Prejuízo da Cedae com o Master é de R$ 220 milhões, aponta auditórios; Esportes aconteceram dias após jantar de Castro e Vorcaro em NY
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Auditoria da Cedae aponta possível prejuízo de R$ 220 milhões investidos no Banco Master Uma auditoria interna da Cedae descobriu que mais de R$ 220 milhões investidos no Banco Master podem ter se perdido. Ao todo, o Governo do Estado do Rio injetou quase R$ 4 bilhões no Banco Master. A maior parte dos recursos, cerca de R$ 3,7 bilhões, foi aplicada pelo Rioprevidência, alvo de uma operação da Polícia Federal na semana passada. Outros R$ 237 milhões vieram da Cedae, que agora também está sob investigação. As auditorias concluíram também que o Banco Master não atendeu aos requisitos exigidos pela política de investimentos da companhia quando iniciou as negociações para um transporte de R$ 200 milhões. Segundo o documento obtido pela Globonews, as regras internas foram alteradas meses depois, passando a permitir a aplicação na instituição financeira. Segundo a purificação, as alterações seguiram um roteiro semelhante ao adotado pelo Rioprevidência, que também investiu recursos no banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro. O relatório sustenta que, quando a Cedae recebeu a documentação do banco, em julho de 2023, o Master possuía classificação de risco inferior à obediência pela política vigente e contava com avaliação de apenas uma agência de rating. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Segundo os auditores, a política de investimentos foi modificada posteriormente e passou a assumir exatamente o perfil apresentado pela instituição. Cedae Reprodução/TV Globo As ações fazem parte de uma purificação aberta pela gestão atual da companhia após a perda de recursos investidos no banco. O documento foi encaminhado pelo presidente da Cedae, Rafael Rolim, à diretoria da estatal com recomendação de envio aos órgãos de controle, como TCE e MPRJ. No sábado (30), o blog do jornalista Octávio Guedes revelou que a auditoria descobriu que a diretoria financeira ignorou alertas internos sobre as interrupções da situação do Banco Master e que o estatal acumulou prejuízo superior a R$ 222 milhões. Os documentos obtidos pela Globonews mostram que uma investigação também se debruçou sobre a origem da operação e sobre as mudanças promovidas na política de investimentos antes da aplicação dos recursos. A auditoria interna da companhia aponta suspeitas de negligência, dolo sistêmico, fraude e risco ao patrimônio da empresa. Entre os principais responsáveis citados no relatório está o então diretor administrativo-financeiro da Cedae, Antonio Carlos dos Santos. Regras alteradas Os auditorias reconstruiu toda a cronologia que antecedeu o investimento e concluiu que o Banco Master era considerado inelegível pelas normas vigentes da própria companhia. Em março de 2023, a Cedae aprovou a segunda versão de sua Política de Aplicações Financeiras. Entre as exigências estavam classificação mínima de risco equivalente a “A-” e avaliações emitidas por pelo menos duas agências independentes. Segundo o relatório, em 3 de julho de 2023, a diretoria financeira recebeu do Banco Master as projeções financeiras da instituição e um relatório de classificação de risco emitido pela agência Fitch. A nota atribuída ao banco era “BBB-” e havia sido emitida em novembro de 2021. Para os auditores, aquele documento demonstrava de forma imediata que o banco não preenchia os requisitos da política então vigente. “O procedimento padrão de governança exigia a desqualificação imediata da instituição”, registra o relatório. Banco Mestre. Reprodução/TV Globo A auditoria afirma que, em vez de interrupção do processo, a diretoria financeira passou a conduzir mudanças na política de investimentos. Em agosto daquele ano foi aberto o processo para elaboração da versão 3 da política. Em setembro, uma nova norma foi aprovada. Entre as mudanças apontadas pelas auditorias estão a redução das critérios relativas às agências de rating e a criação de uma nova faixa de risco que passou a aceitação de instituições entre BBB+ e BBB-. Segundo os auditores, as últimas alterações enquadrando exatamente o perfil apresentado pelo Banco Master. “Apenas dois meses antes, os mesmos documentos atestavam a inelegibilidade do Banco Master frente à política vigente”, afirma o relatório. Diretoria de negociação aplicação Outro