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Quem é Zé Carioca, designer encarregado de liderar esquema de armas impressas em 3D

Redação Por Redação
13 de março de 2026
Em Notícias
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Quem é Zé Carioca, designer encarregado de liderar esquema de armas impressas em 3D
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



Quem é Zé Carioca, designer encarregado de liderar esquema de armas impressas em 3D
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Operação em 11 estados mira esquema de venda de armas produzidas em impressoras 3D Apontado pelas investigações como o principal responsável por um esquema de produção e venda de armas fabricadas em impressoras 3D, o homem conhecido na internet como “Zé Carioca” foi identificado pelas autoridades como Lucas Alexandre Flaneto de Queiroz, de 25 anos. Lucas nasceu em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, mas morava na Serra, no Espírito Santo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), ele é considerado o líder da organização criminosa que utilizou a internet para desenvolver, divulgar e comercializar armas e acessórios fabricados com tecnologia de impressão 3D. “O Zé Carioca é o Lucas Alexandre. (…) Ele deu entrevista para veículos de imprensa internacionais, deu entrevista para o The Guardian e ganhou notoriedade por trás desse pseudônimo. E hoje ele foi desmascarado. Nós o identificamos e ele está preso”, disse Marcos Buss, delegado da 32ª DP (Taquara). “Zé Carioca” foi identificado pelas autoridades como Lucas Alexandre Flaneto de Queiroz, de 25 anos. Reprodução De acordo com a investigação, o grupo atuava com divisão de tarefas e utilizava plataformas digitais para financiar e divulgar os projetos das chamadas “armas fantasmas”, armamentos sem número de série e de difícil rastreamento. “Uma dessas armas foi, por exemplo, apreendida na mão de um indivíduo vinculado ao Comando Vermelho, no ano passado, em São Gonçalo”, disse Marcos Buss. Arma Urutau Segundo o Ministério Público, Lucas Alexandre é o principal desenvolvedor da carabina Urutau, um modelo de arma projetado para ser fabricado com impressoras 3D utilizando componentes de fácil acesso. Algumas das armas produzidas em impressoras 3D Reprodução O projeto foi desenvolvido entre 2021 e 2024 e se tornou um dos mais conhecidos dentro da comunidade internacional de armas impressas em 3D. “Em 2024, um indivíduo escondido pelo pseudônimo de Zé Carioca, desenvolveu uma nova carabina, que ele denomina de Urutau. Ela pode ser integralmente fabricada por uma impressora 3D, com conhecimento básico de engenharia metalúrgica”, disse o delegado. A denúncia afirma que o modelo foi pensado para ser ainda mais simples de produzir do que outros projetos semelhantes e poderiam ser fabricados com impressoras de baixo custo e materiais disponíveis no mercado comum. O custo estimado de produção do armamento pode variar entre R$ 600 e R$ 800 por unidade, sem considerar o valor da impressora e de outros equipamentos. Além de ser semiautomática, a arma também poderia ser adaptada para disparos em rajada, aumentando seu potencial letal, segundo o pesquisador. Lucas Alexandre é o principal desenvolvedor da carabina Urutau. Reprodução Atuação Internacional De acordo com o Ministério Público, Lucas Alexandre usou os pseudônimos “Zé Carioca” e ‘JosephTheParrot’ para divulgar os projetos na internet. As investigações apontam que ele mantinha perfis em redes sociais e plataformas digitais onde publicou arquivos, manuais e orientações técnicas para a fabricação das armas. Em seu perfil, o investigado também divulgou um site com tutoriais e arquivos digitais para download, além de instruções técnicas sobre impressão e montagem das armas. “Eles passaram, além de comercializar as armas fabricadas, passaram a comercializar esse projeto, oferecendo inclusive um tutorial e acompanhamento técnico”, disse o procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro, Antônio José Campos Moreira. Quadrilha vendeu armas feitas em impressoras 3D para condenados por ligação com tráfico de drogas, homicídios e outros crimes O pesquisador aponta que o grupo também aceitava pagamentos em criptomoedas, principalmente Monero, ativo digital conhecido por dificultar o rastreamento de transações financeiras. Palestra na Europa Segundo a denúncia, Lucas Alexandre também arrecadou recursos por meio de campanhas online para financiar viagens e projetos relacionados ao desenvolvimento das armas. Uma das campanhas teve como objetivo financiar sua participação na conferência MoneroKon 2025, realizada em