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A seleção, pelo Senado Federal, à indicação de Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (29) pegou de surpresa até mesmo membros da oposição que buscavam o resultado desfavorável ao governo do presidente Lula (PT). UM Gazeta do Povoos assessores parlamentares ainda atribuíram ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), um papel central na articulação contra o advogado-geral da União.
Os microfones do plenário captaram o momento em que, antes pouco de ver o resultado, o senador acertou em cheio o placar: 34 votos pela aprovação e 42 votos pela eleito. Seriam necessários 41 votos para que os planos de Lula saíssem bem-sucedidos.
A avaliação da base é que, com a postura de Alcolumbre, não há clima para uma nova indicação no curto prazo. A derrota ainda fez crescer as expectativas da oposição em relação à análise do veto ao projeto de lei da dosimetria.
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Relembre a tensão entre Alcolumbre e Lula que desenvolveu para a destruição de Messias

Na noite do dia 29 de abril de 2026 entrou para a história ao colocar Lula ao lado de um nome histórico distante: o do ex-presidente Floriano Peixoto, que teve cinco periódicos rejeitados. Agora, 132 anos depois, surge a sexta destruída na história do Brasil.
A divergência começou com a preferência de Alcolumbre para que o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) fosse o indicado. Logo após a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, o chefe do Legislativo fez chegar ao Planalto a sua intenção, mas o advogado-geral da União já apareceu na lista de cotados.
O anúncio aconteceu em 20 de novembro de 2025, Dia da Consciência Negra. Os dados ampliaram, em paralelo, a insatisfação de setores identitários que reivindicavam a indicação de uma mulher negra.
Somou-se à frustração de Alcolumbre a divulgação de uma carta aberta em que Messias se oferece ao “escrutínio constitucional” e tece elogios ao presidente do Senado – o que se repetiu durante uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
A resposta veio em tom institucional e sem uma citação nominal:
“O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, toma conhecimento com respeito institucional, da manifestação pública do indicado ao Supremo Tribunal Federal”, diz a nota.
Alcolumbre pautou a sabatina para 10 de dezembro. Com isso, Messias teria 20 dias para buscar cada um dos 81 senadores em busca de apoio, ritual conhecido como “beija-mão”.
Lula, no entanto, ainda não tinha enviado a mensagem oficial. Na prática, ele não havia indicado ninguém. Por considerar o prazo muito curto, o petista decidiu atrasar o envio. Alcolumbre reagiu: em nova nota, o parlamentar expressou “perplexidade” e viu uma tentativa de “interferir indevidamente no cronograma previsto pela Casa”.
“O prazo estipulado para a sabatina guarda coerência com a quase totalidade das periodicidades anteriores e permite que a definição ocorra ainda em 2025, evitando a protelação que, em outros momentos, foi tão criticada”, argumentou.
A mensagem só chegaria 122 dias depois, em 1º de abril, quase seis meses depois de a cadeira ficar vaga. No mesmo dia, Pacheco deu mais um passo na direção a Lula ao deixar o PSD e se filiar ao PSB. Mas o mal-estar já estava consolidado.
Ao falar com a imprensa logo após a exclusão, Messias não citou nomes, mas deu a entender que atribuía a derrota ao presidente do Senado: “Nós sabemos quem promoveu isso”, disse.















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