ponto destacado pela investigação envolve o início das negociações entre o estatal e o banco. Os auditores afirmam ter identificado, por meio dos registros do sistema de catracas da sede da Cedae, uma reunião realizada em 17 de maio de 2023 entre representantes do Banco Master e membros da Diretoria Financeira e de Relação com Investidores (DFI). Os registros indicam a entrada de Diego Maciel de Menezes Silva, identificado como superintendente comercial do Banco Master, e aponta o então diretor financeiro Antonio Carlos dos Santos como convidado da visita. Segundo os auditores, uma reunião ocorreu mais de um mês antes dos dados que haviam sido apresentados pela administração da companhia à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) como sendo o primeiro contato formal entre as partes. Aportes do governo no Banco Master motivaram pedido de CPI na Alerj A versão encaminhada ao órgão regulador sustentava que o contato inicial ocorreu em 27 de junho de 2023, quando um representante do Banco Master invejou um e-mail solicitando orientações para o cadastro da instituição junto à Cedae. Para a comissão responsável pela apuração, os registros obtidos contradizem essa versão e indicam que as negociações já ocorreram em andamento semanas antes. A auditoria também firmou uma viagem do diretor financeiro Antonio Carlos dos Santos e de assessores a São Paulo, em junho de 2023, para uma reunião com Maurício Quadrado, então sócio e co-CEO do Banco Master. Segundo o relatório, o encontro teve como pauta produtos financeiros e oportunidades de investimento. Tratativas em sigilo Ao longo de mais de 20 páginas, o auditório sustenta que as negociações tiveram especificações na Diretoria Financeira e em um grupo restrito de avaliadores. Segundo o pesquisador, as tratativas tiveram início com reuniões presenciais em maio de 2023, avançaram com reuniões em São Paulo em junho e julho e culminaram na alteração da política de investimentos aprovada em setembro daquele ano. O relatório afirma que as conversas ocorreram sem compartilhamento adequado de informações com outros setores da companhia. “Toda esta negociação levou a cabo pela Diretoria Financeira e de Relação com Investidores ocorrendo em sigilo”, afirma o documento. Ainda segundo as auditorias, a partir do momento em que outras áreas passaram o ter conhecimento da operação, surgiram alertas internos relacionados ao risco reputacional da instituição financeira e à exposição da companhia. Os auditores também apontam que o Conselho de Administração e o Comitê de Auditoria receberam uma proposta de alteração das regras sob a justificativa de diversificação da carteira e aumento da rentabilidade, sem que fossem necessários elementos para prever que as mudanças seriam utilizadas para viabilizar uma operação específica. ‘Calote’ do Master A segunda etapa da investigação analisou a condução do investimento após a aplicação dos recursos. Segundo as auditorias, a partir de 2025 diferentes áreas da companhia passaram a emitir alertas sobre a situação financeira do Banco Master e recomendar medidas para redução da exposição da estatal. O relatório conclui que a diretoria financeira demorou a reagir ao agravamento do cenário. Banco Master Reprodução/TV Globo Quando a Cedae decidiu buscar a recuperação integral dos recursos, em setembro de 2025, o banco já enfrentava problemas de liquidez. De acordo com a investigação, o Master passou a apresentar propostas de pagamento parcelado para devolução dos valores investidos. O relatório afirma ainda que, em novembro de 2025, o então diretor financeiro Antonio Carlos dos Santos chegou a se reunir pessoalmente com o banqueiro Daniel Vorcaro em uma tentativa de obter garantias para garantir o ressarcimento de recursos. A estratégia, porém, não teve sucesso. Segundo a auditoria, uma das parcelas previstas para devolução dos recursos não foi paga em 17 de novembro de 2025. No dia seguinte, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. Para os investigadores, foi nesse momento que um prejuízo financeiro da companhia se materializou. Jantar de Cláudio Castro A primeira reunião identificada pelos auditórios entre representantes do Banco Master e membros da diretoria financeira da Cedae ocorreu em 17 de maio de 2023. A data chama atenção porque o encontro aconteceu seis dias após o jantar oferecido pelo banqueiro Daniel Vorcaro ao então governador Cláudio Castro em Nova York. A Polícia