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Polícia investiga golpe de falso emprego em Saquarema; vítimas alegam que tiveram que pagar até R$ 2,5 mil pelo recrutamento

Redação Por Redação
24 de junho de 2026
Em Notícias
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Polícia investiga golpe de falso emprego em Saquarema; vítimas alegam que tiveram que pagar até R$ 2,5 mil pelo recrutamento
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



Polícia investiga golpe de falso emprego em Saquarema; vítimas alegam que tiveram que pagar até R$ 2,5 mil pelo recrutamento
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Polícia investiga golpe de falso emprego em Saquarema Mais de 200 pessoas relataram terem sido vítimas de um golpe envolvendo falsas promessas de emprego em Saquarema, na Região dos Lagos. Segundo os denunciantes, uma mulher identificada como Aline Fernandes da Cunha oferece vagas em um suposto projeto ligado ao Sistema Único de Saúde (SUS), mas protege uma taxa para garantir a contratação. Os pagamentos variavam e, em alguns casos, chegavam a R$ 2,5 mil por pessoa via Pix. De acordo com as vítimas, o projeto foi apresentado como uma iniciativa chamada Inteligência Nacional de Auditoria, que atuaria na fiscalização do SUS — mas era tudo mentira. 📱Favorito o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Aline Fernandes da Cunha Reprodução/TV Globo Promessas e cobranças Em áudios obtidos pelo RJ1, Aline afirma que o trabalho seria desenvolvido em parceria com a Secretaria de Saúde de Saquarema. “É um projeto que a gente está com a Secretaria de Saquarema para fiscalização do SUS. É quase uma auditoria. Estamos em 9 coordenações”, disse em um dos áudios. Os específicos serão pagos para participar do processo. Em outra gravação, Aline cobrava rapidez no envio dos valores e da documentação. “Eu preciso fechar 8 vagas. Então, quem tiver pessoas de confiança, é naquele mesmo esquema, dinheiro na mão, imediatamente. Manda o dinheiro, manda o comprovante com visualização única, manda a documentação logo”, afirmou. Segundo os relatos, a confiança dos candidatos foi conquistada porque Aline era conhecida de familiares e amigos de parte das vítimas. Uma das pessoas que registraram reclamar afirmou que conhecia Aline há 5 anos. “Aline era uma pessoa muito próxima de mim, por ter estado no seio familiar por muitos anos. Então, em nenhum momento houve qualquer questionamento”, disse. O mesmo contorno que Aline afirmou ter participado de reuniões com autoridades. “Ela: ‘Confia em mim, tô trazendo pra você, eu tô te afirmando, eu estive lá, eu estive com a prefeita, eu estive na reunião junto com o Ministério da Saúde’”, narrou. Promessa de mudança de vida Os relatos apontam que as vagas oferecem salário de R$ 5,5 mil, além de benefícios. Uma candidata afirmou que viu na proposta uma oportunidade de recomeço. “A Aline chegou até a mim através de uma amiga, aí ela me explicou como era todo o projeto. O trabalho seria em home-office, e a gente ainda precisava de ajuda de custo. Eu vi que era uma oportunidade de mudança de vida, eu estava desempregada”, contornou. Segundo as vítimas, quando os pacientes tiveram dúvidas ou pedidos de devolução dos valores pagos, novas promessas foram feitas para evitar resistências. “Sempre que eu pensei: ‘Não, vou pegar meu dinheiro de volta, vou tentar pegar meu dinheiro de volta’, Aline vinha e falava: ‘Não, mas aí você lembra que você vai ter tempo, vai ter dinheiro’. Eu deveria ter visto essa questão”, disse outra vítima. Embora parte das transferências tenha sido feita para contas ligadas a Aline, os denunciantes alegaram que a maior parte dos pagamentos foi destinada a Márcio de Oliveira Castro. Segundo os relatos, Márcio se apresentou como futuro subsecretário de Saúde de Saquarema e responsável pelo projeto. “O piloto do projeto era o Márcio, que seria nomeado na Prefeitura de Saquarema. Mas a gente sabia que não houve nomeação nenhuma, que nada existia”, afirmou Luciane Dias, uma das vítimas. Márcio de Oliveira Castro e Aline Fernandes da Cunha Reprodução O que diz a defesa de Aline O advogado de Aline Fernandes da Cunha afirmou que um cliente também foi enganado e acreditava que o projeto era verdadeiro. “Ela é vítima de um engano. Aline é psicóloga, tem uma carreira sólida, sempre ajudou o próximo. Nessa situação, ela de fato, acreditou que era um projeto sério”, disse o advogado Diogo Simas. Segundo ele, um cliente recebeu documentos e informações que davam aparência de legalidade à iniciativa. “Ela confiou num amigo. Tinha planilha, organogramas, havia telefonemas, ela acreditou nessa situação tanto que ela fez investimentos próprios.” O RJ1 tentou contato com Márcio por telefone, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O que dizem as autoridades A Prefeitura de Saquarema informou que o projeto Inteligência Nacional de Auditoria não existe. Em nota, a administração municipal afirmou que não há qualquer cobrança para ingresso em cargas comissionadas e que Aline Fernandes da Cunha e Márcio de Oliveira Castro nunca integraram o quadro de servidores ou colaboradores do município. A Polícia Civil informou que, desde o início deste ano, foram registrados diversos boletins de ocorrência contra Aline e Márcio em diferentes delegacias de Saquarema. As denúncias estão sendo investigadas.
