Quadrilha que roubava remédios para câncer com apoio do TCP comprava empresas para enganar governos em licitações, diz polícia
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Polícia faz operação contra quadrilha que rouba carga de medicamentos A quadrilha investigada por roubar cargas de medicamentos oncológicos e imunossupressores comprava empresas antigas e já sem atividade para aumentar as chances de vencer licitações públicas, segundo a Polícia Civil do RJ. A quadrilha tinha apoio do Terceiro Comando Puro (TCP), movimentou R$ 33 milhões em apenas 1 ano e utilizou uma rede de pelo menos 25 firmas a fim de recolocar o material roubado no mercado. De acordo com o delegado Luiz Eduardo Moura, da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Capital (DRFC-Cap), a estratégia era adquirir companhias abertas há muitos anos, colocar “laranjas” como responsáveis e usar o histórico dessas empresas para forjar contra o poder público. “As investigações apontam uma licitação de que uma dessas empresas participou e saiu vencedora”, afirmou Moura. As licitações eram na modalidade tomada de preços, em que valores são comparados, e o menor é escolhido. 📱Favorito o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O delegado explicou que alguns desses CNPJs foram criados agora, “o que facilitaria para o sistema público identificar que não continham tempo mínimo para atuar no setor público”. “Porém, eles também atuavam comprando empresas com muito tempo de existência, que eram falidas, colocavam laranjas e aí passavam adicionalmente para o setor público”, afirmou o delegado. Segundo a investigação, o grupo utilizou empresas de fachada para tentar recolocar medicamentos adquiridos no mercado formal. A Operação Metástase foi deflagrada na manhã desta terça-feira (21) no Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Pará. Até a última atualização desta reportagem, 5 pessoas tinham sido presas: Carlos Roberto Fernandes: alvo de buscas em São Paulo, foi preso após agentes encontrarem armas sem registro na casa dele; Fernanda Rodrigues França: alvo de um mandado de prisão, apontada como integrante do núcleo de receptadores; Guilherme Silva Lopes de Sena, companheiro de Fernanda: era alvo de buscas, mas foi preso em flagrante por armazenamento de medicamentos de uso controlado sem autorização legal; Stefano Montovani Fernandes: apontado como chefe do esquema, chegava a encomendar roubos de cargas; Umberto Xavier de Lima: apontado como receptor. Os presos negaram as acusações. Fernanda Rodrigues França, Stefano Montovani Fernandes e Umberto Xavier de Lima Reprodução/TV Globo Rotas monitoradas A investigação também destacou que o grupo contava com informações privilegiadas sobre o transporte das cargas. Segundo Luiz Eduardo Moura, membros da organização tinham acesso antecipado às rotas dos caminhões e escolheram pontos próximos às comunidades dominadas pelo Terceiro Comando Puro (TCP) para realizar os ataques. “Esses crimes tinham informações privilegiadas sobre as rotas dos caminhões, e eles os abordavam justamente muito próximo das comunidades, o que facilitava a condução do motorista”, disse. De acordo com a Polícia Civil, após os roubos de medicamentos foram levados para o Complexo da Maré, onde as cargas foram distribuídas, armazenadas e distribuídas para outros estados por meio de empresas investigadas para integrar o esquema. As investigações apontam que a organização criminosa realizou pelo menos 50 roubos de cargas de medicamentos desde 2023 e movimentou mais de R$ 33 milhões no período, segundo a Polícia Civil. Policiais civis cumprem o mandato na Operação Metástase Reprodução/TV Globo
Polícia faz operação contra quadrilha que rouba carga de medicamentos A quadrilha investigada por roubar cargas de medicamentos oncológicos e imunossupressores comprava empresas antigas e já sem atividade para aumentar as chances de vencer licitações públicas, segundo a Polícia Civil do RJ. A quadrilha tinha apoio do Terceiro Comando Puro (TCP), movimentou R$ 33 milhões em apenas 1 ano e utilizou uma rede de pelo menos 25 firmas a fim de recolocar o material roubado no mercado. De acordo com o delegado Luiz Eduardo Moura, da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Capital (DRFC-Cap), a estratégia era adquirir companhias abertas há muitos anos, colocar “laranjas” como responsáveis e usar o histórico dessas empresas para forjar contra o poder público. “As investigações apontam uma licitação de que uma dessas empresas participou e saiu vencedora”, afirmou Moura. As licitações eram na modalidade tomada de preços, em que valores são comparados, e o menor é escolhido. 📱Favorito o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O delegado explicou que alguns desses CNPJs foram criados agora, “o que facilitaria para o sistema público identificar que não continham tempo mínimo para atuar no setor público”. “Porém, eles também atuavam comprando empresas com muito tempo de existência, que eram falidas, colocavam laranjas e aí passavam adicionalmente para o setor público”, afirmou o delegado. Segundo a investigação, o grupo utilizou empresas de fachada para tentar recolocar medicamentos adquiridos no mercado formal. A Operação Metástase foi deflagrada na manhã desta terça-feira (21) no Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Pará. Até a última atualização desta reportagem, 5 pessoas tinham sido presas: Carlos Roberto Fernandes: alvo de buscas em São Paulo, foi preso após agentes encontrarem armas sem registro na casa dele; Fernanda Rodrigues França: alvo de um mandado de prisão, apontada como integrante do núcleo de receptadores; Guilherme Silva Lopes de Sena, companheiro de Fernanda: era alvo de buscas, mas foi preso em flagrante por armazenamento de medicamentos de uso controlado sem autorização legal; Stefano Montovani Fernandes: apontado como chefe do esquema, chegava a encomendar roubos de cargas; Umberto Xavier de Lima: apontado como receptor. Os presos negaram as acusações. Fernanda Rodrigues França, Stefano Montovani Fernandes e Umberto Xavier de Lima Reprodução/TV Globo Rotas monitoradas A investigação também destacou que o grupo contava com informações privilegiadas sobre o transporte das cargas. Segundo Luiz Eduardo Moura, membros da organização tinham acesso antecipado às rotas dos caminhões e escolheram pontos próximos às comunidades dominadas pelo Terceiro Comando Puro (TCP) para realizar os ataques. “Esses crimes tinham informações privilegiadas sobre as rotas dos caminhões, e eles os abordavam justamente muito próximo das comunidades, o que facilitava a condução do motorista”, disse. De acordo com a Polícia Civil, após os roubos de medicamentos foram levados para o Complexo da Maré, onde as cargas foram distribuídas, armazenadas e distribuídas para outros estados por meio de empresas investigadas para integrar o esquema. As investigações apontam que a organização criminosa realizou pelo menos 50 roubos de cargas de medicamentos desde 2023 e movimentou mais de R$ 33 milhões no período, segundo a Polícia Civil. Policiais civis cumprem o mandato na Operação Metástase Reprodução/TV Globo[/gpt3]

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