A Polícia Federal (PF) voltou atrás em sua decisão de encaminhar imediatamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao hospital DF Star. Antes, uma nota oficial confirmou a afirmação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro de que o ex-presidente iria ao hospital para os exames. Logo depois, a corporação mudou o texto, e afirma agora que “eventual encaminhamento ao hospital depende de autorização do STF.”
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, já havia esclarecido que possíveis encaminhamentos de emergência ao atendimento médico poderiam ocorrer independentemente da solicitação. Na visão da corporação, porém, não há, no caso, uma emergência. Os médicos do ex-presidente informaram que Bolsonaro foi vítima de um traumatismo cranioencefálico leve.
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O acidente teria ocorrido na madrugada desta terça-feira (6). O ex-presidente estaria dormindo e, ao cair da cama, bateu a cabeça em uma mesa de canto. Viaturas da Polícia Penal do Distrito Federal chegaram à sede da PF antes de o órgão alterar seu posicionamento.
Michelle chegou às 9h para uma visita de meia hora, mas ficou até depois das 11h, o que chamou a atenção da imprensa. Minutos depois, ela anunciou, em seu Instagram, que o ex-presidente só recebeu atendimento pela manhã, quando os agentes foram avisados da chegada de Michelle. O acidente teria ocorrido durante a madrugada.
O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. Ele precisava passar por cirurgias para tratar de uma hérnia e das crises de solução que já enfrentava desde antes da prisão. Moraes autorizou a transferência para os procedimentos, mas negou uma prisão domiciliar humanitária, determinando que Bolsonaro voltasse à cela na logo da PF após a alta.
A equipe médica particular informou também que o ex-presidente passa bem e está conversando normalmente. O plantão da PF também afirmou que o estado de saúde é bom e que “não há necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação.”

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