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Refit: veja o histórico de investigações no grupo empresarial, apontado como o maior devedor de impostos do Brasil

Redação Por Redação
16 de maio de 2026
Em Notícias
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Refit: veja o histórico de investigações no grupo empresarial, apontado como o maior devedor de impostos do Brasil
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



Refit: veja o histórico de investigações no grupo empresarial, apontado como o maior devedor de impostos do Brasil
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Refit: veja o histórico de investigações no grupo empresarial A Polícia Federal (PF) colocou nesta sexta-feira (15) o Grupo Refit no centro de uma das maiores investigações sobre fraudes tributárias no setor de combustíveis no país. O empresário Ricardo Magro recebeu mandado de prisão expedido, e o ex-governador do Rio Cláudio Castro foi alvo de buscas na Operação Sem Refino. Segundo relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a PF afirma que Castro atuou “de forma segura” para proteger interesses do conglomerado empresarial, investigado por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal bilionária. A Refit se apresenta institucionalmente como uma refinaria tradicional do Rio de Janeiro. Em seu site oficial, a empresa destaca uma trajetória iniciada em 1954, apenas um ano após a criação da Petrobras. Na época, a companhia ainda se chamava Refinaria de Manguinhos. Ao longo das décadas, a empresa atravessou períodos de expansão e crise. Em 2005, suspendia as operações. Três anos depois, em 2008, foi adquirida pelo Grupo Andrade Magro, do empresário Ricardo Magro. A família Magro era conhecida em São Paulo pela administração da rede de postos Tigrão. Mas, ao comprar uma refinaria praticamente falida no Rio por cerca de R$ 7 milhões, Ricardo Magro passou a apostar em uma operação muito mais ambiciosa. ‘Refinaria fantasma’, segundo a PF Refit Reprodução/TV Globo De acordo com as investigações, a Refit foi transformada em uma espécie de “refinaria fantasma”. A PF sustenta que a empresa praticamente não refinava combustíveis, mas mantinha operações que provocavam prejuízos bilionários aos cofres públicos, especialmente dos estados do Rio e de São Paulo. O esquema investigado envolve suspeitas de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Segundo o pesquisador, o modelo só teria funcionado graças ao apoio de agentes públicos. Em setembro de 2025, a Agência Nacional do Petróleo interditou a refinaria após investigações apontou que uma empresa importava gasolina declarando o produto como óleo bruto, o que reduziria o pagamento de impostos. A PF também acordou acordos de operações simuladas para dificultar o rastreamento dos verdadeiros donos das cargas de combustível. As suspeitas sobre a proximidade entre o Refit e o governo estadual já vinham sendo elevadas havia anos. Em novembro de 2023, a exoneração do então procurador-geral do estado, Bruno Dubeux, chamou atenção nos bastidores políticos. À época, a Procuradoria-Geral do Estado havia firmado um acordo para que a Refit parcelasse uma dívida estimada em R$ 8 bilhões com o Rio. O pagamento, porém, nunca foi realizado. No ano seguinte, em 2024, divergências internas no Instituto Estadual do Ambiente também expuseram pressões relacionadas à refinaria. Os técnicos do órgão apontaram risco de contaminação ambiental e resistiram à renovação da licença da empresa. Em meio à crise, quatro servidores acabaram exonerados. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Maior desenvolvedor do Brasil A situação financeira do conglomerado também colocou um Refit no radar da Receita Federal. Em 2025, o grupo passou a ser classificado como “devedor contumaz” — categoria usada para empresas que utilizam a inadimplência tributária como estratégia permanente de negócio. Segundo o Ministério da Fazenda, as dívidas acumuladas pelas empresas do conglomerado chegam a R$ 52 bilhões, o maior passivo tributário do país. No Rio, a Refinaria de Petróleos de Manguinhos aparece como a segunda maior desenvolvedora do estado, atrás apenas da Petrobras. Dados mais recentes da Procuradoria-Geral do Estado apontam dívida superior a R$ 14 bilhões. Operações da PF e suspeitas de ligação com o PCC A Refit também entrou na mira da Operação Carbono Oculto, que investigava uma rede de empresas suspeitas de ajudar o Primeiro Comando da Capital (PCC) a lavar dinheiro, ou que a empresa nega. Em novembro de 2025, a PF voltou a cumprir mandatos de busca contra pessoas e empresas ligadas ao conglomerado em uma agressão contra fraudes tributárias, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As investigações chegaram ainda ao Judiciário fluminense. Em março deste ano, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) retirou o desembargador Guaraci Vianna após decisões consideradas controversas no processo de recuperação judicial da refinaria. Segundo investigador e representantes do setor, o modelo de negócios da Refit teria provocado desequilíbrios relevantes no mercado de combustíveis. O