Praga, na República Tcheca, onde apresentou o projeto da arma. “Esse indivíduo, por ter conseguido fazer essa arma, ganhou projeção mundial. Uma dessas carabinas foi encontrada na Austrália, fora da Nova Zelândia”, explicou o delegado Marcos Buss. No evento na Europa, ele fez uma apresentação intitulada “Beyond the FGC-9: Shaping the Next Steps of True Liberty”, sobre o desenvolvimento de novas armas impressas em 3D. De acordo com o pesquisador, ele participou da conferência usando uma máscara para tentar manter o anonimato. “Zé Carioca” foi identificado pelas autoridades como Lucas Alexandre Flaneto de Queiroz, de 25 anos. Reprodução Divisão de tarefas A investigação também incluiu que Lucas Alexandre não atuava sozinho. Segundo o Ministério Público, ele comandava um grupo formado por outros jovens com conhecimento técnico em áreas como engenharia, tecnologia e impressão 3D. A organização tinha estrutura hierárquica e divisão de tarefas, incluindo funções como: desenvolvimento dos projetos das armas, testes dos modelos, divulgação nas redes Venda de peças e acessórios. De acordo com os promotores, o grupo utilizou a internet para difundir os projetos e monetizar a tecnologia por meio da venda ilegal de componentes e arquivos digitais. Ainda segundo a investigação, Zé Carioca contou com o apoio de Gianluca Bianchi, Luigi Barbin da Costa, Vinicius Soriano Hernandes, conhecido como “Sandmann”, e João Guilherme Pinto, identificado pelo apelido “_rainha_loli”. A quadrilha investigada na Operação Shadowgun, que mira um esquema interessante de produção e venda de armamentos fabricados com impressoras 3D, também oferece tutorial e envio técnico para compradores que fabricam suas próprias armas. Reprodução Segundo o Ministério Público, a organização utilizou conhecimentos em engenharia, impressão 3D e tecnologia digital para aprimorar o armamento, ampliar sua circulação na internet e viabilizar a venda ilegal de componentes e arquivos necessários para fabricar as chamadas “armas fantasmas”. Cyberpunk O pesquisador informou ainda que o material enviado aos específicos em fabricar as armas também incluía um manifesto de caráter ideológico, distribuído junto com os manuais e projetos digitais. De acordo com as autoridades, o texto defendeu a ideia de que o acesso às armas deveria ser livre e fora do controle do Estado, incentivando a produção caseira de armamentos com impressoras 3D. O conteúdo tinha uma base ideológica ligada ao movimento “cyberpunk”. “Esse grupo estimula pessoas, sobretudo, jovens a fazer e portar armas de fogo, com o argumento de que esse seria um direito de todos.” Venda em plataformas A investigação da Operação Shadowgun envolve que armas e peças produzidas com impressoras 3D foram comercializadas em plataformas de e-commerce usadas no Brasil. A informação foi divulgada nesta terça-feira (12) pela coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio, Letícia Emile, durante coletiva sobre o caso. “A utilização dessas armas vem sendo constatada, inclusive pela polícia aqui do nosso estado, em apreensões já realizadas aqui. O que nos chamou a atenção (…) foi que eles comercializavam essas peças e acessórios em plataformas de e-commerce”, revelou. Operação em 11 estados mira esquema de venda de armas produzidas em impressoras 3D; 4 são presos Reprodução TV Globo De acordo com a promotora, as investigações identificaram 75 transações envolvendo esses produtos, em diferentes regiões do país. “Foram bloqueadas, aproximadamente, 75 transações no Mercado Livre envolvendo a compra e venda dessas peças. Para além da consultoria, foram identificadas essas compras”, reforçou Letícia. Segundo o delegado Marcos Buss, a plataforma do Mercado Livre bloqueou a venda desse material assim que acordos de negociações ilegais. “Inicialmente ele conseguiu comercializar carregadores de pistola Glock, alguns estendidos, aqui no território nacional pelo Mercado Livre”, explicam Buss. “Quando o Mercado Livre bloqueou, ele passou a comercializar essas armas na ‘Deep Web’. Então esse número, que já é um número grande, é apenas a superfície”, acrescentou. Alerta internacional A purificação teve início após um alerta enviado ao Brasil pelas autoridades dos Estados Unidos sobre um usuário que estaria divulgando armas feitas com impressoras 3D nas redes sociais. A partir dessas informações, o Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça acionou a Polícia Civil do Rio e o Ministério Público, que passaram a investigar o caso. Segundo a denúncia, os investigados são acusados ​​de organização criminosa, comércio ilegal de armas de fogo e lavagem de dinheiro.
