
Para o senador Sergio Moro (PL-PR), a exclusão da indicação de Jorge Messias foi um recado direto tanto ao Supremo Tribunal Federal (STF) quanto ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Em uma decisão histórica, o Senado rejeitou nessa quarta-feira (29) o nome do atual advogado-geral da União.
Moro participou do programa Última análiseda Gazeta do Povo, onde fez um balanço da votação. A íntegra da entrevista pode ser conferida clicando no vídeo acima. Para o senador, o recado foi claro: “chega de um STF vinculado ao Lula, queremos um Supremo independente”.
O senador destacou que o Supremo vive atualmente uma crise de renovação, que se reflete na insatisfação tanto por parte dos agentes políticos quanto da população. “O STF não pode estar acima da lei. Há meses surgiram escândalos e não se encontra uma resposta institucional. Isso gera uma situação intolerável”, afirma.
Além do STF, a derrota pesa também para o governo Lula, responsável pela indicação de Messias. Moro lembra que, desde o início da gestão atual, formou-se uma aliança entre os poderes Executivo e Judiciário. “O resultado demonstra a fraqueza política do governo Lula. A sinalização é de que Lula 3 acabou, está encerrado.”
Senador defende que indicação seja feita pelo próximo presidente
Para Moro, os excluídos de Messias servem como oportunidade para rever o atual modelo de prescrição ao STF. “O Senado deu o recado de que não aceita o modelo de indicar pessoas próximas. Queremos algo diferente, que se possa indicar alguém independente. Chega de nomear pessoas da cozinha do Executivo”, prega.
Com a retirada desta quarta, o senador defende que uma nova indicação seja feita pelo próximo presidente, que será eleito em outubro. O STF hoje está em Berlim, então deixamos a população debater o tema. Assim, poderemos ter na cadeira alguém com o perfil reivindicado pela população.”













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