Em uma cartilha divulgada neste sábado (14), o Partido dos Trabalhadores (PT) pediu que seus militantes evitassem manifestações de cunho eleitoral durante o festival da escola de samba que homenageia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no domingo (15), no Rio de Janeiro. Segundo o texto, os militantes devem evitar o uso de expressões de cunho eleitoral, como “é Lula outra vez” ou “é Lula 2026”, e não usar materiais ou estampas que associem o presidente ao número 13, do PT, ou fazer menções às eleições.
“O evento é uma manifestação cultural, sendo proibida qualquer atividade de cunho eleitoral neste momento. É fundamental, portanto, que todos os participantes estejam atentos e mantenham o foco na grande festa popular e espontânea do carnaval”, diz o material. Nas redes sociais, o PT do Rio reforçou o alerta: “Nada de pedido de voto, nada de número de urna, nada de slogan eleitoral, nada de impulso com caráter eleitoral. A legislação é clara e a gente não pode dar margem para questionamentos ou insultos”, diz a nota do diretório carioca do partido.
A intenção do PT é evitar qualquer caracterização do desfile da escola Acadêmicos de Niterói como propaganda eleitoral antecipada. Lula deverá concorrer à reeleição neste ano, mas, pelo calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), só poderá fazer campanha a partir de 15 de agosto. Ainda assim, Lula vai assistir ao desfile e acompanhar o samba-enredo da escola, que traz uma homenagem à sua trajetória, com o tema: “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. Janja vai desfilar em um carro alegórico.
Na sexta-feira (13), o Palácio do Planalto já havia orientado ministros do governo a não participarem do desfile em homenagem ao presidente. A recomendação é que os auxiliares específicos em assistir ao evento acompanhem o presidente no camarote da Sapucaí.
Na quinta-feira (12), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, por unanimidade, um pedido do Partido Novo que pretendia barrar o desfile da Acadêmicos de Niterói, sob a acusação de propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder por parte de Lula, do PT e da agremiação. O entendimento do corte foi de que não é possível considerar abuso de poder de forma preventiva, antes da ocorrência dos fatos e da formalização de eventual candidatura. Ainda assim, caso o protesto viole alguma norma eleitoral, e a propaganda antecipada seja comprovada, a ação poderá levar à prosperidade de Lula e do PT.
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