presidente do Instituto Combustível Legal, Emerson Kapaz, afirmou nesta sexta-feira que o avanço do crime organizado no setor ocorre porque o mercado movimenta volumes financeiros maiores do que o tráfico internacional de cocaína. “O crime organizado entrou no setor porque fatura três vezes mais do que fatura com cocaína. Dentro do setor de combustíveis, o crime organizado fatura R$ 62 bilhões. Em cocaína, segundo o Fórum Nacional de Segurança Pública, eles faturaram R$ 22 bilhões”, disse Kapaz à GloboNews. O dirigente afirmou ainda que o crime organizado deixou de atuar apenas nas prisões e passou a operar diretamente em setores da economia formal. “Eu falo que nós não temos mais crime organizado, nós temos uma ‘economia do crime’ hoje. Esse pessoal cresceu primeiro nas prisões e agora está se alimentando no setor econômico. É no setor econômico que eles estão faturando uma fortuna de dinheiro — e principalmente em combustíveis, onde você tem uma massa financeira muito grande”, afirmou. Kapaz diz que o instituto já havia pedido de falência da Refit à Justiça, a partir dos acusados ​​de crimes praticados pela refinaria. “Apesar de a gente ver esses escândalos, os avanços são grandes. Então tudo isso está mudando”, ponderou. O que dizem os citados A defesa do ex-governador Cláudio Castro declarou que ele está “à disposição da Justiça para dar todas as explicações, condenado de sua lisura”. Os advogados afirmaram ainda que todos os procedimentos adotados durante a gestão obedeceram aos critérios técnicos e legais. A defesa acrescentou que a administração Castro “foi a única a conseguir que a Refinaria de Manguinhos pagasse dívidas com o estado”, o que, segundo os representantes do ex-governador, reforça a sua postura “isenta e institucional”. Já a Refit informou que as questões tributárias envolvendo a companhia estão sendo discutidas na Justiça. A empresa afirmou que a atual gestão herdou dívidas fiscais de administrações anteriores e vem adotando medidas para regularizar os pagamentos. Segundo a refinaria, mais de R$ 1 bilhão já foi pago ao Estado do Rio no último ano. A empresa declarou ainda que as operações contra a companhia “prejudicaram a concorrência” e negociaram declarações fiscais falsificadas para obter vantagens tributárias. A Refit também negou “veementemente” ter fornecido combustível ao crime organizado e afirmou que sempre denunciando posições ligadas a facções criminosas. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro informou que está colaborando com a operação, mantém cooperação permanente com os órgãos de segurança e que o caso é acompanhado pela corregedoria. A reportagem não conseguiu contato com as defesas dos outros citados. LEIA TAMBÉM PF apreende R$ 1,1 milhão em moeda estrangeira e 2 carros de luxo na casa de suspeitos de operar propinas no RJ
Refit: veja o histórico de investigações no grupo empresarial A Polícia Federal (PF) colocou nesta sexta-feira (15) o Grupo Refit no centro de uma das maiores investigações sobre fraudes tributárias no setor de combustíveis no país. O empresário Ricardo Magro recebeu mandado de prisão expedido, e o ex-governador do Rio Cláudio Castro foi alvo de buscas na Operação Sem Refino. Segundo relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a PF afirma que Castro atuou “de forma segura” para proteger interesses do conglomerado empresarial, investigado por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal bilionária. A Refit se apresenta institucionalmente como uma refinaria tradicional do Rio de Janeiro. Em seu site oficial, a empresa destaca uma trajetória iniciada em 1954, apenas um ano após a criação da Petrobras. Na época, a companhia ainda se chamava Refinaria de Manguinhos. Ao longo das décadas, a empresa atravessou períodos de expansão e crise. Em 2005, suspendia as operações. Três anos depois, em 2008, foi adquirida pelo Grupo Andrade Magro, do empresário Ricardo Magro. A família Magro era conhecida em São Paulo pela administração da rede de postos Tigrão. Mas, ao comprar uma refinaria praticamente falida no Rio por cerca de R$ 7 milhões, Ricardo Magro passou a apostar em uma operação muito mais ambiciosa. ‘Refinaria fantasma’, segundo a PF Refit Reprodução/TV Globo De acordo com as investigações, a Refit foi transformada em uma espécie de “refinaria fantasma”. A PF sustenta que a empresa praticamente não refinava combustíveis, mas mantinha operações que provocavam prejuízos bilionários aos cofres públicos, especialmente dos estados do Rio e de São Paulo. O esquema investigado envolve suspeitas de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Segundo o pesquisador, o modelo só teria funcionado graças ao apoio de agentes públicos. Em setembro de 2025, a Agência Nacional do Petróleo interditou a refinaria após investigações apontou que uma empresa importava gasolina declarando o produto como óleo bruto, o que reduziria o pagamento de impostos. A PF também acordou acordos de operações simuladas para dificultar o rastreamento dos verdadeiros donos das cargas de combustível. As suspeitas sobre a proximidade entre o Refit e o governo estadual já vinham sendo elevadas havia anos. Em novembro de 2023, a exoneração do então procurador-geral do estado, Bruno Dubeux, chamou atenção nos bastidores políticos. À época, a Procuradoria-Geral do Estado havia firmado um acordo para que a Refit parcelasse uma dívida estimada em R$ 8 bilhões com o Rio. O pagamento, porém, nunca foi realizado. No ano seguinte, em 2024, divergências internas no Instituto Estadual do Ambiente também expuseram pressões relacionadas à refinaria. Os técnicos do órgão apontaram risco de contaminação ambiental e resistiram à renovação da licença da empresa. Em meio à crise, quatro servidores acabaram exonerados. