O pico do Super El Niño está previsto para ocorrer em dezembro de 2026. A informação da Organização Meteorológica Mundial (OMM) se alinha à previsão da entidade de aumento das temperaturas das águas do Oceano Pacífico até o fim do ano, que levará ao fortalecimento do fenômeno.
Economias, ecossistemas e comunidades ao redor do mundo serão impactadas com a temperatura acima da média na maior parte do planeta, mudanças de padrões de chuva, aumento de risco de seca e enchentes em diferentes regiões. No Brasil, a região Sul deve ser a mais afetada pelas chuvas, enquanto o Nordeste, e principalmente Roraima, Amapá e norte do Pará enfrentam uma época de seca.
“O El Niño está firmemente estabelecido e se intensificando rapidamente. As previsões da OMM indicam uma probabilidade próxima de 100% de que ele persista até fevereiro de 2027, podendo se tornar um dos eventos mais fortes desde, pelo menos, 1950”, afirmou Celeste Saulo, secretária-geral da OMM, em comunicado.
“O El Niño não acrescenta calor novo ao planeta. Ele libera o calor que o oceano já vinha armazenando abaixo da superfície — e é por isso que um evento intenso tantas vezes acaba coincidindo com um dos anos mais quentes já registrados (como ocorreu em 2024)”, declarou Saulo no Fórum Global sobre o Calor, em Bangkok. “O oceano do qual esse calor está sendo extraído é o mais quente que já medimos. Simplesmente há mais calor disponível para ser liberado”, completou.
Neste ano, a média da temperatura das águas do Oceano Pacífico ficou 1,6ºC acima do normal em junho, e 2,5ºC em agosto, o mais quente já registrado. De acordo com o índice de medição Niño 3.4, utilizado pela OMM, a superfície do mar deve ficar 3,7ºC acima da média no trimestre de outubro à novembro deste ano, que seria o valor mais alto desde o início das observações da entidade e superaria o recorde anterior de 2015/2016 com 2,6ºC acima do normal.
Fonte: Abril

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