
O PT divulgou nesta segunda-feira (8) uma carta aos evangélicos em mais uma tentativa de se aproximar do segmento perto das eleições. O documento reforça a agenda política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas não cita nenhuma das pautas de costumes defendidas pelo grupo, como o direito à vida.
A carta aberta intitulada “Acreditamos em um Brasil onde a política estamos a serviço da vida” foi lançada após o IV Encontro Nacional do Núcleo Evangélico do partido. “Os governos do PT nunca se o fizeram às igrejas, sempre tiveram uma postura de respeito e de reconhecimento da importância e do papel da Igreja Evangélica”, destacou a legenda.
Na carta, os evangélicos do partido defendem uma “ampliação e aprofundamento de políticas públicas que fazem diferença na vida do povo brasileiro”, citando programas adotados pelo governo Lula, como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Gás do Povo, entre outros.
O partido vincula “o enfrentamento à fome, a valorização do trabalho, a proteção dos mais vulneráveis” aos programas sociais e projetos acampados por Lula.
“A defesa da democracia, da justiça social, da Reforma Agrária; o enfrentamento à fome, a valorização do trabalho, a proteção das mais vulneráveis fazem parte da mensagem de Jesus e da melhor tradição evangélica”, afirmou a legenda.
“Defendemos o fim da escala 6×1, o que representa qualidade de vida para os trabalhadores e trabalhadoras, além da defesa de um maior tempo de convivência familiar, essencial para a saúde mental e a organização do lar”, acrescentou.
PT critica manipulação da fé para “fins políticos”
Além disso, a carta cita a “preocupação” dos evangélicos do partido “com a disseminação de notícias falsas, discursos de ódio e tentativa de manipulação da fé para fins políticos ou econômicos”.
“O Evangelho nos chama à verdade, à honestidade e à responsabilidade. Uma religião não deve ser utilizada para dividir o povo brasileiro, mas para promover a esperança, a solidariedade e o compromisso com o bem comum”, afirmou.
Lula justificou sua ausência na Marcha para Jesus, realizada na última quinta (4), dizendo que evita eventos religiosos em ano eleitoral para não passar a impressão de que quer “tirar benefícios políticos de uma coisa sagrada”.
Assim como o próprio presidente fez na ocasião, o PT reforçou na carta que foi Lula quem sancionou “leis que garantem o direito de livre culto e a criação de roupas”, como o Dia Nacional da Música Gospel, o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa e o Dia Nacional da Marcha para Jesus.
“Por isso, rejeitamos toda tentativa de transformar a religião em instrumento de manipulação política, e denunciamos aqueles que usam o Evangelho como negócio”, diz o documento.
Apoio a Lula “não nasce do uso eleitoral da fé”
Os participantes do evento do PT afirmaram que a defesa da reeleição de Lula “não nasce do uso eleitoral da fé, pois compartilhamos do entendimento do próprio presidente de que não se deve ‘tirar benefícios políticos de uma coisa sagrada’”.
“A partir de uma avaliação cidadã, democrática e programática dos desafios do país, dos avanços tecnológicos e das tarefas ainda permitem para garantir direitos, reduzir desigualdades e ampliar oportunidades, manifestamos nosso apoio à continuidade do projeto democrático e popular liderança pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, diz a carta.













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