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PF mira ex-prefeito de Macapá por esquema de R$ 25 milhões em “milícia digital”

Por Redação
27 de maio de 2026
Em Notícias
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PF mira ex-prefeito de Macapá por esquema de R$ 25 milhões em “milícia digital”
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com


Furlan (PSD), foi um dos alvos da operação Palanque Digital, deflagrada nesta terça-feira (26) pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de desvio de mais de R$ 25 milhões da prefeitura usado para financiar uma “milícia digital”. Segundo a autoridade, o esquema tinha como objetivo promover politicamente o ex-prefeito e sua esposa, além de atacar adversários nas redes sociais com conteúdos manipulados e campanhas regionais.

A operação cumpre mais de 35 mandatos de busca e apreensão em Macapá, Belém e Canela (RS). Entre os investigados estão políticos, influenciadores, jornalistas, ex-secretários municipais, uma agência de publicidade e seus sócios.

“Com o objetivo de apurar a prática de crimes eleitorais por uma organização criminosa voltada à criação e à operação de uma rede digital de desinformação, de autopromoção política e de ataques a oponentes no estado do Amapá”, afirmou a Polícia Federal em nota.

UM Gazeta do Povo tente contato com a assessoria do Dr. Furlan. O político ainda não se pronunciou sobre a operação.

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De acordo com a investigação, a rede atuou há cerca de quatro anos utilizando contratos de publicidade institucional da prefeitura de Macapá. A Polícia Federal afirma que os recursos públicos abasteceram ações de autopromoção política e ataques contra opositores, incluindo senadores e até um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que não teve o nome divulgado.

“As investigações apontam que os valores destinados à comunicação pública da Prefeitura de Macapá foram desviados de sua finalidade original para cuidar de influenciadores digitais, veículos e empresas de comunicação para a divulgação de ações de caráter político-eleitoral”, avançou a autoridade.

O pesquisador também descobriu o uso de inteligência artificial para criar vídeos, imagens, áudios manipulados e deepfakes usados ​​em campanhas digitais. A purificação ainda acordos de conteúdo homofóbico disseminados nos ataques virtuais.

Além dos contratos de publicidade, a Polícia Federal suspeita que membros da suposta milícia digital receberam cargas em secretarias municipais como forma de pagamento pelos serviços prestados. Os pesquisadores agora tentarão rastrear o destino completo dos recursos públicos e identificar todos os envolvidos no esquema.

Furlan governou Macapá entre 2021 e março de 2026 e já vinha sendo investigado pela Polícia Federal em outro caso envolvendo suspeitas de fraude em licitação e desvio de recursos públicos. Em setembro de 2025, a primeira fase da Operação Paroxismo apurou irregularidades em um contrato de R$ 69,3 milhões para obras do Hospital Geral Municipal.

Ele é o adversário político do grupo do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que tem sua política de base no Amapá. O irmão do senador, Josiel Alcolumbre (União-AP), cogitou concorrer à prefeitura de Macapá em 2024, mas desistiu antes do início da campanha — ele perdeu para Dr.

Em março deste ano, na segunda fase da mesma investigação, os endereços dirigidos ao Dr. Furlan foram alvo de mandatos da Polícia Federal e servidores foram afastados por decisão do STF. No dia seguinte à operação, Furlan renunciou ao cargo de prefeito e anunciou a pré-candidatura ao governo do Amapá.

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Tags: David AlcolumbredigitalesquemaexprefeitoMacapámilhõesmilíciamirapolicia federalpor
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