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Maior desenvolvedor do Brasil A situação financeira do conglomerado também colocou um Refit no radar da Receita Federal. Em 2025, o grupo passou a ser classificado como “devedor contumaz” — categoria usada para empresas que utilizam a inadimplência tributária como estratégia permanente de negócio. Segundo o Ministério da Fazenda, as dívidas acumuladas pelas empresas do conglomerado chegam a R$ 52 bilhões, o maior passivo tributário do país. No Rio, a Refinaria de Petróleos de Manguinhos aparece como a segunda maior desenvolvedora do estado, atrás apenas da Petrobras. Dados mais recentes da Procuradoria-Geral do Estado apontam dívida superior a R$ 14 bilhões. Operações da PF e suspeitas de ligação com o PCC A Refit também entrou na mira da Operação Carbono Oculto, que investigava uma rede de empresas suspeitas de ajudar o Primeiro Comando da Capital (PCC) a lavar dinheiro, ou que a empresa nega. Em novembro de 2025, a PF voltou a cumprir mandatos de busca contra pessoas e empresas ligadas ao conglomerado em uma agressão contra fraudes tributárias, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As investigações chegaram ainda ao Judiciário fluminense. Em março deste ano, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) retirou o desembargador Guaraci Vianna após decisões consideradas controversas no processo de recuperação judicial da refinaria. Segundo investigador e representantes do setor, o modelo de negócios da Refit teria provocado desequilíbrios relevantes no mercado de combustíveis. O presidente do Instituto Combustível Legal, Emerson Kapaz, afirmou nesta sexta-feira que o avanço do crime organizado no setor ocorre porque o mercado movimenta volumes financeiros maiores do que o tráfico internacional de cocaína. “O crime organizado entrou no setor porque fatura três vezes mais do que fatura com cocaína. Dentro do setor de combustíveis, o crime organizado fatura R$ 62 bilhões. Em cocaína, segundo o Fórum Nacional de Segurança Pública, eles faturaram R$ 22 bilhões”, disse Kapaz à GloboNews. O dirigente afirmou ainda que o crime organizado deixou de atuar apenas nas prisões e passou a operar diretamente em setores da economia formal. “Eu falo que nós não temos mais crime organizado, nós temos uma ‘economia do crime’ hoje. Esse pessoal cresceu primeiro nas prisões e agora está se alimentando no setor econômico. É no setor econômico que eles estão faturando uma fortuna de dinheiro — e principalmente em combustíveis, onde você tem uma massa financeira muito grande”, afirmou. Kapaz diz que o instituto já havia pedido de falência da Refit à Justiça, a partir dos acusados ​​de crimes praticados pela refinaria. “Apesar de a gente ver esses escândalos, os avanços são grandes. Então tudo isso está mudando”, ponderou. O que dizem os citados A defesa do ex-governador Cláudio Castro declarou que ele está “à disposição da Justiça para dar todas as explicações, condenado de sua lisura”. Os advogados afirmaram ainda que todos os procedimentos adotados durante a gestão obedeceram aos critérios técnicos e legais. A defesa acrescentou que a administração Castro “foi a única a conseguir que a Refinaria de Manguinhos pagasse dívidas com o estado”, o que, segundo os representantes do ex-governador, reforça a sua postura “isenta e institucional”. Já a Refit informou que as questões tributárias envolvendo a companhia estão sendo discutidas na Justiça. A empresa afirmou que a atual gestão herdou dívidas fiscais de administrações anteriores e vem adotando medidas para regularizar os pagamentos. Segundo a refinaria, mais de R$ 1 bilhão já foi pago ao Estado do Rio no último ano. A empresa declarou ainda que as operações contra a companhia “prejudicaram a concorrência” e negociaram declarações fiscais falsificadas para obter vantagens tributárias. A Refit também negou “veementemente” ter fornecido combustível ao crime organizado e afirmou que sempre denunciando posições ligadas a facções criminosas. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro informou que está colaborando com a operação, mantém cooperação permanente com os órgãos de segurança e que o caso é acompanhado pela corregedoria. A reportagem não conseguiu contato com as defesas dos outros citados. LEIA TAMBÉM PF apreende R$ 1,1 milhão em moeda estrangeira e 2 carros de luxo na casa de suspeitos de operar propinas no RJ[/gpt3]

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