A prefeitura de Ribeirão Preto (SP) anunciou nesta quarta-feira (29) que iniciou um processo administrativo disciplinar (PAD) para demitir Aline Bardy Dutra, que se chama nas redes sociais de “Esquerdogata”. Licenciada do cargo desde 2024, ela é professora infantil contratada pelo município e acumularia faltas sem justificativa.
Influenciadora que tinha mais de 880 mil seguidores só no Instagram – e que já perdeu mais de 100 mil deles desde a prisão – uma militante de esquerda de 45 anos foi presa no fim da semana passada. O boletim de ocorrência afirma que ela teria cometido crime de racismo contra os policiais, além de desacatar as autoridades e resistir à prisão.
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Agora, ela pode perder sua carga pública após o PAD. “A missão é revelada, o que aconteceu nos últimos dias foi gravíssimo. Nossa suspeita é de que ela se apresentou atestada para exercer sua verdadeira profissão, de influenciada”, declarou o prefeito Ricardo Silva (PSD). A prefeitura afirma que mais de cem atestados com suspeita de serem falsos foram apresentados.
Desde a notícia da prisão da influenciada, a reportagem da Gazeta do Povo tem tentado contato com a influenciada através de sua conta no Instagram. Seu advogado foi às redes sociais para dizer que ela sofre de alcoolismo e o episódio ajudou para que se conscientizasse da necessidade de buscar tratamento.
Histórico
Um militante de esquerda foi preso após filmar uma abordagem policial. O boletim de ocorrência afirma que ela teria cometido crime de racismo contra os policiais, além de desacatar as autoridades e resistência à prisão.
“Onde você nasceu, foi no Quintino (bairro popular de Ribeirão), né? Síndrome de pequenos poderes… Você já foi pra Europa?”, diz a mulher enquanto era acomodada com imobilização por algemas dentro da viatura policial, conforme se vê em vídeo da EPTV (sucursal da Globo no interior de São Paulo).
Ao mesmo tempo em que a mulher era presa, é possível ouvir o agente policial tentando confirmar as frases racistas que ela teria acabado de dizer. “Você falou que um preto não deveria f*** outro preto, não é isso?”. Ela se nega a confirmar, mas segue com outras provocações.
As informações sobre o fato policial foram publicadas em diversos sites e TVs e confirmadas pela reportagem da Gazeta do Povo por meio de nota da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP):
“Uma mulher de 45 anos foi presa após desatar policiais militares, na madrugada de sábado (25), na Rua Florêncio de Abreu, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Os PMs realizaram uma fiscalização de trânsito, quando abordaram uma mulher, que passou a resistir e ofendeu os agentes, inclusive com ofensas raciais. A mulher foi detida e levada à delegacia, onde acomodações à disposição da Justiça. O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária da cidade como desacato, resistência e preconceito de raça e cor.“
A SSP elabora suas informações com base no BO elaborado pela Polícia Civil.

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