O líder do PL na Câmara, deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o partido apresentou ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, uma série de sugestões para alterar procedimentos de apuração e segurança das eleições de 2026.
Em entrevista ao Notícias do SBTo parlamentar disse que a legenda elaborou oito propostas para “aperfeiçoar” o processo eleitoral. Entre as medidas antecipadas está o pedido para que a divulgação da contagem dos votos por estados e regiões volte a ocorrer antes da totalização nacional em Brasília.
Segundo Sóstenes, a proposta busca criar um mecanismo adicional de conferência dos resultados e reduzir preocupações do partido com eventuais ataques cibernéticos.
“Quando tem a totalização nos estados é um backup. Nosso recebimento são os hackers. Quando você tem um único canal de totalização é o único canal de checagem”, afirmou o deputado.
O TSE, no entanto, esclarece que a totalização dos votos continua a ser realizada de forma regionalizada, apesar das críticas pelo PL.
Outra sugestão apresentada pela legenda diz respeito ao reforço da segurança da votação em regiões controladas por milícias e facções criminosas. O partido defende medidas que garantam maior proteção aos eleitores e aos eleitos localizados nessas áreas.
As propostas foram elaboradas por um grupo interno criado pelo PL após as eleições de 2022. A equipe é coordenada pelo deputado federal Eduardo Pazuello.
Voto impresso fica fora do debate de 2026
Apesar de voltar a defender o voto impresso, o líder do PL percebeu que não há tempo nem recursos para implementar a medida nas eleições deste ano.
Segundo Sóstenes, a sigla pretende manter a bandeira para futuras disputas eleitorais e espera que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), caso seja eleito presidente da República, retome a discussão sobre o tema.
“Para essa eleição de 2026 não tem tempo hábil, não tem recursos financeiros. Mas vamos continuar pedindo isso para o futuro”, disse.
Relação com o novo presidente do TSE
Ao comentar a gestão de Nunes Marques à frente do TSE, Sóstenes evitou fazer uma avaliação do primeiro mês de trabalho do ministro, indicada ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
O deputado afirmou esperar “isonomia” da nova gestão e disse que o tribunal deve enfrentar os debates eleitorais “com toda responsabilidade”.
Após as eleições de 2022, o PL questionou o resultado do pleito e acabou sendo multado em R$ 22 milhões pelo TSE por litigância de má-fé. A legenda informou que a deliberação já foi encerrada e, desde então, passou a trabalhar em propostas de mudanças no sistema eleitoral, agora levadas ao novo comando da Justiça Eleitoral.

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