cultural da escola.”
Subdivisões:
Concepção (de 2,7 a 3,0 pontos): a ideia apresentada pela escola foi desenvolvida com clareza, coerência e coesão? A roteirização do desfile ajudou a entender o tema?
Realização (de 4,5 a 5,0 pontos): de que forma o assunto foi “carnavalizado”? Como foi a adaptação do tema através das fantasias e alegorias? Como a sequência das alas contou essa história? Faltou alguma coisa prevista no roteiro fornecido pela escola?
Criatividade (de 1,8 a 2,0 pontos): como foram as soluções apresentadas?
Buraco se abriu no desfile da Mocidade na Sapucaí
Reprodução/TV Globo
5. Evolução
É a forma como a escola se movimenta pela Avenida. “Deve ocorrer de maneira natural e contínua, sem correria, interrupções ou buracos que comprometam a apresentação”, define a Liesa.
Pelo regulamento, cada agremiação tem entre 70 e 80 minutos para fazer seu carnaval e perde ponto se não observar esses limites, para mais ou para menos.
A Liga ressalta que o começo do desfile tende a ser mais lento, pois a comissão de frente e o casal principal de mestre-sala e porta-bandeira precisam se apresentar para os jurados em 3 pontos na Sapucaí.
Como cada ciclo demora de 2 a 3 minutos, a escola deve “calibrar” a velocidade dos demais componentes para compensar essas paradas.
Quando o abre-alas chega à Apoteose, todos “aceleram”. “É importante que a escola mantenha o equilíbrio entre animação e disciplina, garantindo que todos os setores desfilem com harmonia e sincronia, transmitindo ao público a energia e a emoção do espetáculo.”
Subquesitos:
Fluência (de 4,5 a 5,0 pontos): teve correria? A escola soube alternar corretamente as fases do desfile? As alas estavam coesas? Houve buraco entre as alas e ao redor das alegorias? Alguém andou para trás?
Espontaneidade (de 2,7 a 3,0 pontos): teve ala coreografada? Como foi? Houve criatividade dos desfilantes?
Evolução do componente (de 1,8 a 2,0 pontos): os foliões estão empolgados? Tem alguém sem sambar? As alam sambam com leveza, ou a fantasia atrapalha?
Desfile da Mangueira na Sapucaí.
Alex Ferro/Riotur
6. Fantasias
Analisa a beleza, a criatividade, a diversidade e o acabamento dos trajes. “As fantasias são fundamentais para transmitir visualmente a narrativa proposta, contribuindo para a coesão estética e o impacto artístico do espetáculo na Avenida”, diz a Liesa.
Subquesitos:
Concepção (de 4,5 a 5,0 pontos): as fantasias estão adequadas ao enredo? As alas cumprem a função de representar as diversas partes do conteúdo? São criativas? Possuem significado?
Realização (de 4,5 a 5,0 pontos): qual foi a impressão causada pelas formas? Como foi a distribuição de materiais e cores? A fantasia permite ao folião sambar? Em cada ala, os foliões têm rigorosamente a mesma roupa, dos pés à cabeça? Tem fantasia quebrada ou capenga?
Neguinho da Beija-Flor no seu último ano como intérprete da Beija Flor
Stephanie Rodrigues/g1
7. Harmonia
Avalia a integração entre o canto dos componentes e o ritmo da bateria. “A escola deve manter um entrosamento consistente, com seus integrantes cantando o samba-enredo de forma coesa e contínua”, ensina a Liesa.
“A harmonia é essencial para garantir que o desfile tenha fluidez, emoção e unidade, refletindo o trabalho de preparação e o espírito coletivo da escola na Avenida.”
Subquesitos:
Canto da escola (de 3,6 a 4,0 pontos): todo mundo está cantando o samba, do chão aos carros alegóricos? Cada verso é cantado, ou só o refrão?
Harmonia instrumental (de 2,7 a 3,0 pontos): como os músicos estão tocando? Estão casados com a bateria?
Harmonia vocal (de 2,7 a 3,0 pontos): o intérprete principal está em harmonia com os intérpretes de apoio? Dá para entender cada palavra do que eles cantam?
Casal de mestre-sala e porta-bandeira Matheus André e Lucinha Nobre, desfilando pela Unidos da Tijuca, em 4 de março de 2025
Alex Ferro | Riotur
8. Mestre-Sala e Porta-Bandeira
É o casal que conduz e apresenta o pavilhão da escola, “e essa função precisa ter elegância, graça e respeito”.
“Esse julgamento considera a harmonia do par, a correção dos movimentos, a fluidez da dança, a indumentária e o entrosamento entre ambos”, teoriza a Liesa.
“É uma das tradições mais emblemáticas do carnaval, um momento de destaque no desfile, simbolizando a alma e o orgulho da escola de samba.”
Subquesitos:
Indumentária (de 2,7 a 3,0 pontos): como é a fantasia do casal? Ajuda ou atrapalha a dança? Tem beleza e bom gosto? Faz sentido com o enredo? Alguma parte caiu ou quebrou?
Coreografia (de 2,7 a 3,0 pontos): como foi a dança? Teve improvisações ou inspirações positivas? Houve alguma descaracterização? O casal evoluiu bem no espaço?
Sincronismo e harmonia (de 3,6 a 4,0 pontos): o casal estava integrado? O mestre-sala cortejou a porta-bandeira e protegeu o pavilhão da escola? A porta-bandeira manteve o pavilhão sempre desfraldado ou deixou enrolar? Alguém tropeçou ou caiu?
Milton Nascimento foi homenageado pela Portela
Marcelo Sá Barreto/AgNews
9. Samba-enredo
Tem a função de traduzir, em letra e melodia, a narrativa proposta. Precisa ser claro, coerente e bem estruturado.
“A melodia precisa ser envolvente, adequada ao canto coletivo e capaz de sustentar o ritmo ao longo de toda a apresentação. Já a letra deve ser fiel ao enredo, apresentando criatividade poética e fácil compreensão para o público e os jurados”, explica a Liesa.
“Esse quesito é fundamental, pois une todos os setores da escola e contribui diretamente para a harmonia e emoção do desfile. É considerado o pulmão de uma escola de samba.”
Subquesitos:
Desenvolvimento do enredo (de 3,6 a 4,0 pontos): a letra é adequada ao enredo? Foi forçada e espremeu todos os elementos presentes no desfile? Ficou presa na ordem cronológica ou nos setores do desfile?
Riqueza poética e melódica (de 3,6 a 4,0 pontos): tem beleza e bom gosto? Usou vocabulário próprio e adequado? Como foram as rimas, ricas ou forçadas?
Funcionalidade (de 1,8 a 2,0 pontos): o samba-enredo cresceu na execução? Ajudou o folião a desfilar?[/gpt3]

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