Operação em 11 estados mira esquema de venda de armas produzidas em impressoras 3D Apontado pelas investigações como o principal responsável por um esquema de produção e venda de armas fabricadas em impressoras 3D, o homem conhecido na internet como “Zé Carioca” foi identificado pelas autoridades como Lucas Alexandre Flaneto de Queiroz, de 25 anos. Lucas nasceu em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, mas morava na Serra, no Espírito Santo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), ele é considerado o líder da organização criminosa que utilizou a internet para desenvolver, divulgar e comercializar armas e acessórios fabricados com tecnologia de impressão 3D. “O Zé Carioca é o Lucas Alexandre. (…) Ele deu entrevista para veículos de imprensa internacionais, deu entrevista para o The Guardian e ganhou notoriedade por trás desse pseudônimo. E hoje ele foi desmascarado. Nós o identificamos e ele está preso”, disse Marcos Buss, delegado da 32ª DP (Taquara). “Zé Carioca” foi identificado pelas autoridades como Lucas Alexandre Flaneto de Queiroz, de 25 anos. Reprodução De acordo com a investigação, o grupo atuava com divisão de tarefas e utilizava plataformas digitais para financiar e divulgar os projetos das chamadas “armas fantasmas”, armamentos sem número de série e de difícil rastreamento. “Uma dessas armas foi, por exemplo, apreendida na mão de um indivíduo vinculado ao Comando Vermelho, no ano passado, em São Gonçalo”, disse Marcos Buss. Arma Urutau Segundo o Ministério Público, Lucas Alexandre é o principal desenvolvedor da carabina Urutau, um modelo de arma projetado para ser fabricado com impressoras 3D utilizando componentes de fácil acesso. Algumas das armas produzidas em impressoras 3D Reprodução O projeto foi desenvolvido entre 2021 e 2024 e se tornou um dos mais conhecidos dentro da comunidade internacional de armas impressas em 3D. “Em 2024, um indivíduo escondido pelo pseudônimo de Zé Carioca, desenvolveu uma nova carabina, que ele denomina de Urutau. Ela pode ser integralmente fabricada por uma impressora 3D, com conhecimento básico de engenharia metalúrgica”, disse o delegado. A denúncia afirma que o modelo foi pensado para ser ainda mais simples de produzir do que outros projetos semelhantes e poderiam ser fabricados com impressoras de baixo custo e materiais disponíveis no mercado comum. O custo estimado de produção do armamento pode variar entre R$ 600 e R$ 800 por unidade, sem considerar o valor da impressora e de outros equipamentos. Além de ser semiautomática, a arma também poderia ser adaptada para disparos em rajada, aumentando seu potencial letal, segundo o pesquisador. Lucas Alexandre é o principal desenvolvedor da carabina Urutau. Reprodução Atuação Internacional De acordo com o Ministério Público, Lucas Alexandre usou os pseudônimos “Zé Carioca” e ‘JosephTheParrot’ para divulgar os projetos na internet. As investigações apontam que ele mantinha perfis em redes sociais e plataformas digitais onde publicou arquivos, manuais e orientações técnicas para a fabricação das armas. Em seu perfil, o investigado também divulgou um site com tutoriais e arquivos digitais para download, além de instruções técnicas sobre impressão e montagem das armas. “Eles passaram, além de comercializar as armas fabricadas, passaram a comercializar esse projeto, oferecendo inclusive um tutorial e acompanhamento técnico”, disse o procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro, Antônio José Campos Moreira. Quadrilha vendeu armas feitas em impressoras 3D para condenados por ligação com tráfico de drogas, homicídios e outros crimes O pesquisador aponta que o grupo também aceitava pagamentos em criptomoedas, principalmente Monero, ativo digital conhecido por dificultar o rastreamento de transações financeiras. Palestra na Europa Segundo a denúncia, Lucas Alexandre também arrecadou recursos por meio de campanhas online para financiar viagens e projetos relacionados ao desenvolvimento das armas. Uma das campanhas teve como objetivo financiar sua participação na conferência MoneroKon 2025, realizada em Praga, na República Tcheca, onde apresentou o projeto da arma. “Esse indivíduo, por ter conseguido fazer essa arma, ganhou projeção mundial. Uma dessas carabinas foi encontrada na Austrália, fora da Nova Zelândia”, explicou o delegado Marcos Buss. No evento na Europa, ele fez uma apresentação