
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou nesta sexta-feira (24) a favor do pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para realizar uma cirurgia no ombro direito.
“A Procuradoria-Geral da República não se opõe aos pedidos formulados por Jair Messias Bolsonaro, sem prejuízo da adoção das medidas de cautela reputadas permitidas”, disse Gonet.
O parecer foi elaborado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da execução penal em que o ex-presidente cumpre a prisão domiciliar.
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Na semana passada, a defesa do ex-presidente encaminhou ao STF relatórios médicos relatados de que ele sofre de dores recorrentes e intermitentes no ombro, tanto em segurança quanto durante movimentos.
Em seguida, os advogados pediram autorização para a cirurgia. Moraes pediu, nesta quinta (23), que Gonet se manifestasse sobre o pedido. O procurador-geral afirmou que, dadas as informações fornecidas pela defesa, “não se vislumbra óbice ao acolhimento do pedido”.
A indicação cirúrgica ocorre em um momento de recuperação da saúde geral de Bolsonaro após um quadro de broncopneumonia bilateral. Sob a coordenação do cardiologista Brasil Caiado, a equipe médica registrou melhorias no cansaço, no refluxo e na provisão física do ex-presidente.
O ortopedista Alexandre Firmino Paniago descreveu a lesão no ombro como sendo de “alto grau” no tendão do supraespinhal, observando que o caso era resistente à fisioterapia convencional.
O procedimento planejado será realizado por via artroscópica, método considerado minimamente invasivo. Bolsonaro cumpre atualmente uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão por suposta tentativa de golpe de Estado. Ele está em prisão domiciliar desde 27 de março.












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