Polícia investiga golpe de falso emprego em Saquarema Mais de 200 pessoas relataram terem sido vítimas de um golpe envolvendo falsas promessas de emprego em Saquarema, na Região dos Lagos. Segundo os denunciantes, uma mulher identificada como Aline Fernandes da Cunha oferece vagas em um suposto projeto ligado ao Sistema Único de Saúde (SUS), mas protege uma taxa para garantir a contratação. Os pagamentos variavam e, em alguns casos, chegavam a R$ 2,5 mil por pessoa via Pix. De acordo com as vítimas, o projeto foi apresentado como uma iniciativa chamada Inteligência Nacional de Auditoria, que atuaria na fiscalização do SUS — mas era tudo mentira. 📱Favorito o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Aline Fernandes da Cunha Reprodução/TV Globo Promessas e cobranças Em áudios obtidos pelo RJ1, Aline afirma que o trabalho seria desenvolvido em parceria com a Secretaria de Saúde de Saquarema. “É um projeto que a gente está com a Secretaria de Saquarema para fiscalização do SUS. É quase uma auditoria. Estamos em 9 coordenações”, disse em um dos áudios. Os específicos serão pagos para participar do processo. Em outra gravação, Aline cobrava rapidez no envio dos valores e da documentação. “Eu preciso fechar 8 vagas. Então, quem tiver pessoas de confiança, é naquele mesmo esquema, dinheiro na mão, imediatamente. Manda o dinheiro, manda o comprovante com visualização única, manda a documentação logo”, afirmou. Segundo os relatos, a confiança dos candidatos foi conquistada porque Aline era conhecida de familiares e amigos de parte das vítimas. Uma das pessoas que registraram reclamar afirmou que conhecia Aline há 5 anos. “Aline era uma pessoa muito próxima de mim, por ter estado no seio familiar por muitos anos. Então, em nenhum momento houve qualquer questionamento”, disse. O mesmo contorno que Aline afirmou ter participado de reuniões com autoridades. “Ela: ‘Confia em mim, tô trazendo pra você, eu tô te afirmando, eu estive lá, eu estive com a prefeita, eu estive na reunião junto com o Ministério da Saúde’”, narrou. Promessa de mudança de vida Os relatos apontam que as vagas oferecem salário de R$ 5,5 mil, além de benefícios. Uma candidata afirmou que viu na proposta uma oportunidade de recomeço. “A Aline chegou até a mim através de uma amiga, aí ela me explicou como era todo o projeto. O trabalho seria em home-office, e a gente ainda precisava de ajuda de custo. Eu vi que era uma oportunidade de mudança de vida, eu estava desempregada”, contornou. Segundo as vítimas, quando os pacientes tiveram dúvidas ou pedidos de devolução dos valores pagos, novas promessas foram feitas para evitar resistências. “Sempre que eu pensei: ‘Não, vou pegar meu dinheiro de volta, vou tentar pegar meu dinheiro de volta’, Aline vinha e falava: ‘Não, mas aí você lembra que você vai ter tempo, vai ter dinheiro’. Eu deveria ter visto essa questão”, disse outra vítima. Embora parte das transferências tenha sido feita para contas ligadas a Aline, os denunciantes alegaram que a maior parte dos pagamentos foi destinada a Márcio de Oliveira Castro. Segundo os relatos, Márcio se apresentou como futuro subsecretário de Saúde de Saquarema e responsável pelo projeto. “O piloto do projeto era o Márcio, que seria nomeado na Prefeitura de Saquarema. Mas a gente sabia que não houve nomeação nenhuma, que nada existia”, afirmou Luciane Dias, uma das vítimas. Márcio de Oliveira Castro e Aline Fernandes da Cunha Reprodução O que diz a defesa de Aline O advogado de Aline Fernandes da Cunha afirmou que um cliente também foi enganado e acreditava que o projeto era verdadeiro. “Ela é vítima de um engano. Aline é psicóloga, tem uma carreira sólida, sempre ajudou o próximo. Nessa situação, ela de fato, acreditou que era um projeto sério”, disse o advogado Diogo Simas. Segundo ele, um cliente recebeu documentos e informações que davam aparência de legalidade à iniciativa. “Ela confiou num amigo. Tinha planilha, organogramas, havia telefonemas, ela acreditou nessa situação tanto que ela fez investimentos próprios.” O RJ1 tentou contato com Márcio por telefone, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O que dizem as autoridades A Prefeitura de Saquarema informou que o projeto Inteligência Nacional de Auditoria não existe. Em nota, a administração municipal afirmou que não há qualquer cobrança para ingresso em cargas comissionadas e que Aline Fernandes da Cunha e Márcio de Oliveira Castro nunca integraram o quadro de servidores ou colaboradores do município. A Polícia Civil informou que, desde o início deste ano, foram registrados diversos boletins de ocorrência contra Aline e Márcio em diferentes delegacias de Saquarema. As denúncias estão sendo investigadas.[/gpt3]

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