A Polícia Federal solicita ao Supremo Tribunal Federal autorização para investigar o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI do INSS, por uma acusação de estupro. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles. O caso é relatado pelo ministro Gilmar Mendes, que abriu prazo para manifestação da Procuradoria-Geral da República antes de decidir sobre a abertura de inquérito.
O pedido da PF tem como base uma notícia-crime apresentada pelos parlamentares Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (Podemos-MS). Na representação, eles atribuem a Gaspar a prática de estupro ocorrido em uma adolescência, fato que teria ocorrido anos atrás e que, segundo os autores, ocorreu no nascimento de um filho.
A acusação contra Gaspar veio à tona em meio à apresentação do relatório final da CPMI do INSS, comissão que investigou fraudes bilionárias em benefícios previdenciários.
A denúncia já havia sido levada à Polícia Federal em março. Inicialmente, o caso foi submetido a uma análise interna sobre competência e eventual encaminhamento. Com o avanço da apuração preliminar, a corporação decidiu solicitar autorização ao STF para investigar formalmente o parlamentar, uma vez que deputados federais tenham foro na Corte.
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Deputado diz que acusação é infundada
Alfredo Gaspar nega as acusações. O deputado afirma que tem interesse na apuração dos fatos e sustenta que as denúncias são infundadas.
“O maior interessado na instauração do inquérito policial sou eu. As investigações policiais irão investigar os crimes dos quais fui vítima e robustecerão minhas denúncias contra os parlamentares criminosos”, afirmou o deputado em nota enviada à Gazeta do Povo.
Como fato, ele apresentou medidas judiciais contra os autores da acusação, incluindo queixa-crime. O parlamentar também propôs iniciativas para contestar a versão apresentada, como a realização de exame de DNA, no contexto da controvérsia sobre a paternidade mencionada na denúncia.
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