Federal encontrou, no celular de Daniel Vorcaro, conversas dele com o ex-governador do Rio Cláudio Castro, do PL O episódio foi revelado na investigação da Polícia Federal e integra apurações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo documentos obtidos pela PF, Vorcaro custeou um jantar para Castro e membros de sua comitiva no restaurante Nusr-Et Steakhouse, conhecido internacionalmente pelas carnes folheadas a ouro. A investigação afirma que o banqueiro orientou assessores a fornecer uma experiência diferenciada ao governador durante uma viagem aos Estados Unidos. Os auditorias da Cedae não estabelecem qualquer relação entre o jantar e as negociações que resultaram no investimento da estatal no Banco Master. Os dados, porém, mostram que a primeira reunião identificada pelos auditores ocorreu menos de uma semana depois do encontro em Nova York. Montagem entre Cláudio Castro e Vorcaro Reprodução O que dizem os envolvidos Antonio Carlos dos Santos afirmou que repudia “de forma veemente” as declarações de omissão de informações ao Conselho de Administração da Cedae. Segundo ele, o conselho acompanhou todas as etapas de aprovação da política de investimentos e recebeu mensalmente relatórios detalhados sobre as aplicações financeiras da companhia. O ex-diretor declarou ainda que está tranquilo em relação aos seus atos de gestão e confia que os fatos serão esclarecidos. A nova gestão da Cedae informou que exonerou os responsáveis pelos esportes realizados no Banco Master, promoveu mudanças na política de investimentos e retirou a periodicidade das políticas da diretoria financeira e da área de relações com investidores. A companhia também afirmou que vai instaurar procedimentos para identificar responsabilidades, calcular o prejuízo definitivo e buscar o ressarcimento dos cofres públicos. O relatório da investigação foi dirigido aos órgãos de controle do estado e ao Ministério Público. Já o governador Cláudio Castro declarou que não interfere nas decisões de investimento da Cedae. Segundo ele, as mudanças na política de aplicações foram aprovadas por unanimidade e seguiram todos os trâmites internos da companhia. Castro também negociou qualquer relação entre o jantar em Nova York com Daniel Vorcaro e os transportes realizados pela estatal.
Auditoria da Cedae aponta possível prejuízo de R$ 220 milhões investidos no Banco Master Uma auditoria interna da Cedae descobriu que mais de R$ 220 milhões investidos no Banco Master podem ter se perdido. Ao todo, o Governo do Estado do Rio injetou quase R$ 4 bilhões no Banco Master. A maior parte dos recursos, cerca de R$ 3,7 bilhões, foi aplicada pelo Rioprevidência, alvo de uma operação da Polícia Federal na semana passada. Outros R$ 237 milhões vieram da Cedae, que agora também está sob investigação. As auditorias concluíram também que o Banco Master não atendeu aos requisitos exigidos pela política de investimentos da companhia quando iniciou as negociações para um transporte de R$ 200 milhões. Segundo o documento obtido pela Globonews, as regras internas foram alteradas meses depois, passando a permitir a aplicação na instituição financeira. Segundo a purificação, as alterações seguiram um roteiro semelhante ao adotado pelo Rioprevidência, que também investiu recursos no banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro. O relatório sustenta que, quando a Cedae recebeu a documentação do banco, em julho de 2023, o Master possuía classificação de risco inferior à obediência pela política vigente e contava com avaliação de apenas uma agência de rating. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Segundo os auditores, a política de investimentos foi modificada posteriormente e passou a assumir exatamente o perfil apresentado pela instituição. Cedae Reprodução/TV Globo As ações fazem parte de uma purificação aberta pela gestão atual da companhia após a perda de recursos investidos no banco. O documento foi encaminhado pelo presidente da Cedae, Rafael Rolim, à diretoria da estatal com recomendação de envio aos órgãos de controle, como TCE e MPRJ. No sábado (30), o blog do jornalista Octávio Guedes revelou que a auditoria descobriu que a diretoria financeira ignorou alertas internos sobre as interrupções da situação do Banco Master e que o estatal acumulou prejuízo superior a R$ 222 milhões. Os documentos obtidos pela Globonews mostram que uma investigação também se debruçou sobre a origem da operação