intitulada “Beyond the FGC-9: Shaping the Next Steps of True Liberty”, sobre o desenvolvimento de novas armas impressas em 3D. De acordo com o pesquisador, ele participou da conferência usando uma máscara para tentar manter o anonimato. “Zé Carioca” foi identificado pelas autoridades como Lucas Alexandre Flaneto de Queiroz, de 25 anos. Reprodução Divisão de tarefas A investigação também incluiu que Lucas Alexandre não atuava sozinho. Segundo o Ministério Público, ele comandava um grupo formado por outros jovens com conhecimento técnico em áreas como engenharia, tecnologia e impressão 3D. A organização tinha estrutura hierárquica e divisão de tarefas, incluindo funções como: desenvolvimento dos projetos das armas, testes dos modelos, divulgação nas redes Venda de peças e acessórios. De acordo com os promotores, o grupo utilizou a internet para difundir os projetos e monetizar a tecnologia por meio da venda ilegal de componentes e arquivos digitais. Ainda segundo a investigação, Zé Carioca contou com o apoio de Gianluca Bianchi, Luigi Barbin da Costa, Vinicius Soriano Hernandes, conhecido como “Sandmann”, e João Guilherme Pinto, identificado pelo apelido “_rainha_loli”. A quadrilha investigada na Operação Shadowgun, que mira um esquema interessante de produção e venda de armamentos fabricados com impressoras 3D, também oferece tutorial e envio técnico para compradores que fabricam suas próprias armas. Reprodução Segundo o Ministério Público, a organização utilizou conhecimentos em engenharia, impressão 3D e tecnologia digital para aprimorar o armamento, ampliar sua circulação na internet e viabilizar a venda ilegal de componentes e arquivos necessários para fabricar as chamadas “armas fantasmas”. Cyberpunk O pesquisador informou ainda que o material enviado aos específicos em fabricar as armas também incluía um manifesto de caráter ideológico, distribuído junto com os manuais e projetos digitais. De acordo com as autoridades, o texto defendeu a ideia de que o acesso às armas deveria ser livre e fora do controle do Estado, incentivando a produção caseira de armamentos com impressoras 3D. O conteúdo tinha uma base ideológica ligada ao movimento “cyberpunk”. “Esse grupo estimula pessoas, sobretudo, jovens a fazer e portar armas de fogo, com o argumento de que esse seria um direito de todos.” Venda em plataformas A investigação da Operação Shadowgun envolve que armas e peças produzidas com impressoras 3D foram comercializadas em plataformas de e-commerce usadas no Brasil. A informação foi divulgada nesta terça-feira (12) pela coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio, Letícia Emile, durante coletiva sobre o caso. “A utilização dessas armas vem sendo constatada, inclusive pela polícia aqui do nosso estado, em apreensões já realizadas aqui. O que nos chamou a atenção (…) foi que eles comercializavam essas peças e acessórios em plataformas de e-commerce”, revelou. Operação em 11 estados mira esquema de venda de armas produzidas em impressoras 3D; 4 são presos Reprodução TV Globo De acordo com a promotora, as investigações identificaram 75 transações envolvendo esses produtos, em diferentes regiões do país. “Foram bloqueadas, aproximadamente, 75 transações no Mercado Livre envolvendo a compra e venda dessas peças. Para além da consultoria, foram identificadas essas compras”, reforçou Letícia. Segundo o delegado Marcos Buss, a plataforma do Mercado Livre bloqueou a venda desse material assim que acordos de negociações ilegais. “Inicialmente ele conseguiu comercializar carregadores de pistola Glock, alguns estendidos, aqui no território nacional pelo Mercado Livre”, explicam Buss. “Quando o Mercado Livre bloqueou, ele passou a comercializar essas armas na ‘Deep Web’. Então esse número, que já é um número grande, é apenas a superfície”, acrescentou. Alerta internacional A purificação teve início após um alerta enviado ao Brasil pelas autoridades dos Estados Unidos sobre um usuário que estaria divulgando armas feitas com impressoras 3D nas redes sociais. A partir dessas informações, o Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça acionou a Polícia Civil do Rio e o Ministério Público, que passaram a investigar o caso. Segundo a denúncia, os investigados são acusados ​​de organização criminosa, comércio ilegal de armas de fogo e lavagem de dinheiro.[/gpt3]

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