O senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse nesta quinta-feira (29) que a CPMI do INSS ouvirá na próxima quinta-feira (5) o presidente da autarquia federal. Gilberto Waller Júnior será ouvido no mesmo dia em que os banqueiros Daniel Vorcaro e Cardamone Neto.
Viana defendeu também nesta quinta que o doador do Banco Master, Daniel Vorcaro, seja “obrigado a falar” no depoimento ao colegiado para esclarecer a concessão de empréstimos consignados a concessionários.
VEJA TAMBÉM:
-
Viana divulga depoimento de Vorcaro na CPMI do INSS
-
CPMI: Carlos Viana dá voz de prisão a presidente de entidade suspeita no escândalo do INSS
Ele reclamou do que chamou de “blindagem” de decisões judiciais a favor do banqueiro. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, relator do caso, decretou sigilo elevado na tramitação dos automóveis. Além disso, o ministro retirou da comissão todos os dados da quebra de sigilo do banqueiro.
Volta aos trabalhos
A CPMI deve ter os trabalhos retomados no dia 5 de fevereiro. A agenda do ano ainda não foi divulgada, e o Legislativo retoma os trabalhos na próxima segunda-feira (2).
Neste ano o trabalho da comissão deverá concentrar-se nas análises de fraudes nos empréstimos consignados, com suspeitas de assédio, concessão sem consentimento e renovações fraudulentas que geraram dívidas impagáveis aos aposentados e pensionistas.
Em 2025 a CPMI recolheu 26 testemunhas, incluindo Antônio Carlos Camilo Antunes, que ficou conhecido como o Careca do INSS. Relator da comissão, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), qualificou Antunes como “autor do maior roubo a aposentados e pensionistas da história do Brasil”. Os dados apurados pela CPMI mostram que seria operador do esquema e movimentou R$ 24,5 milhões em cinco meses.
Até janeiro de 2026, a CPMI somava 4,8 mil documentos analisados, 73 requisitos de informação e 48 quebras de sigilo. Foram 108 empresas suspeitas e mais de R$ 1,2 bilhão em movimentações financeiras investigadas segundo dados da agência Senado.

Deixe o Seu Comentário