e sobre as mudanças promovidas na política de investimentos antes da aplicação dos recursos. A auditoria interna da companhia aponta suspeitas de negligência, dolo sistêmico, fraude e risco ao patrimônio da empresa. Entre os principais responsáveis citados no relatório está o então diretor administrativo-financeiro da Cedae, Antonio Carlos dos Santos. Regras alteradas Os auditorias reconstruiu toda a cronologia que antecedeu o investimento e concluiu que o Banco Master era considerado inelegível pelas normas vigentes da própria companhia. Em março de 2023, a Cedae aprovou a segunda versão de sua Política de Aplicações Financeiras. Entre as exigências estavam classificação mínima de risco equivalente a “A-” e avaliações emitidas por pelo menos duas agências independentes. Segundo o relatório, em 3 de julho de 2023, a diretoria financeira recebeu do Banco Master as projeções financeiras da instituição e um relatório de classificação de risco emitido pela agência Fitch. A nota atribuída ao banco era “BBB-” e havia sido emitida em novembro de 2021. Para os auditores, aquele documento demonstrava de forma imediata que o banco não preenchia os requisitos da política então vigente. “O procedimento padrão de governança exigia a desqualificação imediata da instituição”, registra o relatório. Banco Mestre. Reprodução/TV Globo A auditoria afirma que, em vez de interrupção do processo, a diretoria financeira passou a conduzir mudanças na política de investimentos. Em agosto daquele ano foi aberto o processo para elaboração da versão 3 da política. Em setembro, uma nova norma foi aprovada. Entre as mudanças apontadas pelas auditorias estão a redução das critérios relativas às agências de rating e a criação de uma nova faixa de risco que passou a aceitação de instituições entre BBB+ e BBB-. Segundo os auditores, as últimas alterações enquadrando exatamente o perfil apresentado pelo Banco Master. “Apenas dois meses antes, os mesmos documentos atestavam a inelegibilidade do Banco Master frente à política vigente”, afirma o relatório. Diretoria de negociação aplicação Outro ponto destacado pela investigação envolve o início das negociações entre o estatal e o banco. Os auditores afirmam ter identificado, por meio dos registros do sistema de catracas da sede da Cedae, uma reunião realizada em 17 de maio de 2023 entre representantes do Banco Master e membros da Diretoria Financeira e de Relação com Investidores (DFI). Os registros indicam a entrada de Diego Maciel de Menezes Silva, identificado como superintendente comercial do Banco Master, e aponta o então diretor financeiro Antonio Carlos dos Santos como convidado da visita. Segundo os auditores, uma reunião ocorreu mais de um mês antes dos dados que haviam sido apresentados pela administração da companhia à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) como sendo o primeiro contato formal entre as partes. Aportes do governo no Banco Master motivaram pedido de CPI na Alerj A versão encaminhada ao órgão regulador sustentava que o contato inicial ocorreu em 27 de junho de 2023, quando um representante do Banco Master invejou um e-mail solicitando orientações para o cadastro da instituição junto à Cedae. Para a comissão responsável pela apuração, os registros obtidos contradizem essa versão e indicam que as negociações já ocorreram em andamento semanas antes. A auditoria também firmou uma viagem do diretor financeiro Antonio Carlos dos Santos e de assessores a São Paulo, em junho de 2023, para uma reunião com Maurício Quadrado, então sócio e co-CEO do Banco Master. Segundo o relatório, o encontro teve como pauta produtos financeiros e oportunidades de investimento. Tratativas em sigilo Ao longo de mais de 20 páginas, o auditório sustenta que as negociações tiveram especificações na Diretoria Financeira e em um grupo restrito de avaliadores. Segundo o pesquisador, as tratativas tiveram início com reuniões presenciais em maio de 2023, avançaram com reuniões em São Paulo em junho e julho e culminaram na alteração da política de investimentos aprovada em setembro daquele ano. O relatório afirma que as conversas ocorreram sem compartilhamento adequado de informações com outros setores da companhia. “Toda esta negociação levou a cabo pela Diretoria Financeira e de Relação com Investidores ocorrendo em sigilo”, afirma o documento. Ainda segundo as auditorias, a partir do momento em que outras áreas passaram o ter conhecimento da operação, surgiram alertas internos relacionados ao risco reputacional da instituição financeira e à exposição da companhia. Os auditores também apontam que o Conselho de Administração e o Comitê de Auditoria receberam uma proposta de alteração das regras sob a justificativa de diversificação da carteira e aumento da rentabilidade, sem que fossem necessários elementos para prever que as mudanças seriam utilizadas para viabilizar uma operação específica. ‘Calote’ do Master A segunda etapa da investigação analisou a condução do investimento após a aplicação dos recursos. Segundo as auditorias, a partir de 2025 diferentes áreas da companhia passaram a emitir alertas sobre a situação financeira do Banco Master e recomendar medidas para redução da exposição da estatal. O relatório conclui que a diretoria financeira demorou a reagir ao agravamento do cenário. Banco Master Reprodução/TV Globo Quando a Cedae decidiu buscar a recuperação integral dos recursos, em setembro de 2025, o banco já enfrentava problemas de liquidez. De acordo com a investigação, o Master passou a apresentar propostas de pagamento parcelado para devolução dos valores investidos. O relatório afirma ainda que, em novembro de 2025, o então diretor financeiro Antonio Carlos dos Santos chegou a se reunir pessoalmente com o banqueiro Daniel Vorcaro em uma tentativa de obter garantias para garantir o ressarcimento de recursos. A estratégia, porém, não teve sucesso. Segundo a auditoria, uma das parcelas previstas para devolução dos recursos não foi paga em 17 de novembro de 2025. No dia seguinte, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. Para os investigadores, foi nesse momento que um prejuízo financeiro da companhia se materializou. Jantar de Cláudio Castro A primeira reunião identificada pelos auditórios entre representantes do Banco Master e membros da diretoria financeira da Cedae ocorreu em 17 de maio de 2023. A data chama atenção porque o encontro aconteceu seis dias após o jantar oferecido pelo banqueiro Daniel Vorcaro ao então governador Cláudio Castro em Nova York. A Polícia Federal encontrou, no celular de Daniel Vorcaro, conversas dele com o ex-governador do Rio Cláudio Castro, do PL O episódio foi revelado na investigação da Polícia Federal e integra apurações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo documentos obtidos pela PF, Vorcaro custeou um jantar para Castro e membros de sua comitiva no restaurante Nusr-Et Steakhouse, conhecido internacionalmente pelas carnes folheadas a ouro. A investigação afirma que o banqueiro orientou assessores a fornecer uma experiência diferenciada ao governador durante uma viagem aos Estados Unidos. Os auditorias da Cedae não estabelecem qualquer relação entre o jantar e as negociações que resultaram no investimento da estatal no Banco Master. Os dados, porém, mostram que a primeira reunião identificada pelos auditores ocorreu menos de uma semana depois do encontro em Nova York. Montagem entre Cláudio Castro e Vorcaro Reprodução O que dizem os envolvidos Antonio Carlos dos Santos afirmou que repudia “de forma veemente” as declarações de omissão de informações ao Conselho de Administração da Cedae. Segundo ele, o conselho acompanhou todas as etapas de aprovação da política de investimentos e recebeu mensalmente relatórios detalhados sobre as aplicações financeiras da companhia. O ex-diretor declarou ainda que está tranquilo em relação aos seus atos de gestão e confia que os fatos serão esclarecidos. A nova gestão da Cedae informou que exonerou os responsáveis pelos esportes realizados no Banco Master, promoveu mudanças na política de investimentos e retirou a periodicidade das políticas da diretoria financeira e da área de relações com investidores. A companhia também afirmou que vai instaurar procedimentos para identificar responsabilidades, calcular o prejuízo definitivo e buscar o ressarcimento dos cofres públicos. O relatório da investigação foi dirigido aos órgãos de controle do estado e ao Ministério Público. Já o governador Cláudio Castro declarou que não interfere nas decisões de investimento da Cedae. Segundo ele, as mudanças na política de aplicações foram aprovadas por unanimidade e seguiram todos os trâmites internos da companhia. Castro também negociou qualquer relação entre o jantar em Nova York com Daniel Vorcaro e os transportes realizados pela estatal.[/gpt3]

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